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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Quotidiano

(...)
Ai socorro
Ai que eu morro
Livra que nos fomos logo a pique
E subitamente ao fundo
Com um negro pela mão
Tão pasmado e caladinho
Mas lá por dentro a cantar o cantochão.

Por mais que se ouça e se veja, por mais que opinem e divirjam os "sabões", a esperança de que tudo vai passar mantém-se viva, tal como a confiança naqueles que, sem alardes, trabalham todos os dias para que nos mantenhamos à tona e o amanhã seja melhor que o ontem.

E havemos de cantar/contar "de um miserável naufrágio que passámos".

segunda-feira, 30 de março de 2020

Quotidiano

A hora mudou, o mês está quase a mudar, a Primavera chegou, o Verão há-de chegar, porque o tempo não parou nem vai parar ...
Só faltou, no conjunto de lugares comuns mal rimados, dizer que isto vai piorar ...
E pode acontecer, que sei eu!
Vou procurando ouvir quem estuda e analisa, e procurando desligar sempre que surgem nos écrans uns "papagaios", cuja única coisa que sabem é falar "pelos cotovelos". 
Esta parte do corpo era, até há bem pouco tempo, destinada a adjectivar quem falasse muito, a denominar uma dor muito difícil de suportar e a, claro, auxiliar os braços a movimentarem-se.
Tudo se altera e os cotovelos são, agora, a peça fundamental no cumprimento, substituindo o tradicional "bacalhau".
Até quando? 
Não se sabe e é isso que me inquieta.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Quotidiano

Hoje não me apetece escrever nada ou, para ser sincero, nada me ocorre que valha a pena deixar por aqui, se é que alguma vez isso acontece.
As notícias mantêm-se, as conferências de imprensa também, o cansaço de quem lidera é visível, e a luz ao fundo do túnel ainda não se vislumbra.
Neste ínterim, continuamos a ouvir perguntas de "jornalistas" que devem fazer corar de vergonha os verdadeiros profissionais que ainda temos.
Permanece a esperança de que o bom senso impere, a solidariedade entre povos aconteça e que o egoísmo de alguns não se torne num outro vírus.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Quotidiano

Do Público de hoje:

- Em Portugal
" Como enfrentar a epidemia em acampamentos sem água? 
Há mais de três mil famílias ciganas a viver em tendas de lona, barracas de madeira, tijolo e/ou zinco ou autocaravanas."

- No estrangeiro
" Gaza, com dois infectados, está aterrorizada. Juntando-se à falta de luz, densidade populacional enorme e uma frágil sistema de saúde, o covil-19 é um inimigo terrível."

Não é preciso procurar muito para encontrar, ao nosso lado, quem esteja muito, mas muito, pior do que nós.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Quotidiano

A rua era sossegada. Agora, está sossegadíssima. 
Muito raramente passa um carro e as pessoas, poucas, resumem-se aos vizinhos que (ainda) trabalham e àqueles, poucos,  que passeiam os seus cães. 
Valem-nos os melros, as rolas, os chapins, os piscos, que também devem estranhar todo o silêncio que se faz ouvir.
É bom ouvir o silêncio, mas assim tanto também cansa.
A Primavera está a pôr o jardim todo florido! A glicínia, as roseiras, as strelitzias, o jasmim e até os cactos, mostram toda a sua vitalidade e fazem a companhia possível.
Até o "WC" dos gatos está confinado! Era normal utilizarem todo o jardim para as suas necessidades. Agora, escolhem a parte norte e aparecem menos.

terça-feira, 24 de março de 2020

Quotidiano

Já estamos quase no fim de Março e a pandemia não dá quaisquer sinais de nos abandonar, antes pelo contrário. Parece, até, que o vírus se está a sentir bem, e que pretende passar por aqui uma parte do Verão, mesmo sem ter sido convidado. Esperamos que não alugue um TO na Foz do Arelho!!!

Vamos tentando manter algum humor e as rotinas agradáveis e possíveis: lavar as mãos, sempre; ler, muito; ouvir música, boa; um bom filme, também, e, de vez em quando, a televisão para "actualizar os dados".

segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus

Quase toda a gente tem opinião sobre a epidemia que está a contaminar o mundo, sobre as suas causas e sobre a forma de a debelar. 
Todos esperamos que, no fim, seja menos maligna do que os estudos científicos e as opiniões de quem sabe apontam. 
E é apenas por isto - por quem sabe - que também quero deixar meia dúzia de linhas sobre o assunto.
Vivemos, felizmente, num país democrático, com liberdade de expressão plena, até para a asneira, a estupidez e a ignorância. Todavia, a situação actual parece evidenciar uma "guerra", na qual não se conhece o inimigo, a sua estratégia, a sua composição e muito menos as suas posições. Assim sendo, temos forçosamente de confiar em quem sabe e procurarmos seguir as suas determinações com disciplina, sem alarmismos e sem facilitar nada. Neste caso, sem servilismos, manda quem sabe e os outros obedecem, por muito que custe.
Na guerra, cada um tem a sua função, que deve executar com o maior rigor, confiando que a estratégia delineada resulta da análise, ponderada, de quem tem o conhecimento e domina as variáveis.
Dispensam-se perfeitamente as "opiniões" vindas não se sabe de onde, sempre cheias de "certezas" tais que, ainda ontem, chegou aqui a casa, via USA, a "notícia" de que havia centenas de mortos em Lisboa, de acordo com uma fonte que ninguém consegue identificar mas que "sabe" muito.
Deixem-se de publicações idênticas às do tipo da anedota:
"Paris é uma cidade muito bonita! Eu nunca lá estive, mas tenho um tio que tem um primo que já lá foi e gostou muito".