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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Crise (6)

Por dever de solidariedade para com os mais pobres, parece que os impostos de quem recebe (e paga) mais vão sofrer um agravamento, situação que deve merecer a compreensão de quem, felizmente, pode dispender alguma ajuda em benefício de quem dela necessita.
Para que o "povoléu demagogo" não continue a dizer que só paga impostos quem trabalha por conta de outrém, poder-se-iam criar algumas medidas de excepção que contribuissem para minorar os buracos BPN, BPP e outros que estejam a chegar, e auxiliar quem, de facto, precisa.
Tendo presente a premissa e enquanto não fosse "decretado" o fim da crise, não deveria ser possível:
  1. Imputar na contabilidade das empresas almoços, jantares, dormidas e viagens dos seus sócios e quadros, salvo se de claro interesse para as mesmas, devidamente justificado;
  2. Contabilizar os custos das operações de leasing e renting de veículos automóveis, não imprescindíveis para a actividade empresarial;
  3. Atribuir cartões de crédito a quadros e contabilizar despesas confidenciais e não documentadas.

Não se resolveriam os problemas, mas seria dado um sinal de que é possível mudar alguma coisa e que não fique tudo na mesma.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Crise (5)

Nos recentes desenvolvimentos da crise financeira têm aparecido vozes importantes, daquelas que fazem e têm opinião sobre tudo e sobre nada, a pedir a "cabeça" do Governador do Banco de Portugal e a justificar os acontecimentos no BCP e no BPN com a legislação fraca ou inexistente.
Pretenderão legitimar o "criminoso" mandando prender o "polícia"?
Bem a propósito, três quadras de António Aleixo (1899-1949), poeta popular algarvio, quase analfabeto.
*
Vem da serra um infeliz
vender sêmea por farinha:
Passado tempo já diz:
- Esta rua é toda minha.
*
Deixam-me sempre confuso
as tuas palavras boas,
por não te ver fazer uso
dessa moral que apregoas.
*
És um rapaz instruído,
És um doutor; em resumo:
És um limão, que espremido,
Não dá caroços nem sumo.
*

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Crise (4)

O que se aguardava há muito, aconteceu ...
Depois de alguns anos fora da legalidade, do mercado, do razoável, da realidade, do decoro, da concorrência fazendo dos outros lorpas, comprando a dez para vender por cinco, caiu sem estrondo nem ferimentos.
A queda estava anunciada e a "Protecção Civil" tinha desencadeado os mecanismos de "alerta vermelho", preparando o colchão com a "espuma" de todos nós!
Só nos resta aguardar que a CGD faça a digestão do BPN tão bem como fez do BNU e que os "sais de frutos" não nos saiam muito caros ...
Espera-se, ainda, que o Decreto que há-de aprovar a nacionalização anunciada contemple a quantidade de maços de cigarros que os futuros detidos terão direito a receber ...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Crise (3)

  • Os analistas que, há meia dúzia de meses, previam o barril de crude a 200,00 USD, actualizam as suas previsões e concluem que, dentro em pouco, o preço andará pelos 50,00 USD;
  • As Bolsas, apesar das injecções, continuam com arritmia;
  • As "altas cabeças pensantes" pedem tempo para se pronunciarem e só arriscam prognósticos lá para o fim do jogo;
  • Os génios que descobriram a alavancagem sem limites já perderam a ilusão de virem a ser Nobel. Contentaram-se com os prémios recebidos, saíram pela "esquerda baixa" e não estão disponíveis nem para comentar a peça.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Crise

De queda em queda até ao trambolhão final?
NÃO !!!
As quedas produzem lesões graves, equimoses por todo o corpo, talvez até algumas fracturas, mas os homens têm resistências quase sem limites.
Esperamos, todos, que o pessoal da saúde consiga a gaze e a pomada para as esfoladelas e o gesso para as fracturas. E, já agora, que ache a chave para fechar as portas aos que estragaram o terreno.
A gente agradece ...

domingo, 21 de setembro de 2008

ESTILHAÇOS

  • Se o Governo Bush não interviesse na AIG, as reformas de uma grande parte da população americana desapareceriam;
  • A crise foi suavizada com a socialização dos prejuízos. Daqui a algum tempo, de novo se privatizarão os lucros, em busca da sempre eficiente gestão privada.

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Com a devida vénia, um pequeno extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares, no Expresso desta semana:

(...) No antigo faroeste americano, os que eram apanhados a fazer batota ao jogo eram despidos de tudo, pintados com alcatrão, cobertos de penas e expulsos da cidade. Hoje recebem milhões de indemnização para se irem embora e reformas vitalícias que são um escândalo público. Porque, quando a honra deixa de ser uma valor na vida em sociedade, a vergonha não pesa nada. (...).