Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de março de 2021

Mãe

- Vou buscar os medicamentos e volto já.

- Não vale a pena. Quando voltares já cá não estarei.

Era um final da tarde e estavas deitada na cama do hospital, com grandes dificuldades na respiração mas completamente lúcida. A percepção do que iria acontecer era muita mas, ainda assim, saí para satisfazer o pedido da enfermeira. Não cheguei a casa e os medicamentos por lá ficaram ... o telefone tocou antes e voltei pelo mesmo caminho. Tinhas razão ...

Foi há dezassete anos e continuas a ser a minha rosa, da noite, da tarde e da manhã.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Tempo

Parece que o Inverno se está a sentir bem e não quer ir embora. Feitios ...

A chuva cai, persistente, sem respeito por ninguém, nem sequer pelas flores, coitadas, ali no jardim sem amparo ou protecção, nem um pequeno telhado que as abrigue. E, tomando como certo o conteúdo da mensagem da Protecção Civil, ainda vão sofrer mais, por se prever um agravamento do estado do tempo e uma eventual ocorrência de cheias, sempre de acordo com o SMS oficial.

Perante isto, não há nada a fazer a não ser o confinamento total. Nem caminhada higiénica, nem ida ao supermercado ou à mercearia, quando muito um saltinho lá fora, resguardado pelo alpendre.

Vai pr'á barraca, Mimoso ... segue o conselho que Martinho da Vila deu em 1974 e se mantém actual e intergeracional. A minha filha mandou-mo hoje, por uma das vias de contacto possíveis para confinados.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Carnaval

A ideia era ir a Veneza, depois planeou-se Rio de Janeiro, a seguir ponderou-se Sesimbra e, à cautela, pensou-se também na Mealhada, ou Ovar, ou Estarreja. E um salto ao Algarve? O tempo estará melhor e o Carnaval também é muito divertido por lá. Não, Carnaval a sério é em Torres Vedras e até é perto e bom caminho. Tantas hipóteses e, afinal, todo o planeamento foi por água abaixo. Não há Carnaval ... em lado nenhum.

A Foz é sempre uma caixinha de surpresas, de Verão ou de Inverno, com sol ou nevoeiro, com vírus ou sem ele (para quando?). Violando um pouco as regras, a voltinha higiénica foi até lá, com máscara, pela borda da Lagoa, sem encontros pessoais ou policiais, mas com uma descoberta: o dono do barco será, pelo menos, sexagenário. Não lhe perguntei por não o ter visto, mas é fácil adivinhar. Só gente dessa idade se lembrará da artista, alguns ainda dela recordarão canções e poucos se lembrarão das sardas. Hoje, septuagenária, talvez já as não tenha, que a maquilhagem faz milagres e os anos, acentuando muitas coisas, disfarçam outras. A música, essa, já quase ninguém ouve, mas o nome ainda domina a pesca na Lagoa.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Nada

A música francesa fez parte da minha adolescência, quando tudo vinha de Paris, até os meninos.

De Adamo a Aznavour, nessa época mais Bécaud do que Brel, passando por Françoise Hardy, Sylvie Vartan ou Mireille Mathieu, o romantismo a marcar os passos de dança e os outros. Em meados dos anos sessenta, os quatro de Liverpool chegaram e cilindraram tudo, até o corte de cabelo. Uma nova ordem de gosto, moderna e contestatária, acentuou o conflito de gerações, com divergências profundas e observações (im)pertinentes, como a de um professor de História que, com a desfaçatez própria de quem tudo sabe, comentava sobre os Beatles: "músicos eléctricos, desliga-se a ficha e pronto" .

O encanto pela música francesa, mesmo assim, manteve-se, e a diva Edith Piaf ainda hoje se ouve com muito agrado e actualidade.

Rien de Rien ...

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Vá lá

Já tem uns anos mas o meu amigo ADS, que gosta de me manter atento, relembrou-a, partilhando-a ontem comigo, porque a sua actualidade se mantém, oportuna e brincalhona.

Com muitas verdades bem aplicadas a muitos de nós e com vozes bem conhecidas, vale a pena ouvir com atenção. Vá lá! São apenas cerca de quatro minutos de graças, e tempo é o que não nos falta, nesta época vertiginosa do sim e do não, do achar e da certeza, do risco e da ilusão.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Hino da Alegria

Iniciou-se hoje, por toda a Europa, a vacinação contra esse malfadado invasor que nos transtornou a vida sem pedir licença nem respeitar ninguém. Por enquanto, apenas contempla os profissionais de saúde mas, em breve, contemplar-nos-á a todos.

A esperança é enorme e a alegria imensa.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Novembro ... que rumos

Há muito tempo que não comprava um CD físico. As novas tecnologias e a facilidade com que se obtém, ouve e vê tudo, de discos a grandes concertos, muito contribuíram para isso. Os discos de vinil voltaram a estar na moda, mas as novas formas são convidativas e apelativas.

Esta semana "violei" a regra e adquiri o último trabalho discográfico de Pedro Barroso, onde surge uma música cantada em duo com Patxi Andion. São dois músicos de quem me habituei a gostar há muitos anos e que partiram cedo e há relativamente pouco tempo: Patxi morreu em Dezembro de 2019 e Pedro quando a pandemia dava os primeiros passos, em Março deste ano. O disco foi produzido já com os problemas de saúde de Pedro Barroso a fazerem-se sentir bastante e o trabalho é claramente uma última memória que ele pretendeu deixar.

Ficam muitos discos, muitos concertos, muitas recordações e este último trabalho. Ouvi-o com toda a atenção e levei-o para junto dos outros. Não está autografado e não vale a pena deixá-lo preparado para essa possibilidade. Já não o será mas é como se estivesse.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Partida

O outono da vida não chegou ao centenário, mas ficou bem perto. Era hoje!

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Aprender sempre

Quase todos os dias me lembro de uma frase que ouvi, várias vezes, a um professor de há muitos anos, chamado Dragomir Knapic, natural da ex-Jugoslávia e refugiado em Portugal desde a 2ª. Guerra Mundial. Já deve ter partido há muito, porque, há mais de 40 anos, já não era jovem. Já por aqui falei nele e cada dia que passa vou confirmando quão verdadeira é a frase "quanto mais sei, maior é a minha ignorância". 

O meu amigo ADS presenteia-me, muitas vezes, utilizando esse novo modelo de carta sem envelope que se chama mail, com curiosidades, fotos, filmes, músicas. novidades, etc.. Hoje enviou-me um vídeo de uma canção napolitana, que ouvi pela primeira vez num "cartucho" na voz de Mário Lanza e que Luciano Pavarotti levou aos quatro cantos do mundo. Até aqui, nada de novo. Ó Sole Mio deve ser das músicas mais conhecidas em todo o mundo. Todavia, esta trazia um instrumento para mim novo e que, afinal, já é centenário.

Chama-se THEREMIN e é tocado sem ser tocado!

Fui à "central do esclarecimento" chamada Google e encontrei muitos tópicos para esclarecer a minha ignorância e uma "aula" oferecida pela Antena 3, que pode ser vista e ouvida aqui. Procurei, também, saber alguma coisa sobre a intérprete do Theremin que o vídeo mostrava e a "central" do costume esclareceu-me que KATICA ILLÉNYI é uma violinista, cantora, bailarina e tocadora de Theremin, nascida na Hungria em 1968.

Deixo o acesso ao Ó Sole Mio, que pode ser ouvido utilizando este link e, para demonstrar que há Theremin em muitos sítios (agora já sei!), a área da ópera cómica Gianni Schicci, de Puccini, O Mio Babbino Caro.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Verão

Há coisas na natureza que não coabitam em paz com o comum dos mortais e fazem pensar que, naturalmente, têm prazer em nos contrariar, exercendo o seu poder de forma discricionária e sem nos ouvir.
No Verão está estabelecido, não sei se por decreto celestial ou qualquer outra via, que o céu deve ser azul, o vento deve estar recolhido, a temperatura da água do mar deve ser agradável e não "cortar" os tornozelos, isto tudo de manhã até à noite, para permitir, democraticamente, que os que se levantam cedo e os que meditam nos lençóis até à hora do almoço, possam gozar dos mesmos direitos e usufruir da praia  que gostam sem preferências discriminatórias.
Não há respeito por quem gosta das manhãs abertas e coloridas de azul. 
Levanta-se uma pessoa toda lampeira e, entre duas espreguiçadelas, diz para consigo:
          - Hoje vai estar bom, cheira-me!
Aberta a janela, não cheira a nada. Vamos até lá, para confirmar.
As nuvens são muitas, a morrinha molha os cabelos e, mesmo espreitando com afinco, o mar nem sequer se vê.
Regresso ao cantinho. 
          - Já não vamos ter outro dia.
Mentira!
Após o almoço, as nuvens emigraram, o sol apareceu, o céu pintou-se de azul, celeste, e a imaginação informa que deve estar uma bela tarde de praia.
Não vou! Sou teimoso e, para castigo da natureza brincalhona e autoritária, fico-me com o azul do Danúbio e a musicalidade da água do rio.
Amanhã vou voltar, como o Verão exige.

domingo, 21 de junho de 2020

Beethoven animado

Há quatro anos, deixei aqui o Bolero, de Ravel, em animação, linda, partilhada por um amigo.
Hoje, numa pesquisa rápida, encontrei a Quinta Sinfonia de Beethoven, animada de forma idêntica e a provar que a união entre a boa música e o bom gosto da animação dá um resultado fantástico.

domingo, 22 de setembro de 2019

Música

Hoje apeteceu-me colocar aqui esta maravilha, feita por um ENORME que, já septuagenário, mantém viva a chama que me acompanha desde que "a banda passou", em 1966.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A música ... por quem sabe

A Fundação Calouste Gulbenkian está a publicar, no Youtube, vídeos sobre os instrumentos da sua Orquestra. 
Numa linguagem simples e de forma breve, estão a aparecer pequenas histórias ilustradas sobre, espero eu, cada um dos instrumentos que dela fazem parte. Até ao momento já estão 4 filmes sobre a trompa, a flauta, o clarinete e o fagote, sendo este último o que mais me fascinou - foi o primeiro que vi - e, por isso, aqui o deixo reproduzido.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Animação musical

Estamos na maré do Bolero, de Maurice Ravel!
Ontem, o "post" mostrava, em desenho animado, os vários instrumentos a tocarem a peça, realçando a intervenção de cada um. Hoje, quatro executantes animam um violoncelo e, todos à uma, executam a música apenas com um instrumento:

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Animação musical

O meu amigo ADS não perde oportunidade para me agradar, deixando-me a maioria das vezes embaraçado com tantos gestos de carinho e consideração.
Na quarta-feira passada veio entregar-me a casa uma máquina de café que me tinha saído num sorteio da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, cujas rifas eu nem sequer ainda tinha pago.
Hoje, no final de um domingo de Carnaval e quando já estou em contagem decrescente para o dia de trabalho de amanhã, presenteia-me com esta delícia, por certo descoberta nas suas deambulações pela Net em busca de coisas bonitas.

domingo, 2 de março de 2014

sábado, 12 de maio de 2012

Bernardo Sassetti

Já só figura na memória e na estante dos discos.
Partiu um grande, um extraordinário músico.
Fica a obra do génio e a afabilidade, simpatia e humildade de um homem com quem tive o privilégio de privar, em três ocasiões distintas, nas quais me demonstrou (como se eu não soubesse) que não é preciso dizer ou fazer constar que se é bom: está à vista!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bom gosto

Quando a capacidade é pouca e a imaginação escasseia, o melhor é aplaudir as iniciativas dos outros, como esta que a Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Fundação Portuguesa do Pulmão levaram a efeito, no mês passado, na Gare do Oriente em Lisboa.

domingo, 24 de julho de 2011

Província

A grande cidade coloca à disposição dos seus habitantes espectáculos da mais variada ordem, sendo apenas condição para a eles assistir que o gosto a isso apele e a carteira disponibilize os euros suficientes. 
Para quem vive na província, a situação é bastante diferente. Ou se desloca frequentemente à "aldeia grande", com os custos e o cansaço inerentes, ou está atento e não desperdiça as oportunidades, uma vez que "o comboio nunca passa duas vezes".
Na passada sexta-feira assisti no CCC, com a companhia estóica do meu Neto I (já estou muito cansado, avô), ao encerramento do Musicaldas 2011. Inspirado em Alexandre O'Neil, Bernardo Sassetti e a Companhia Nacional de Bailado apresentaram "Uma coisa em forma de assim" que valeu pela música e pela interpretação de Sassetti, pelas excelentes coreografias e pelos belíssimos desempenhos dos bailarinos (Ó vô, parece que estão a fazer ginástica). Uma bela noite!
Ontem, no Mosteiro de Alcobaça, integrado no Cistermúsica, este ano "Em torno de Inês", ouvi, pela primeira vez, Bach em acordeão a solo. O finlandês Mika Väyrynen deu um concerto extraordinário no claustro D. Afonso VI, do Mosteiro. A última obra do programa - Impasse, de Franck Angelis - foi uma "coisa em forma de ASSIM", que o texto escrito pelo intérprete no programa já deixava antever: "...Na última parte do concerto temos Impasse, de Franck Angelis. A história desta peça é dramática e trágica. O Franck era uma espécie de "padrasto" do filho da sua irmã (pois este não tinha pai). Eram muito próximos e o Franck viu o pequeno bébé crescer e tornar-se rapaz. Até que um dia chegou a triste notícia: o rapaz morrera num acidente de moto. "Impasse" é dedicado à memória deste menino. Impasse significa "algo que não sai". Nos grandes desgostos, é essa a sensação que temos."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quotidiano

Um "jovem trintão", meu amigo e colega de profissão, enviou-me hoje um mail com uma canção residente neste endereço Youtube, a sua letra completa e uma epígrafe que dizia
"... ainda acho que nem tudo o que é antigo é para deitar fora ...".
Obrigado, GP.
O espectáculo do vídeo, denominado "Três Cantos" aconteceu em Outubro de 2009 e juntou, pela primeira vez, três "dinossauros" da música portuguesa: Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias.
Fazem parte da minha colecção os dois CD's e os dois DVD's que o registaram para a posteridade.