segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Talvez

Gosto disto!
Quase todos os dias comentava, no Facebook, Twitter, Hi5, (como já antes o fizera nas tertúlias, nos cafés, no trabalho) os mais variados temas, frases, filmes, músicas. opiniões, jogos, grupos, fotografias, com o "gosto disto".
Um dia, interrogou-se:
- E gosto?
- Talvez!
Talvez sempre foi a palavra mágica, a que não compromete, não fecha portas, não confronta, não magoa, não afirma nem confirma, mantém a frincha, a esperança, a possibilidade, a hipótese.
Mas não presta!
É volúvel, "dobrada", cobarde, "cagarola", atípica, e soa mal.
Será?
Talvez sim ... talvez não!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O homem e o mar (II)

Uma semana depois, com a Aberta já um pouco mais a Sul e dois esporões de pedra a tentarem "remar contra a maré" ...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O homem e o mar

















Na semana em que a ETA abandonou Óbidos sem fazer estragos (felizmente e longe vá o agoiro), o mar resolveu concretizar o que, desde há muito, vinha prometendo.
Paradoxalmente, foi a sua Avenida que ficou em perigo e desencadeou o abrir dos estudos que se encontravam bem guardados e à espera de não serem, nunca, necessários.
Agora vão acontecer eruditas análises, reuniões intermináveis com os responsáveis dos diversos Departamentos, para decidir a quem cabe decidir, mais quem deve aparecer na televisão se correr bem ... e quem deve dar a cara, se correr mal.
Lá mais para o Verão dos anos 30 ficar-se-á a saber!
Entretanto, aquilo que talvez pudesse ter sido solucionado com pequenas intervenções pontuais e atempadas, se feitas com tempo, estudo e cuidado, deu lugar a uma luta de afogadilho, com máquinas, pedras, areia, mirones (muitos) e "doutas" opiniões (como esta), à procura da solução que, a ver vamos, há-de surgir por "obra e graça do Divino Espírito Santo".
Com a mão, grande, do homem a mandar, com aquelas toneladas de areia em sacos e de pedras a granel, que pensará o mar?

Teremos Foz neste Verão?!










segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Misto

As novas tecnologias permitem (quase) tudo.
Vi a primeira parte do jogo (e o golo que deu a vitória) pela Net. O aluimento na CREL não me deixou ver o resto ...
Agora, vejo o filho a sair do aeroporto, por entre uma multidão entusiasmada e delirante, situação que provoca sentimentos contraditórios, onde alegria se mistura com preocupação, num batido enorme, que o fermento da distância ainda torna maior.
Mas, no futebol como no resto, nem sempre se ganha ... e, quando se perde, a memória das grandes vitórias esfuma-se!


domingo, 24 de janeiro de 2010

Aniversário

Dia especial!

Apesar de republicana, a Casa tem uma Rainha, que a mantém, coordena, gere e cuida, exercendo um poder por vezes autocrático, senão mesmo ditatorial.
É a vidinha ... não se pode ter tudo!

Hoje a Rainha faz anos. Bem menos do que os que já leva Placido Domingo, que comemorou as suas 69 primaveras há três dias.

Como a imaginação vai faltando e a capacidade não abunda, o melhor é copiar o belo que outros fazem para o darmos a quem merece.
E a minha Ginja merece!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Escultura ...



A Foz é sempre uma caixinha de surpresas ...
Para além das grandes alterações que o mar tem provocado e que tantas preocupações (?) vêm trazendo às altas cabeças pensantes e responsáveis, a chuva lembrou-se de esculpir um elemento natural certificando que estamos na terra das malandrices!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Começar de novo ...

No final de mais um "primeiro dia do resto da minha vida" apeteceu-me procurar isto ... e encontrei.
Valeu a pena pela música, pela letra, pelas vozes de Simone e Ivan Lins e ... pelo resto!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ANO VELHO, ANO NOVO

Está a chegar ao fim, mas foi duro ...
No fundo, talvez igual a tantos outros; as gavetas da memória estão acamadas de passado e apenas surgem as "roupas de cima".
Depois do virar que acontece, com duas horas de avanço, lá longe, no berço da civilização, onde está uma parte de nós, contam-se os últimos segundos cá no cantinho...
Surge o Novo, prenhe de desejos, expectativas, efabulações, esperanças, que o futuro começa sempre amanhã e ... vai ser melhor.
Viva 2010!
Bom Ano para todos!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Vale a pena ler


Começa assim:
Toda a vida, antes da doença e durante a doença, a minha mãe contou-nos e contou-nos
- Oiçam isto
que em pequena a minha avó acompanhava a minha bisavó de visita a senhoras que moravam em andares antigos na parte antiga de Lisboa, salas e corredores numa penumbra perpétua onde as pratas e as loiças a seguiam e a minha avó com dez ou onze anos a pensar
- Como esta casa deve ser triste às três horas da tarde (...)
E acaba, como verifiquei hoje ao chegar ao fim:
(...) a ouvir e não são as ondas que oiço, é o silêncio no interior das ondas e as vozes que me acompanham desde sempre e mal as vozes se calarem levanto-me e regresso a casa. Quer dizer não sei se tenho casa mas é a casa que regresso.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Palavras bonitas

NATAL, E NÃO DEZEMBRO

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido ...

Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...

Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
Obra Poética
Editorial Presença 1988