Bem prega Frei Tomás: faz sempre como ele diz, nunca como ele faz!
Presunção e água benta, cada um toma a que quer!
Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado vem!
El-Rei errou, mas faça-se o que ele mandou!
Abunda a malícia, onde falta polícia!
(Adágios Populares)
Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo
Calai-vos, que pode o povo
Querer um mundo novo a sério.
António Aleixo
Este livro que vos deixo
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e com dois sentidos de trânsito.Actualização: desde Abril de 2009 o trânsito foi, finalmente, alterado para sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos.
domingo, 8 de março de 2015
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quarta-feira, 4 de março de 2015
Quotidiano
Dos jornais de hoje.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou que "nas últimas semanas, Espanha e Portugal têm sido muito exigentes em relação à Grécia."
A minha mãe costumava dizer:
- Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
Nem de propósito, numa espreitada ao Blog "Tempo Contado", de J. Rentes de Carvalho, dei-me com este "post", publicado pelo escritor na manhã de hoje.
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segunda-feira, 2 de março de 2015
Mãe
Excelente música, pelas mãos de uma grande pianista, para o sossego de uma enorme mulher que partiu há onze anos.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Descobrimentos
O meu amigo VB, grande amante do mar (e da Foz do Arelho), fez-me chegar o "link" para este excelente documentário sobre as descobertas, realizado por António José de Almeida.
São quase 50 minutos com os descobrimentos portugueses, as caravelas, a "dilatação da fé e do império", as viagens "por mares nunca dantes navegados", a ousadia, a coragem, o saber, a vontade, a determinação da gesta que Camões cantou.
Apesar da falta de tempo que cada vez mais nos atormenta, vale a pena ver e ouvir (em écran total) esta lição de história, mesmo que, utilizando a maravilha da tecnologia, isso se faça em pequenas doses e em vários momentos.
Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do Sol.
Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo,
pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.
(...)
Meu riso de dentes podres
ecoou nas setes partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.
(...)
Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse, fui eu.
O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.
Poema da malta das naus
António Gedeão
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Zeca Afonso
Passam hoje 28 anos da morte de José Afonso e nem por isso aqueles que tiveram o privilégio de o ver e ouvir se esquecem da sua música e das suas palavras, que mantêm uma actualidade que só os GRANDES conseguem.
A "pen" do carro proporcionou o regresso do trabalho ao som do Zeca, desde as "Baladas e Canções" ao "Coro dos Tribunais", passando pelo "Fura Fura" e pelo "Traz outro amigo também", do qual faz parte esta maravilha, que lhe dá o nome.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
País de sonho
No JL que me chegou esta semana, a autobiografia habitual da contracapa é de Carlos Reis, conhecido intelectual, especialista da obra de Eça de Queirós.
Do texto, interessante, respigo um pequeno extracto que reflecte a frustração sentida por uma parte, significativa, julgo, da minha geração, que teve o sonho de transformar Portugal num país digno e onde fosse possível os nossos filhos viverem mais e melhor do que nós e os nossos pais.
"(...) Depois, foi o que se viu: a 17 de abril, sob a liderança do Alberto Martins, que ainda está na vida pública, a universidade foi virada do avesso. Como iniciação política não podia ser melhor. Das semanas agitadas da crise académica de 1969 ficaram-me imagens que prevalecem até hoje. As boas e as más. Destas, sobrevive a figura sinistra do ministro Hermano Saraiva, com o dedo espetado no preto e branco de uma reprimenda televisiva; muitos anos depois, Saraiva declarou que não se recordava de nada - cargas da GNR, estudantes presos, incorporações militares à força -, amnésia estranha em quem, para muitos (não para mim), foi historiador.
Terminado o curso de Românicas (cinco anos, mais uma tese de 300 páginas, pois então), comecei a ensinar na Universidade. Livrei-me da tropa, o que, para um meu antigo professor, não foi nada bom, vá-se lá saber porquê. Empurrado por esse lapso do Destino, entrei na vida ativa a seguir à revolução de 1974; pertenço, por isso, à geração que viveu a ilusão de mudar o Portugal "remorso de todos nós" (O'Neill, claro), fazendo dele um país mais moderno e mais aberto. Algo se conseguiu, não o nego, mas muitas coisas ficaram por cumprir, outras ameaçam voltar atrás, outras ainda já regrediram, sem apelo nem agravo. Por exemplo, o nosso pequeno mundo cultural, hoje devastado pela tristeza em que os ignorantes que nos regem o fizeram mergulhar. (...)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Quotidiano
Esta noite dormi pouco e a preocupação estendeu-se por todo o dia de hoje, com uma ansiedade indiscritível e não muito habitual ...
Se o meu nome aparece na lista do HSBC, que faço?
Desminto?
Confirmo?
Dou instruções aos meus advogados para processarem Rafael Marques e o seu Maka Angola?
Peço ao Cavaco para garantir que é mentira?
Talvez vá por aqui! Parece ser a opção mais indicada e adequada: o homem está habituado e é tão convincente ...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Novas tecnologias
As novas tecnologias trouxeram recursos que, há uns anos, só existiam na ficção científica.
A Net proporciona a divulgação e o acesso de (quase) todos a tudo, mesmo aquilo que não tem qualquer interesse. É o "preço" a pagar.
O conhecimento vai, espera-se, prosseguindo a sua caminhada para um destino universal, que permita a partilha por todos e acabe com o privilégio de ser só de alguns.
Mão amiga (ADS, "made in Colmeal") e habitual nestas partilhas, fez-me chegar este mapa dinâmico, que mostra a evolução das fronteiras da Europa desde os primórdios até aos nossos dias.
E andei eu a estudar geografia por uns "mapitas" em papel e a espreitar para um globo que nem iluminado era ...
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Auschwitz - 70 anos
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Liberdade
Do Expresso Diário.
" É talvez um pouco pomposo o que vou dizer, mas prefiro morrer de pé do que viver de joelhos.
CHARB (Stéphane Charbonnier), director do jornal satírico francês Charlie Hebdo, assassinado hoje em Paris, numa entrevista ao Le Monde em 2012."
Em Paris morreram hoje mais de uma dezena de pessoas vítimas de dois fanáticos loucos.
Nessas mortes vai também um pouco da vida dos que entendem a liberdade, a tolerância e o respeito pelo outro como valores cimeiros, e que desprezam qualquer culto, ideia ou atitude que não os proteja.
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