José Mário Branco cantando um soneto de Camões, ao qual acrescentou um refrão para reforçar a ideia.
De manhã, aproveitando o feriado e porque já vamos com um terço de Junho cumprido, calcei os chinelos e fui até à Foz. O areal ainda se mantém com a sujidade do costume mas, lá ao fundo, na zona onde irão ser instaladas as barracas, uma máquina começa a endireitar a areia e a limpar as canas, os plásticos, as caixas de anzóis, as garrafas de cerveja, e muito outro lixo que continua a "nascer" na praia, seguramente de "geração espontânea".Passeio junto à Lagoa, a caminho do mar, aproveitando bem o ar puro que o vento transporta e sem ver o sol, que ainda dormita bem lá atrás das nuvens. Vem a onda, fraca, molha os pés, e ouve-se a voz do mar:
- Trouxeste o gin?
- Claro que não. Vinha dar um mergulho!
- Fizeste mal. Com este gelo que tenho dentro de mim, fazíamos um brinde ao Camões.
O melhor é continuar na areia, que o "frigorífico" está ligado no máximo ...
P.S. - Soube-se hoje que a Câmara Municipal de Lisboa "bufou" a Moscovo os dados pessoais dos organizadores de uma manifestação levada a cabo no passado dia 23 de Janeiro. Apesar das desculpas públicas de Fernando Medina e da atribuição das culpas à burocracia, custa muito ouvir que, quase 50 anos depois de 1974, ainda haja no país quem ache normal "entalar" alguém em nome da BURROcracia.
Uma "moeda" na boca do Medina. Grande engasganso!
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