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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Aproximação

Já não bebia água há uma hora e, de acordo com os sábios conselhos expressos pelas entidades que detêm os conhecimentos sobre a matéria, era importante fazê-lo.

Estava distraído a ouvir música e tratando de colocar uma parte dos selos na devida e legível ordem, de forma a facilitar a tarefa de quem os irá cuidar, vender ou mandar para o lixo quando me lembrei dos importantes avisos. Resolvi suspender as tarefas (ouvir música é uma tarefa tão ou mais importante do que tratar dos selos), ir comer qualquer coisa e beber água, muita, que o calor aperta lá fora. Aqui 'tá-se bem!

Liguei a televisão para aproveitar e actualizar as notícias. No estado em que isto está, nunca se sabe o que está a acontecer, o que já aconteceu e aquilo que irá acontecer, para gáudio dos inúmeros e doutos analistas que enxameiam os diversos canais.

Surpresa. Não havia análises, mas antes o debate quinzenal na Assembleia da República. 

Enquanto comia e bebia fui ouvindo Luís Montenegro e José Luís Carneiro discorrerem sobre números da saúde, dos combustíveis, dos impostos e dos descontos, com um a identificar a incógnita "x" e outro a contrapor a "Y", com os mesmos números na base.

Amaldiçoei, entre comas, os excelentes professores que tive a Matemática, porque concluí, brilhantemente, que dois e dois afinal não são quatro e que a Matemática está longe de ser uma ciência exacta.

- "Pi"

É apenas uma aproximação! 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Matemática

O Clube Tinta da China, do qual sou "sócio" desde o seu início, enviou-me, na passada semana, o livro 33, da autoria de Marcelo Viana, com o título Histórias da Matemática - Da contagem dos dedos à inteligência artificial.

O título do livro indicia claramente o conteúdo e, mesmo para quem não é dotado de grandes saberes matemáticos, é extremamente interessante. Está carregado de exemplos de aplicações e descobertas matemáticas e ainda só vou no Séc. XVII ...

Num dos desafios, o autor convida-nos a determinar os anos vividos por Diofanto, filósofo grego que terá vivido nos anos 250 A.C.. De acordo com o autor, o texto/problema aparece numa colecção de quebra-cabeças do Séc. V e diz o seguinte:

"Aqui jaz Diofanto, vejam que maravilha. Por arte matemática, a pedra nos diz a duração da sua vida. Deus lhe deu um sexto da vida por infância. Mais um duodécimo por juventude, quando surge a barba. Um sétimo mais e começou o tempo do casamento. Cinco anos passaram e um filho chegou. Tragédia, o herdeiro foi levado pelo destino quando tinha por idade a metade da vida de seu sábio pai. Depois de se consolar com a ciência dos números por quatro anos mais, terminou Diofanto enfim sua existência."

Com que idade morreu Diofanto?

Não me dei ao trabalho de tentar descobrir o valor de X (incógnita da idade), nem a forma/fórmula de equacionar o problema. "Googlei" e a IA deu a resposta imediata: Diofanto morreu com 84 anos de idade!

Palavras para quê ...

quarta-feira, 1 de março de 2023

Capicua

Confusão? Nem por sonhos. Capicua é um desafio e uma descoberta: ler da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda e ter sempre o mesmo resultado, é fascinante. Não apenas com dois números, sejam eles dois uns, dois dois, dois três ou dois quatro, ou muitos outros, bem longos, que se apresentem tal qual o espelho nos mostra a cara, ainda que, agora, cada vez mais deformada pela matemática do tempo.

Nos números não acontecem equimoses temporais. Uma capicua surge com a mesma beleza em dois algarismos como em 34743, número que nada encerra e muito menos encarna. Podia reflectir uma quantidade de euros que alguns ganham mensalmente e muitos invejam, sempre esperançados que, um dia, talvez a capicua de cinco números lhe surja pela frente no recibo do vencimento, dando-lhe, então, plena satisfação a sua leitura, quer comece da esquerda ou inicie pela direita, como parece estar agora na moda. Se a capicua for de sete números, por exemplo 6458546, tanto melhor, mas em euros e na folha do vencimento será ambição desmedida.

Ainda que adore fazer capicuas - no meu caso, a 25 de Abril, e já lá vão seis -, gostava de conseguir ler pelo menos a sétima, sempre com a esperança de que a leitura seja mais clara pela esquerda. Foi sempre assim que li, para quê alterar?

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Matemática

O tempo de estudante já lá vai há uns bons anos! O tempo de aprender mantém-se vivo e actuante!
Fazia-me alguma confusão (própria da idade?) o facto de os estudantes terem tantas dificuldades em dominar a ciência dos números.
Descobri ontem, como diz um amigo meu, "a razão do porquê".
A culpa é da Matemática e não dos estudantes.
A ciência, que era exacta, deixou de o ser.
Explique-se o imbróglio: Na A.R. foi analisado e discutido o cumprimento orçamental do primeiro semestre de 2006; para uns, a despesa foi inferior ao orçamentado e, por isso, estamos de parabéns porque vamos no bom caminho; para outros, deu-se o inverso e, afinal, a despesa ultrapassou largamente o valor orçamentado, caminhando-se a passos largos para o abismo.
O leigo conclui: afinal a Matemática é uma ciência de "mais ou menos", "mais coisa, menos coisa", "anda por aí", uma vez que a soma das mesmas parcelas dá resultados completamente diferentes.
E depois querem que os estudantes tenham boas notas !!!
Não explicam ...