Mantém-se a guerra entre a água e a terra, as marés e as máquinas, os técnicos e os empíricos, a natureza e a ciência.
Teremos praia?
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
Mantém-se a guerra entre a água e a terra, as marés e as máquinas, os técnicos e os empíricos, a natureza e a ciência.
Teremos praia?
Esta noite ou amanhã, é irrelevante, passam quatro anos de mortandade de ucranianos e russos, sem que se vislumbre fim à vista. E razões para isto ter acontecido e continuar, ainda são menos tangíveis ou identificáveis.
Por vezes parece haver deleite com o sofrimento e, pasme-se, há gente que ignora, ou finge ignorar, o poder da bala, do míssil, do canhão, da mina, do drone, do avião, do helicóptero, etc., etc..
Milhares de mortos e de estropiados, famílias destroçadas, crianças que não mais esquecerão as sirenes de aviso das bombas que vão cair e a corrida para os abrigos. E, como sempre, "gente" a enriquecer à custa da desgraça.
Até quando?
COISAS
As coisas escondem-se nas coisasficam por baixo ou no fundoàs vezes umas nas outras.Escondem-se de quêas coisas?Delas próprias ou de quemtenta apanhá-las à mão?Os óculos fogem e escondem-seàs vezes nos próprios olhosrelógio nunca se sabetalvez debaixo da camaou na metáfora das horas.Telemóvel é conformeora fica em outro bolsoora está onde não está.O casaco no cabidede repente é invisívelda caneta já não falocai no buraco mais próximo.Cada coisa tem seus quêsseus recônditos refúgiossão tuas mas não as vêsestão contigo e não encontras.Coisas de coisasou de homem?Coisas que das mãos se somemcoisas em coisas escondidascoisas que são mais nossasquanto mais de nós perdidas.Balada do corsário dos sete maresManuel AlegreD. Quixote (2026)
Sem máscaras, sem desfiles, sem sol, sem chuva, sem vento e, por aqui, sem qualquer talento.
É Carnaval, nada parece mal!
Três semanas de notícias tristes, de promessas solenes e eloquentes, de muito trabalho de muitos, de aproveitamento de alguns, de sacrifícios e desgraças de tantos, ainda hoje a surgirem, apesar das melhorias "decretadas" pelo S. Pedro.
Conseguir-se-á, desta vez, ter capacidade para resolver e dizer não, quando for caso disso?
Talvez Seguro consiga fazer com que impere o bom senso e impedir o costumeiro desleixo ... até à próxima.
O trabalho foi dado como concluído e, como sempre, fotografado antes de ser encaminhado para a loja que lhe há-de criar a moldura protectora.
- O pastel seco permite este realismo, ao contrário do óleo ...
- Até parece que a água corre ...
- E se a IA conseguisse pôr a água a correr?
- Vamos tentar junto de quem sabe.
Deu isto!!!
ou sequer ser feito ou pintado.
o objetivo de sobreviver?
As máquinas e os homens do Duque continuam a tentar domar o "duque" dono das águas. Teimoso, ele continua a fazer o que muito bem lhe apetece e a não passar cartão a ninguém.
A Lagoa, coitada, bem tenta conspurcá-lo com a areia que lhe é oferecida pelos rios que nela desaguam, mas nem assim ele tem emenda.
O Duque, da empresa de máquinas e não o "duque" da água revolta, está a recolocar a "aberta" lá para bem junto do Gronho, de modo a garantir a sobrevivência da "Avenida do Costa" e a manutenção da praia dos "teimosos".
O tempo não vem ajudando nada mas esperam-se, e desejam-se, bons resultados. A Foz merece e os "teimosos" ainda mais.
E saibam todos: o Carnaval já aí está e o Verão não tardará!
A ansiedade e a dúvida que por aqui existiam - tenho sempre muitas dúvidas nas sondagens - desapareceram às 20 horas de ontem e deram lugar a uma enorme satisfação e alegria. Afinal, o povo português ainda não se esqueceu do antigamente, mantém discernimento e reduz a "conversa da treta" à sua trapalhice evidente.
António José Seguro foi eleito Presidente da República e o outro teve cerca de um terço (ironia) dos votos.
Foi óptimo, mas cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém.
Miguel Torga escreveu no seu último Diário:
"Coimbra, 1 de Março de 1990 - Liberdade. Passei a vida a cantá-la, mas sempre com a identidade no pensamento, ciente de que é ela o supremo bem do homem. Nunca podemos ser plenamente livres, mas podemos em todas as circunstâncias ser inteiramente idênticos. Só que, se o preço da liberdade é pesado, o da identidade dobra. A primeira, pode-nos ser outorgada até por decreto; a outra, é sempre da nossa inteira responsabilidade."
Apesar do vento, da chuva, das depressões e das tempestades que nos têm assolado, da lama que por aí tem corrido, votar hoje é possível e SEGURO!