quinta-feira, 30 de julho de 2026

Autoridade e sapiência

Registe-se que Julho está a chegar ao fim, depois de ter proporcionado uns belos dias de sol na Foz, com banhos de água tépida e mar calmo, elementos fundamentais para quem já leva muitos "quilómetros".

Talvez o Oeste tenha sido empoderado (palavrão "roubado" ao discurso justificativo do Ministro) pelas correntes algarvias (ou odemirenses) e se torne um paraíso ainda melhor. Veremos ...

Tal como o céu oestino, também ontem ficou "clarinha" a problemática do tanque que virou piscina, do atrelado "armazenado" de borla, em nome da solidariedade para com o país, justificado pela falta de cabimento orçamental para as despesas. Afinal, ainda há portugueses que se preocupam com a nação e a sua capacidade financeira!

Com tudo isto, constata-se que há necessidade imperiosa de deixar de pensar, devendo toda a gente dedicar-se a ver diariamente os "Big Brother". São muito mais eficientes no "cultivo" das massas e trarão resultados incríveis a curto prazo.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Palavras bonitas

Há um dizer ainda não dito,
Uma mensagem secreta que não se cala,
Um escondido e encriptado segredo
No voo das aves num voo aflito
E no arrastar da voz na minha fala
Como pio crente rezando o credo.
Um sinal, um novo astro no firmamento,
Augúrios que sempre estão presentes
Quando se esperam tempestades e inquietações,
Um esquivo felino deslizando lento
Por dentro do silêncio e noites quentes
E abafantes angústias de todos os Verões.
E o dizer que dizer preciso
É um dizer cercado de urgências,
Antes que no pântano reste lodo apenas
E se dissolva de vez o eco desse riso
E os negros corvos com asas de demências
Escorrendo vivas das negras penas.

Onde ondeiam as ondinas
Lino Sebastião
cordel d'prata (2026)

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Nevoeiro

Ainda não é tempo de chuva, muito menos de geada ou de neve nas terras altas. E esta coisa de não ser tempo de algo tem que se lhe diga. É muito importante e deveria estar na cabeça, e nas atitudes, de todos nós, mas não é fácil.

Realizar tudo no tempo devido permitir-nos-ia ser impecáveis, sem erros nem omissões, criaturas perfeitas, dignas de figurar nos anais e de ser invejados pelos vindouros.

Porém ... quem nunca fez nada errado que "atire a primeira pedra", não sem antes rever, segundo a segundo, toda a sua "exemplar" vidinha para evitar que a pedrinha lhe parta a cachimónia. Se "errar é humano", qual é a dificuldade de achar o tempo próprio para confessar o erro, pedir a desculpa devida, clarificar a causa e a justificação, e garantir que vai tentar não repetir o mesmo.

Começa-se em criança, prossegue-se em jovem, repete-se em adulto e, velho, idoso ou ancião, sabe-se que, de vez em quando, "arroz queimado".

Tudo parece simples, sem necessidade de um qualquer workshop ou mentor de autoajuda. Quando muito, dorme-se uma noite sobre o assunto e, no dia seguinte, explicita-se, clarinho, a asneira feita, esteja sol radioso ou chovam picaretas.

Mães, pais e outros educadores sempre ensinaram isto, mesmo no tempo em que a "galheta" servia para memória futura. 

Os tempos são outros e, por isso, o país vai aguardando (ansiosamente ou talvez não) que o tempo da explicação da piscina e do atrelado do senhor Ministro da Administração Interna surja nem que seja numa manhã de nevoeiro com a que hoje estava na Foz.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Cabelos

Fui ao "Baeta"!

Apesar de já faltarem muitos, a "trunfa" vai continuando a crescer e a criar desconforto com o calor e a praia. E porque não sou egoísta, preocupa-me o rendimento do barbeiro, que apenas vive do seu trabalho e este depende da frequência dos que se sentam na cadeira.

Como de costume e porque estou já na fase de repetir imenso as mesmas larachas, disse-lhe para cortar os brancos e deixar os pretos, que a minha imagem ficaria muito grata ...

Sem papas na língua, como é apanágio de qualquer barbeiro que se preze, retorquiu:

- É impossível. Na sua cabeça, a tesoura já não os consegue descortinar. Quem sabe, talvez um dia a IA resolva ...

Não resolve. Os cabelos pretos já desapareceram há muito, mas estou tentado a procurar uma solução credível e bonita. Acho que mereço e parece-me que já descobri a solução, copiando quem sabe.

Ou é da minha vista ou o nosso Primeiro-Ministro já conseguiu a recauchutagem da "mona", talvez depauperada com as recentes controvérsias, das digitalizações ao atrelado. Pena foi que (se a minha vista estiver certa) mandasse fazer o trabalho com uma tintazeca castanha, um bocado mal amanhada. Não deve ter escolhido o "Baeta" certo.

Não fica grande coisa e é pena! O branco dos cabelos fazia pendant com a cor habitual do vestido da esposa e, nos dias de hoje, isso é deveras chique, para não dizer obrigatório.   

segunda-feira, 20 de julho de 2026

A importância dos dias

Encerra-se hoje, por este ano, o ciclo de aniversários dos netos, iniciado em Fevereiro com o caçula.

O meu Vasco chega aos 15 anos. Idade bonita, de certezas, de convicções firmes, de afirmação de personalidade, de "sapiência infinita", de reserva quase absoluta, de monossílabos de resposta a perguntas impertinentes e antigas.

Já mais alto que o avô, é um bom estudante, um grande nadador e faz uma coisa que o avô sempre sonhou e nunca conseguiu: sabe música e toca muito bem saxofone, na minha opinião que, claro, é suspeita e parcial.

O Ministro da Educação também deverá ficar associado a esta data, se não houver mais encrencas, todas elas da responsabilidade de outrem. Será hoje que, finalmente, conhecerá as notas que obteve nos exames do 9º. ano.

sábado, 18 de julho de 2026

Alterações

A Foz está a perder a sua identidade e isso é preocupante para os "teimosos"!

Se a água se mantiver tépida, o vento continuar ausente e as ondas catitas perdurarem, Albufeira e o resto do Algarve que se cuidem: o Verão é no Oeste!


quinta-feira, 16 de julho de 2026

Palavras bonitas

Depois das 7
as montras são mais íntimas

A vergonha de não comprar
não existe
e a tristeza de não ter
é só nossa

E a luz
torna mais belo
e mais útil
cada objecto

poemas quotidianos
antónio reis

terça-feira, 14 de julho de 2026

Minudências

Há muitos anos, quando o trânsito era controlado pela PVT, sigla da Polícia de Viação e Trânsito que as "línguas viperinas" da época traduziam, em surdina, como "Pouca Vontade de Trabalhar" ou "Provadores de Vinho Tinto", surgiu no escritório, de forma inesperada e sem aviso, um agente conhecido e visita regular, habitual receptor de uma caixita de vinho, dever que havia sido cumprido há não muito tempo. Estranho ...

- O senhor PB não está cá?

- Não. Agora é tempo de Cascais. Só voltará lá para o início de Setembro. Precisa de alguma coisa?

Talvez o stock se tivesse esgotado e havia autorização superior para resolver essas situações. Os telemóveis ainda estavam muito longe e o contacto só era feito, de nossa inciativa, em casos muito, mas mesmo muito, urgentes.

- Se eu puder ajudar ... o patrão telefona quase todos os dias. Nunca se sabe é a hora.

- Você sabe que ele é muito meu amigo e eu queria pedir-lhe ajuda. Estou a construir uma "barraquita" e conto com os amigos ...

- Posso dizer-lhe que o senhor passou por aqui ...

- Muito obrigado. Diga-lhe que eu tenho mesmo necessidade dos amigos ... 

A "barraquita", construída com a ajuda de muitos e dedicados amigos, foi uma vivenda de dois pisos, com algumas centenas de metros quadrados de logradouro e num sítio bem agradável à vista.

Lembrei-me disto a propósito do "tanque" construído na "casita" da esposa do actual MAI por um seu amigo, cuja empresa realizou trabalhos para a Polícia Judiciária. Os trabalhos, sem nenhuma importância,  estão ainda por concluir. Têm sido realizados apenas aos fins de semana.

sábado, 11 de julho de 2026

Publicidade

Em qualquer floresta de enganos faz muito falta um Bugalho!

Conseguido este, fica o país tranquilo e dormem descansados o Ministro das Finanças, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Educação, aos quais foi poupada a dificuldade de decisão, tão cara quanto difícil, como todos sabemos.

Este Bugalho, recentemente mandatado para porta-voz do PSD, decidiu mandar pagar as horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os recentes exames, alvo de uma salgalhada que ninguém entende, muito menos os alunos. Mas o Bugalho sabe as causas, as consequências e os remédios. Vai daí, deu a ordem pública para pagar e agora o responsável pelos "carcanhóis" que se desenrasque. Manda quem pode, obedece quem deve ...

"Assim também eu", como diz o César Mourão na publicidade ao Continente ou "o que importa é a publicidade", como diria o Carlinhos, depois da sua aventura amorosa com a professora!

sexta-feira, 10 de julho de 2026

História

Dêem as voltas que derem, omitam ou dediquem um pequeno rodapé, a história registará para sempre que, há dez anos, em Paris, Portugal venceu a França por 1-0, com um golo de Éder. Foi a primeira vez, e até agora, única, que a nossa selecção conseguiu o título de Campeão Europeu de Futebol.