quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Palavras bonitas ... para o meu neto Miguel

VIDA

Do que a vida é capaz!
A força dum alento verdadeiro!
O que um dedal de seiva faz
A rasgar o seu negro cativeiro!

Ser!
Parece uma renúncia que ali vai,
- E é um carvalho a nascer
Da bolota que cai!

Miguel Torga
Diário II

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Animação musical

Estamos na maré do Bolero, de Maurice Ravel!
Ontem, o "post" mostrava, em desenho animado, os vários instrumentos a tocarem a peça, realçando a intervenção de cada um. Hoje, quatro executantes animam um violoncelo e, todos à uma, executam a música apenas com um instrumento:

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Animação musical

O meu amigo ADS não perde oportunidade para me agradar, deixando-me a maioria das vezes embaraçado com tantos gestos de carinho e consideração.
Na quarta-feira passada veio entregar-me a casa uma máquina de café que me tinha saído num sorteio da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, cujas rifas eu nem sequer ainda tinha pago.
Hoje, no final de um domingo de Carnaval e quando já estou em contagem decrescente para o dia de trabalho de amanhã, presenteia-me com esta delícia, por certo descoberta nas suas deambulações pela Net em busca de coisas bonitas.

Livros (lidos ou em vias disso)

Após as dores, as doenças, as fobias, as depressões e mais uma infinidade de maleitas trazidas por Philip Roth em "A lição de Anatomia" (D.Quixote, 2015), começa uma viagem ao Séc. XVIII, pela pena de Mário de Carvalho, num romance histórico escrito há já mais de 30 anos e agora reeditado pela Porto Editora.
A descrição da atribulada viagem,  pelos caminhos difíceis de então (serão fáceis agora?), que leva o Conde de Fróis (filho) e o seu séquito a um desterro na fortaleza de S. Gens, lá bem perto da raia de Espanha, termina assim:

"(...) Acabaram por entrar na vila, de cavalos pela rédea, galgando um declive formado por destroços de muralha derrubada. Uma mulher passou, com um feixe de vime à cabeça, salvou e ficou-se a olhar, muito descarada, sem manifestar especial estranheza com a presença dos intrusos, nota de que aquela entrada era caminho vezeiro.
Foram dar com o primeiro soldado encostado ao portal da igreja. O homem, desgrenhado e farroupilha, olhou para ambos, azamboado, sem atinar com o que fazer. Depois, silenciosamente, com um sorriso equívoco, de beiço esborcinado, estendeu por instinto uma mão de esmola, primeiro gesto que lhe ocorreu antes que o capitão o expulsasse do adro a poder de biqueira.
Não tardou e a notícia alvoroçava a vila. O conde e o capitão, parados a meio do adro, viram-se rodeados por uma chusma silenciosa de basbaques, entre os quais sobressaía, aqui e além, o vermelho sujo de uma farda.
A escolta, entretanto, reboava pela porta de armas, com carros e bagagens, sem que alguém lhe pedisse senha, e vinha formar na parada, com ordem e lustro, suscitando o maior espavento da multidão apinhada pelas ruas.
Só então, numa carreira esbaforida, de talabartes ainda soltos, os oficiais da praça vieram prestar preito ao comandante, que se ficou por lhe virar as costas."(...)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Netos (quarto)

MENINO

No colo da mãe
a criança
vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança. (...)
Manuel da Fonseca


Apetecia-me repetir, com a devida adaptação, o que por aqui escrevi, há cerca de 10 anos, quando chegou o Gil; ou o que deixei expresso quando o Vasco "aportou" ao porto seguro dos papás; ou ainda o que registei no dia de S. João de 2012, à chegada do Duarte, que hoje foi brindado com um mano.
Chegou o Miguel! Junta-se ao mano e aos primos e vai, seguramente, fazer as delícias de todos eles e também as de todos nós.
Por mim, e apesar do "saber da experiência feito", confesso que ainda por cá andou uma ansiedade latente, que só descarregou por volta das seis da tarde, quando chegou a notícia de que estava tudo bem e havia mais um homem na família.
Cá o espero, de braços abertos, a contar com o "abracinho" que só os netos sabem dar!