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sábado, 16 de abril de 2022

Largo Estragado

Na designação camarária, oficial e obrigatória nos registos, é Largo do Colégio Militar. Ninguém saberá explicar bem porquê e quais as razões que motivaram a homenagem à instituição que, na capital, há mais de duzentos anos se dedica, quase em exclusivo, ao ensino de futuros militares. O Estragado, que sempre deu nome ao Largo, foi despromovido e passou a usar as divisas de Beco, perdendo os galões de Largo.

Não parece que o grande oleiro que foi e que por ali manteve a sua olaria, produzindo bens de carácter utilitário para todas as famílias, das mais abastadas às menos afortunadas, merecesse tal despromoção, ainda por cima feita à revelia da "parada" e sem conhecimento da grande maioria dos "soldados", "sargentos" e "oficiais". Enfim!

Apesar das decisões, da publicação e da saída "à ordem", continua a ser o Largo do Estragado o nome pelo qual é conhecido por todos. Sem contar os que lá moram ou por perto residem, não haverá muita gente na cidade que consiga localizar rapidamente o Largo do Colégio Militar. Se for perguntado pelo Estragado, quase todos terão a resposta na ponta da língua.

O Largo anda há mais de dois anos a ser arranjado, perdão, requalificado, e não há meio de as obras de requalificação - é bem mais bonito assim, não haja qualquer dúvida - ficarem prontas. A pandemia, a pandemia, a pandemia, a pandemia, ainda a pandemia e ... nem a mudança de regime camarário conseguiu o milagre. Os elementos que hão-de propiciar as delícias da criançada ainda estão "embrulhados" em panos, por certo para se não sujarem até à inauguração. As vias que o circundam, um dia parecem estar prontas, no outro aparece logo mais um buraco e novo trabalho de calceteiro. Se chove, surgem poças de água a demonstrar que o nível foi mal calculado e a água, que o determina, fica por ali. Mais umas fitas vermelhas, uns sinais de obras e de proibição de trânsito, um ou dois trabalhadores, uma maquineta pequena e, de novo, uma requalificação da calçada, não um arranjo. 

A requalificação caminha, devagar, mas caminha. Se fosse arranjo, seria mais rápido, mas não tinha a repercussão devida. Não era a mesma coisa ...

O Estragado, lá onde estiver, deve rir-se e achar que era bem mais fácil fazer bilhas, alguidares e jarros do que arranjar, melhor, requalificar o largo que é seu, de facto, mas não de direito.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Comportamentos

"(... ) pedimos aos fregueses e visitantes

- que não limpem, mas que não sujem

que não reparem, mas sim que não destruam

- que o civismo e a cidadania sejam um exemplo para todos (...)"

São frases retiradas de uma comunicação pública, feita pelo novo Presidente da minha Junta de Freguesia. Podem parecer lugares comuns, mas tocam no cerne comportamental de todos nós, que somos quem produz, melhores ou piores, os sítios onde vivemos.

Tenho dúvidas que a mensagem chegue e seja entendida por toda a gente e, nomeadamente, pelos porcos que continuam a conspurcar o chão que é de todos, cuspindo, deitando beatas, papéis, garrafas, restos de comida, excrementos do cachorro e tantas outras porcarias, sem o mínimo de respeito por eles próprios.

Verificar que alguém com responsabilidades tem coragem de falar sobre estes assuntos, tentando exercer uma acção pedagógica sobre a vivência em comum, é agradável e parece indiciar que, efectivamente, algo mudou. 

Esperemos que seja apenas o início de uma nova era, para o bem de todos. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Cidadania

Leio, no JL que me chegou há poucos dias, crónicas de Anabela Mota Ribeiro e de Kalaf Epalanga sobre o Festival Literário Internacional de Paraty. Em ambas é referida e exaltada a intervenção de uma Professora - Diva Guimarães - no espaço reservado ao público presente numa das mesas daquele Festival.

A forma como ambos adjectivam, nessas crónicas, a D. Diva, "obrigou-me" a ir "à pesca". Encontrei, sem grande esforço, um exemplo de coragem, de cidadania, de alerta, de chamamento, de força, contra as injustiças que já foram, as que se mantêm e as que irão continuar, se a grande maioria não se capacitar que o mundo é de todos e para todos, e não de "meia dúzia" de iluminados que traçam os caminhos para os outros e as grandes vias para eles próprios.

Uma intervenção que excedeu, em muito, as expectativas que me tinham sido criadas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Bastonário

Uma lição de liberdade e cidadania, para meditar ...
Entrevista de hoje, na RTP 1, conduzida por Judite de Sousa, tendo o Dr. Marinho Pinto, actual Bastonário da Ordem dos Advogados como entrevistado.
Retive:
  • Há uma justiça, forte, para os fracos, e outra, fraca, para os fortes.
  • Em novo tinha ilusões e ideais; já não tenho ilusões, mas os ideais ainda os não perdi.
  • Por formação e cultura, não sou delator. O Estado tem meios e obrigação de investigar factos que são públicos, notórios e lesivos do interesse de todos.

Às vezes, é reconfortante ver televisão.