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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Século passado

Um salto a Torres Vedras para "tratar de assuntos do seu interesse", como rezaria qualquer convocatória do antigamente. Pelo caminho, como sempre, o rádio do carro sintonizado ora na Antena 1 ora na Antena 2. Calhou a sorte à Antena 1 ou, melhor, a mim.

- Passam hoje 40 anos do lançamento de um EP de Amália Rodrigues, onde figurava "O Senhor Extraterrestre", de Carlos Paião.

Lembrava-me bem da música. Fui ouvindo a emissão especial e sonhando ... Há quarenta anos, ainda eu não tinha chegado aos trinta e dava os primeiros passos como quadro bancário, em Peniche. E a música era, como sempre foi, a companhia no caminho feito diariamente, sem auto-estradas nem IP's, com paralelo escorregadio na Serra D'El Rei e na Coimbrã, e um pobre homem, cujo nome já não recordo, a dar orientações ao trânsito no centro da Atouguia da Baleia, onde a rua, enforcada, não dava espaço para dois carros cruzarem.

E, nesse tempo, havia mais de cinquenta traineiras dedicadas à pesca da sardinha, com as companhas pagas à quinzena, a dinheiro, na maioria das vezes às mulheres dos pescadores que delas faziam parte,  mais uns quantos barcos que se aventuravam longe, ao peixe mais grosso, e davam os primeiros passos as sociedades mistas com a Mauritânia, tal como os plafonds de crédito que abririam as portas à intervenção do FMI.

Desse tempo ficaram muitas e boas recordações e "O senhor extraterrestre" faz parte delas ...

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Há ...

... mas são verdes!

fruta no Parque, ou melhor, à saída, logo a seguir ao roseiral, no espaço arbóreo que por ali .

Para cumprimento das regras sanitárias, que levar máscara e manter o distanciamento à volta das pessoas, evitando a propagação do vírus que tanto tempo connosco permanece e incomoda a todos, até à Polícia, a quem cabe, muito, a inestimável tarefa de cuidar dos cidadãos.

À entrada para os espectáculos, necessidade de exibir o bilhete electrónico. Quem os tem, chama-lhes seus. Já estão esgotados muito tempo e não sítio nenhum onde ainda estejam à venda. Ah! Olha a admiração, tem gente que não assiste a um espectáculo, de borla, quase dois anos.

Também cinema na Praça da Universidade, da qual só sobrou a Sénior. Um dia, quem sabe, a Universidade voltará à Praça e todos lembrarão que, muitos anos, houve por ali um estabelecimento universitário do ensino privado que lhe deu o nome, houve muitos alunos que lá obtiveram o canudo e de alguns já não se ouve falar muito.

, seguramente, muitas mais notícias da terrinha, que cada vez mais se preocupa com o progresso e a cultura, seguindo de perto os concelhos vizinhos de Óbidos e Alcobaça, nos quais tradição para as coisas que giram à volta do saber.

Em Óbidos, ou mais concretamente na Amoreira, mais um espaço cultural dedicado aos livros e o seu nome faz jus à finalidade de divulgar a Língua Portuguesa. A preocupação deve ter sido tornar o espaço apelativo para a multidão de turistas que, todos os anos, visitam a Amoreira, e também a todos os que por lá residem e não estão familiarizados com as expressões actualmente na moda. À biblioteca, que foi hoje inaugurada, foi dado o nome de Little Free Library, nome que tresanda à inspiração em Aquilino, Eça, Camões, Pessoa, para só citar alguns. 

por aí tanta gente a fazer, a dizer e a escrever asneiras, que mais um não deve fazer diferença às pessoas, poucas, que isto leram até ao fim.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Amália - 100 Anos

Se fosse viva, Amália festejaria hoje 100 anos.
Não festeja, mas consegue ser, para além da brilhante cantora que sempre foi, uma figura consensual na sociedade, coisa que nem sempre aconteceu.
Parece que, finalmente, todos lhe reconhecem os méritos que a levaram a cantar nas melhores casas de espectáculo pelo mundo fora e a ser considerada uma diva, do Brasil ao Japão, da Rússia à China, da França à Argentina.
Deu voz a grandes poetas, contribuindo para a divulgação da grande poesia portuguesa e, sem sombra de dúvida, deu um valioso contributo para que o fado fosse reconhecido pela Unesco como Património Imaterial da Humanidade.
E, passados tantos anos a ouvi-la, conclui-se sempre que a sua voz é única.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Quotidiano


A gaivota ainda deverá estar por lá, a mirar terra que do mar está ela farta. Ao contrário, eu já não o vejo há 47 dias! Pelo andar da carruagem, talvez em Maio. Deste ano, espero eu!