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sábado, 26 de dezembro de 2020

Natal e futuro

Não foi igual, foi o possível.

Já passou. Vamos esperar que a vacina ajude e que, para o ano, cá estejamos para conviver, festejar e lembrar um 2020 que traiu todas as previsões "catedráticas" e "astrológicas", foi cheio de surpresas atípicas e desconcertantes, massacrou toda a gente e vai figurar na memória futura.

As vacinas já chegaram e amanhã iniciar-se-á a vacinação da "linha da frente" dos profissionais de saúde. Vamos esperar que toda a logística corra bem, que não haja oportunismos nem habilidades, que quem manda, ordene sem peias nem medos.

António Costa dizia, na sua mensagem de Natal, que "só não erra quem não faz", verdade antiga que tem implícita a preocupação de errar o mínimo. Neste assunto, tão melindroso, a máxima aplica-se inteiramente.

A partir de amanhã, prosseguindo uma saga que já se arrasta há semanas, as televisões ilustrarão todas as notícias com um braço nu, a ser espetado por uma agulha, com a imagem bem nítida e aproximada, para que não haja dúvidas do espetanço.

Uma imagem vale mais que mil palavras, mas há nexessidade?

sábado, 19 de dezembro de 2020

Espírito de Natal

O Natal é uma época onde enaltecemos o espírito de solidariedade, a necessidade de todos e cada um poderem ter uma mesa farta ou, pelo menos, composta. Fazemos votos que a sociedade seja capaz de acabar com as diferenças abissais que (ainda) existem, que a felicidade contemple todos, que o ano novo traga tudo de bom. E, neste ano, acrescentamos o voto que este malvado vírus desapareça.

E contribuímos, manifestamos a nossa angústia por não fazermos mais, condoemo-nos pela miséria que perpassa debaixo dos nossos olhos, disponibilizamos todo o nosso esforço para uma sociedade melhor e mais justa.

Depois ... bem, depois, seguir-se-á mais um ano em que o trabalho nos ocupa e preocupa, a família exige uma atenção permanente e o pouco tempo que sobra é aproveitado para descansar um pouco, por não ser possível aguentar as agruras do dia a dia sem um pouco de relaxamento. 

Não tarda nada e o Verão aí está. Surgem as férias, a praia fica ainda mais bonita, o sol brilha e, afinal, tudo passou num instante. Nem demos por isso e já estamos a chegar outra vez ao Natal. E é tão difícil esta época. Não houve tempo para nada e continua a haver gente que não sabe nem nunca soube o que são prendas, ou presentes, que o Pai Natal lhes tenha trazido.

Hoje, o meu neto mais novo, do alto da sapiência que lhe advém dos seus quatro anos, questionou-me:

- Ó vô, o Pai Natal consegue ir a todas as casas no dia 24?

Claro que lhe respondi que sim e omiti que continua a haver muitas onde ele nem à porta chega. Para quê complicar. Tem muito tempo para entender.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

BOAS FESTAS

Vai ser diferente, mas este é um ano para esquecer. Ou para lembrar, por tudo o que já aconteceu, por aquilo que já passámos e pelo que nos estará reservado.

Ainda assim, com as precauções devidas e os cuidados necessários, façamos as festas possíveis, esperando que 2021 nos traga uma nova normalidade, sem restrições de maior.



domingo, 22 de dezembro de 2019

BOAS FESTAS

Com a simplicidade que deve ser característica nesta Quadra (e no resto do ano), ficam por aqui os votos de um BOM NATAL  e de um ÓPTIMO ANO NOVO. 
Neste registo insere-se a animação apropriada do Coro de Santo Amaro de Oeiras (actuou recentemente nas Caldas, a convite do Grupo Coral das Caldas da Rainha), e a "brincadeira" do costume, com palavras da maior poeta portuguesa e a visão, parcial, da iluminação da cidade, a qual, dizem, é a maior (ou a melhor?) de Portugal.
BOAS FESTAS


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

BOAS FESTAS

      Caldas da Rainha - Árvore de Natal 2017

FELIZ NATAL E UM EXCELENTE 2018

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Prenda de Natal

No dia de Natal fui surpreendido com esta "pérola", deixada pelo meu neto GRANDE na secretária onde trabalho, sem qualquer indicação / explicação para o facto.

Coloquei o papel numa das prateleiras da estante, encostada aos livros e a um álbum de fotografias do Natal de 2013, à altura dos meus olhos quando estou sentado a trabalhar. 

Ao descobrir a mensagem, tive logo a ideia de a registar aqui. Hesitei, por não estar seguro de divulgar um texto tão íntimo e tão carinhoso. 
O papel lá permaneceu até hoje e por lá vai continuar. Fez apenas uma pequena viagem até à digitalização e regressa ao mesmo local, para emparceirar com os textos que por lá se encontram. Sim, porque é um grande escrito!





terça-feira, 13 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS




NATAL

Velho Menino-Deus que me vens ver
Quando o ano passou e as dores passaram:
Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter,
Mas quando as minhas dores o desejaram ...

Agora, outras quimeras me tentaram
Em reinos onde tu não tens poder ...
Outras mãos mentirosas me acenaram
A chamar, a mostrar e a prometer ...

Vem, apesar de tudo, se queres vir.
Vem com neve nos ombros, a sorrir
A quem nunca doiraste a solidão ...

Mas o brinquedo ... quebra-o no caminho.
O que eu chorei por ele! Era de arminho
E batia-lhe dentro um coração ...

Miguel Torga
Diário II
24/12/1942 - Coimbra


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Natal



Para ilustrar os votos de Boas Festas para todos, um "postal" caseiro, elaborado por um péssimo fotógrafo com a colaboração de uma câmara de telemóvel, onde surgem três elementos que valem por si, mesmo mal tratados: a letra de uma canção popular de Natal, a praia da Foz do Arelho e a árvore com que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a Associação Comercial nos presentearam neste ano.


BOAS FESTAS!  FELIZ NATAL! EXCELENTE 2016

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal

NATAL CHIQUE


Percorro o dia, que esmorece
nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo
dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
e o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
a quem dão coroas no meio disto,
um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS

História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
                                                                                      Faianças Bordalo Pinheiro
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,                                           
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;

E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Palavras bonitas

NATAL, E NÃO DEZEMBRO

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido ...

Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...

Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
Obra Poética
Editorial Presença 1988

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Natal

Estamos quase lá, num ano em que muita coisa aconteceu, incluindo a avaria, costumada cá na casa, de um electrodoméstico. Calhou em sorte a máquina de lavar louça, cuja substituição deverá acontecer daqui a 2 dias, com a entrega da nova, entretanto adquirida.
Neste ano, para além de não poderem comprar electrodomésticos novos, haverá muitos que não terão bacalhau, cabrito, filhós, prendinhas e tantas outras coisas. Para esses a voz, grande, de Zeca Afonso, porque o difícil é fazer simples.
Feliz Natal para todos !!!


domingo, 21 de dezembro de 2008

Voto de Natal

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho não se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida ...
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
Ó calor destas mãos nos meus dedos tão frios!
Acende-se de novo o Presépio nas almas.
Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.

David Mourão-Ferreira
Obra Poética
Editorial Presença


Terminando um ciclo de 32 anos sem qualquer interrupção, o Natal da Casa deslocaliza-se, sem qualquer outro motivo que não seja a passagem do testemunho, natural, de acordo com as leis inexoráveis do tempo.

Neste ano, festejaremos na casa do meu "grego", que regressa para uma visita "de médico".
BOM NATAL PARA TODOS.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Natal

As flores do Natal, no jardim e na Casa.
Estão cá todas ... as grandes, as pequenas, as "estrangeiras" e as nacionais, as que aqui nasceram e as que se juntaram.
É o jardim completo ... por pouco tempo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Natal Up-to-date

Em vez da consoada há um baile de máscaras
Na filial do Banco erigiu-se um Presépio
Todos estes pastores são jovens tecnocratas
que usarão dominó já na próxima década

Chega o rei do petróleo a fingir de Rei Mago
Chega o rei do barulho e conserva-se mudo
enquanto se não sabe ao certo o resultado
dos que vêm sondar a reacção do público

Nas palhas do curral ocultam microfones
O lajedo em redor é de pedras da Lua
Rainhas de beleza hão-de vir de helicóptero
e é provável até que se apresentem nuas

Eis que surge no céu a estrela prometida
Mas é para apontar mais um supermercado
onde se vende pão já transformado em cinza
para que o ritual seja muito mais rápido

Assim a noite passa. E passa tão depressa
que a meia-noite em vós nem se demora um pouco
Só Jesus no entanto é que não comparece
Só Jesus afinal não quer nada convosco
David Mourão-Ferreira
Obra Poética
Editorial Presença

domingo, 17 de dezembro de 2006

Feliz-Natal

Seja qual for o meio de transporte utilizado, que o Pai Natal chegue a todos !!!


sábado, 16 de dezembro de 2006

BOAS-FESTAS

DIA DE NATAL
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que
padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar
a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não
merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera
e tão séria
.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que
o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio
de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos,
esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se
fossem suas
e fazem adeuses aos bons amigos que
passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro
e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bençãos
e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se
no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra - louvado seja o Senhor! - o que nunca tinha
pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

AH !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus
Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estratégicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão
Máquina de Fogo
Poesias Completas
Portugália 1975