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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Jogo de meninos (1)

- Estou farta de "futebóis" no recreio! Acabou-se!

A voz da professora ecoava, forte e determinada. Era claro para todos que mandava e fazia-se obedecer.

- De quem é a bola?

Ninguém respondia, não viesse de lá o castigo da régua, da cana-da-índia ou dos dedos a repuxarem as orelhas.

- Vou guardá-la. No final do ano talvez o dono se acuse.

Na escola da GNR e da PSP, já aqui comentada,  também ninguém sabe quem é o dono da bola, mas o jogo prossegue até à conclusão do rigoroso inquérito que foi logo iniciado e há-de concluir-se talvez para as calendas.

O professor Cabrita não acabou o jogo, não guardou a bola e parece ter-se escondido no armário. Não se ouve nem se vê ... mas é ele que manda!

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Jogo de meninos

Chegou a hora do recreio!

Ao contrário do que é costume, as duas salas marcaram o período de lazer para a mesma hora e todos os meninos correm para ocupar os melhores lugares.

Os da sala GNR chegaram primeiro, fizeram o círculo no chão de terra, tiraram dos bolsos os piões e as cordinas, e preparam-se para iniciar o jogo, combinado há já três dias. Mas, de surpresa, eis que surge um problema: os da sala PSP reivindicam para si aquele espaço e o jogo não pode iniciar-se. Transmitem aos da sala GNR que sempre foi ali que brincaram e que o direito consuetudinário lhes assegura a legalidade da situação. A sala GNR que vá brincar para outro lado, que aqui não brinca.

Todos os alunos discutem, aduzem razões, esgrimem argumentos, gritam, barafustam, evidenciam as virtudes do diálogo e o acordo não chega.

- Que se passa aqui?, grita o professor Cabrita, alertado pelo barulho.

- Os meninos da sala GNR ocuparam o nosso espaço. Aqui é e sempre foi o nosso campo.

- Jogam os dois! Quem manda sou eu! Amanhem-se! Vou já mandar abrir um rigoroso inquérito, para determinar quem tem razão. Preparem-se que eu vou ser duro. Olhem o exemplo da sala do SEF!

Qualquer semelhança entre esta estória e a "guerra" travada ontem, em Évora, entre a GNR e a PSP para a escolta das viaturas de transporte das vacinas não é mera coincidência.

É garotice de quem parece não ter mais com que se preocupar ou a (in)disciplina das chamadas forças da ordem. 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A crise e a realidade (com ironia)

Meia dúzia de "energúmenos", que tinham acabado de participar numa manifestação contra aquilo que, todos o reconhecem, tem que ser feito para conseguir manter o país em condições de nos alimentar a todos (?), resolveram abandonar a "manif" utilizando uma rua pública que estava interdita por determinação da autoridade. 
A PSP, de forma delicada e utilizando toda a meiguice que as palavras permitem nestas ocasiões, pediu, encarecidamente, que desistissem dos seus intentos e não forçassem a passagem por a dita rua. 
Apesar dos meigos pedidos, alguns "energúmenos" insistiram e, sem que nada o justificasse, avançaram por sobre os bastões, fazendo-se agredir sem qualquer respeito pela liberdade dos bastões. Refira-se que as forças da ordem os haviam trazido para a rua apenas para apanharem um pouco de ar puro.
Perante esta desobediência, foram feitas algumas detenções e os detidos terão de explicar amanhã, em Tribunal, as razões que os levaram a agredir os pobres bastões indefesos.