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quarta-feira, 4 de março de 2015

Quotidiano

Dos jornais de hoje.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou que "nas últimas semanas, Espanha e Portugal têm sido muito exigentes em relação à Grécia."


A minha mãe costumava dizer:

- Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.


Nem de propósito, numa espreitada ao Blog "Tempo Contado", de J. Rentes de Carvalho, dei-me com este "post", publicado pelo escritor na manhã de hoje.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Salazar

Na minha juventude, ouvi inúmeras anedotas sobre Salazar, Tomás, Caetano, Tenreiro, Cerejeira e outras figuras gradas do regime que nos ridicularizava, as quais, muito à socapa, alguns iam fazendo correr de boca em boca, como a "vingança" possível.
Dos fatos sem bolsos do Salazar, que não precisaria deles por passar a vida a meter as mãos no bolso de todos, ao Tomás a mandar procurar envelopes redondos para enviar as circulares, havia para todos os gostos.
Porém, nunca tinha ouvido a que J. Rentes de Carvalho transcreve no seu livro A Flor e a Foice, cuja leitura está quase concluída. 
Não resisto a deixá-la por aqui, com a devida vénia à inteligência, sagacidade e malícia do anónimo autor.
"Uma noite jantava Salazar em casa do general Carmona, então presidente da República, e à mesa reinava um silêncio profundo. 
Um dos netos do general, ainda criança, voltando-se para Salazar quis saber:
- Senhor presidente, o que é o Governo?
Não tendo recebido resposta, na sua inocência, fez mais uma pergunta:
- E o que é a ditadura?
Salazar retorquiu irritado:
- O menino faça como o avozinho, coma e cale-se."

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Palavras bonitas

(...) Além disso nós éramos a "família do Porto", gente sem precisão de gastar o corpo nos trabalhos do campo, ainda por cima com autoridade e paga pelo Estado. Éramos também a sua ligação com o sonho. E o sonho era tudo o que ficava para lá da serra de Bornes: as cidades que nunca veriam, as paisagens viçosas das províncias férteis da beira-mar, o oceano que lhes dizíamos ser imenso.
      - Imenso, como o céu? - perguntavam eles.
      - Não. Diferente - respondíamos nós.
Carinhosos, sorriam a perdoar-nos a tolice. Se não era como o céu, como poderia ser imenso?

Ernestina
J. Rentes de Carvalho