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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Vagueando

Uma voltinha para desanuviar e calcorrear o Portugal profundo, sem pressas, com boa comida, pouco trânsito, sem aglomerações, muita água nos terrenos e bastantes toneladas de lenha por retirar. Faz bem! Descontrai, liberta, espreita-se o que está longe e, muitas vezes, esquecido. E há tanta coisa para ver, que não passa na televisão ...

No regresso, uma passagem pela Azinhaga do Ribatejo para ver as 100 oliveiras de Saramago e ler um trecho de As pequenas memórias (2006) "azulejado" junto a elas.



terça-feira, 13 de maio de 2025

Tempo

Em todo o lado, em quaisquer situações, com mais ou menos pressa, com muita ou pouca gente, o tempo é determinante e mandante, mesmo quando a tarefa encomendada é passear e usufruir sem pestanejar.

Por vezes custa. As pernas refilam, os ombros doem, os joelhos queixam-se, a coluna lamenta-se, o corpo pede regresso ao hotel e repouso bem esticado. Mas ... a teimosia é, quase sempre, uma excelente qualidade.

Perante tanta coisa maravilhosa, o corpo acomoda-se e deixa a vista extasiar-se. Antiga na história, complexa e cheia de sobressaltos, Praga é, sem qualquer dúvida, uma cidade muito, mas mesmo muito bonita!

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Regresso

De regresso à base, tudo como dantes, até o quartel em Abrantes ... e a chuva, que parece ter ido de férias na mesma altura, voltou hoje. Invejosa!

Afinal, decorridos estes (poucos) dias de ausência, o problema de Montenegro mantém-se por esclarecer; Marcelo continua a comentar tudo e a pedir a paz entre a Federação de Futebol e o Comité Olímpico, cujos "comandantes" estão a dar lições de desportivismo sério e exemplar; o homem da popa amarela lá vai "tarifando" e "ordenando" o fim da guerra e dos livros de que não gosta.

Mas houve mudanças bem agradáveis: o jardim está mais florido, anunciando a chegada da Primavera; nas ginjeiras vão surgindo muitas folhinhas verdes; apareceram morangos bem vermelhinhos. Confirma-se, uma vez mais que, pelo menos em parte,  "o mundo é composto de mudança".

sábado, 29 de março de 2025

sexta-feira, 28 de março de 2025

Arte

O corvo visita todos os lugares e acompanha as visitas. À falta de melhor, até as mãos erguidas em prece pela mão, brilhante, do artista, servem para descansar um pouco e apreciar uma grande paisagem museológica.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Surpresa

Alguém imaginaria ser possível a capital do Algarve chegar à homónima do Azerbaijão antes de mim?

Mas chegou e por cá vai permanecer, sem visto nem passaporte.

quarta-feira, 26 de março de 2025

segunda-feira, 24 de março de 2025

Babosices

Vão ser mais de meia dúzia de milhares de quilómetros, cerca de uma dezena de horas no ar, quatro horas de diferença horária, uma civilização e um país completamente novos, com tudo o que isso tem de aventura.

Fácil não vai ser, mas vai valer a pena!

À espera, estarão filho e nora, e dois netos lindos, enormes, gentis, que serão abraçados sem "dó nem piedade", com as saudades que se foram acumulando desde o Natal.

A noite de hoje será, ainda, "portuga". A de amanhã trará sonhos em azeri.

sábado, 14 de setembro de 2024

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Inveja

Palram pega e papagaio ...


Está poisada no passadiço, logo pela manhã, ainda o sol mal despontou no horizonte. Altiva, desligada de tudo que se passa à volta, olha ao longe e não quer reparar em quem se aproxima. A cabeça não se move na direcção de quem está quase, quase a chegar-lhe. Parece não ver. Não dá quaisquer sinais de susto ou de receio. Tudo lhe passa ao lado e ao largo. 

Quando se julga que vai ser desta que fará guarda de honra aos veraneantes, levanta voo, rápida, e interna-se na vegetação dunar. Desaparece completamente. Por mais esforço que os olhos façam, não se vislumbram aquelas penas negras debruadas a branco, num conjunto harmonioso e raro. Sabe-se que está ali bem perto. Ouve-se o palrar de várias, que já se tinham precavido dos visitantes indesejáveis. A cena repetiu-se várias vezes. Nada garante que a pega rabuda fosse a mesma, mas que parecia ser, parecia.

A caminhada, prévia ao mergulho no oceano sempre agradável  ainda que, vezes demais, impregnado de algas inoportunas, tornava-se mais apetecível e motivadora quando se descortinava, lá ao fundo, a sua pose altaneira e se apreciava, invejando, a capacidade de aguentar, sem pestanejar nem tremer, as vozes, os delírios, as inconveniências, os dislates e os disparates do mundo que a rodeia.

Deve ser bom ser pega, rabuda e a preto e branco.

sábado, 16 de setembro de 2023

Passeio

Podia ser um moinho holandês e um "turista" a sonhar com a juventude.

Não é!

O "jovem" é oestino e o moinho fica aqui bem perto, nas Boisias, localidade que, para quem não sabe, pertence à freguesia de Alvorninha, neste concelho que tem muito para ver.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Deslocações

Não fui à Polónia, mas podia ter ido. Uma viagem low-cost, baratinha, e aproveitando um quartinho que por lá se acharia disponível e à borla. Teria valido a pena mas optei por Viana, para ver a romaria ...

O Presidente Marcelo, sempre com a preocupação de manter os portugueses muito bem informados, havia anunciado, na passada sexta-feira, que hoje nos comunicaria a todos a sua decisão sobre o diploma das novas regras para a habitação, que lhe tinha sido submetido pelo Governo. E cumpriu ...

Na Polónia, Marcelo Rebelo de Sousa, num português bem escorreito para polaco não entender, informou toda a gente que, afinal, tinha optado pelo veto político ao diploma e que, agora, caberia à Assembleia da República a decisão de o manter ou alterar. Clarinho como água e só não entende quem não quer ...

Os polacos devem ter exultado ao constatarem a sua importância. Recebem um Chefe de Estado que aproveita a viagem para aclarar uma decisão que, imperativamente, teria de ser comunicada não ontem nem amanhã, mas hoje, sem qualquer dúvida. E foi ...

O Presidente, principalmente nos últimos tempos, não se cansa de mostrar que trabalho não lhe falta e que a capacidade para o executar ainda lhe sobra, apesar de os dias se manterem com "apenas" 24 horas. Das águas de Monte Gordo ao avião para a Polónia, aquela cabeça não pára ... 

sábado, 27 de maio de 2023

Efeméride

No dia em que se decidirá quem vai ser o novo Campeão Nacional de Futebol e ainda antes de ser conhecido o resultado que irá dar o 38º. título ao Sport Lisboa e Benfica, passam 36 anos de um dia inesquecível vivido em Viena de Áustria, onde assisti à primeira vitória do F.C. do Porto na Taça dos Campeões Europeus de Futebol, feito que só tinha sido alcançado nos distantes 1961 e 1962 pelo "Glorioso".

Foi uma viagem fantástica, cheia de peripécias. Talvez um dia se deixem por aqui, ajude o vagar e a memória o permita. Dois dos companheiros já partiram e o tempo, esse carrasco imperturbável, vai deixando marcas nos restantes cinco aventureiros que, em tempos de fronteiras, moedas diferentes, dificuldades muitas, não hesitaram e fizeram-se à estrada para uma faina de vários milhares de quilómetros. Tão novos e tão loucos ...

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Estrelas

Sentada num banco de madeira, bem perto do cão de flores que guarda o Guggenheim de Bilbao, acompanhava dois irmãos (?) uns anitos mais novos e bem mais discretos. O rapaz bocejava, vá-se lá saber se de sono ou de tédio, entrelaçando os dedos no moderno frasco de água que segurava e lhe deveria matar a sede, quando a tivesse. A irmã deliciava-se com o chupa-chupa, mirando o infinito, talvez à procura de algum apoio de ombro ou de uma paisagem deslumbrante e nova, adequada à sua juventude.

Quem passava não ficava indiferente. A sua presença, a pose, o ar, davam nas vistas. Cigarro na mão, comprido e fino, como são agora quase todos os cigarros; cabelos loiros com raiz castanha, que fica sempre bem e mais bonito; mala bem encostada ao corpo, não vão aparecer algumas mãos afoitas e a serem tentadas; vários anéis a decorarem os dedos; casaco de napa preta, com vários fechos nas mangas e de lado; um vestido, vermelho, encolhido pela lavagem ou por economia de tecido. O copo, vazio, ostentava uma legenda que mandava andar para outro lado (to go), para evitar ajuntamentos de eventuais apreciadores da paisagem.

Usava sapatilhas All Star, como convém a qualquer estrela em ascensão!

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Dúvidas viajantes

A distância entre eles não é muita e a dúvida surge: pode o Bonito ser Pelado ou, pela inversa, será mais indicado dizer que o Pelado pode ser Bonito?


quinta-feira, 23 de junho de 2022

Estonar

Em tempos idos, as ervas que enxameavam as terras eram raspadas superficialmente para, de seguida, serem enterradas, enriquecendo a base das culturas que aí iriam ser lançadas. A tarefa de raspar as ervas, normalmente executada por mulheres, por não ser tão exigente do ponto de vista físico quanto a cava, era chamada de estona. Estonar precedia a cava e a sementeira e considerada essencial para que a cultura, qualquer que fosse, tivesse êxito.

O mesmo princípio - rapar, não as ervas mas os pêlos - se aplica ao cabrito, na zona de Oleiros. O cabrito estonado é depois assado no forno e, logo de seguida, colocado nos pratos para que cada um dos comensais o saboreie e se delicie. 

Vale a pena, foge-se à vulgaridade, aproveita-se para satisfazer a vista com paisagens lindas e para conviver com gente amiga, vencendo o hiato que a pandemia decretou.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Antigamente ...

Há 35 anos, em Viena, num estádio que já não existe, um jovem de 35 anos (coincidência) que nem sequer era ou é adepto do Futebol Clube do Porto, assistiu, deliciado, à vitória na final da Taça dos Campeões Europeus de futebol, perante o fortíssimo Bayern de Munique. 

O FCP, depois de ter estado a perder por 1-0, deu a volta ao resultado com um golo de calcanhar marcado por Madjer e ainda hoje, tantos anos passados, recordado pela alegria que deu às centenas de portugueses que estavam presentes, com o estádio quase cheio de alemães. Antes do jogo era visível a confiança dos adeptos do Bayern, completamente perdida assim que Juary marcou o segundo e deu a brilhante vitória à equipa treinada por Artur Jorge. Pinto da Costa já comandava os destinos do FCP.

Foi uma viagem inesquecível, com mais de 6.000 quilómetros percorridos por vários países da Europa, alguns dos quais já não existem. Hoje não teria coragem para repetir tal aventura, apenas e só porque tantos quilómetros deixariam uma pegada ecológica enorme ...

Só recordar isto deixa algum cansaço e talvez seja conveniente uma pausa para descanso. A ver vamos como se apresenta o dia de amanhã ...

domingo, 13 de fevereiro de 2022

(In)Decisão

Tempos houve em que as decisões sobre viagens, curtas ou longas, eram de impulso, sem qualquer ponderação, cuidados ou análise de risco, apenas porque sim ou para corresponder a qualquer desafio, mesmo sem qualquer racionalidade ou interesse.

- E se lá fôssemos?

- Já lá estamos? 'bora lá.

Depois, tal como a fruta, amadurece-se e qualquer decisão, por mais banal que possa parecer, é analisada à lupa, ponderados os prós e os contras, vislumbrados os custos, discutida com o travesseiro e, em princípio, tomada quase definitivamente.

O tempo corre. A partir de determinada altura, tal como a fruta apodrece, também a vontade e a capacidade de decidir se vai esboroando. E no cérebro só surgem dúvidas e hipóteses de não correr bem, de ser desagradável, não compensar o custo, ser o benefício duvidoso, existirem perigos latentes.

- E se chove?

- Se calhar há muito trânsito ...

- É capaz de estar muita gente e isto anda tão perigoso ...

- Não se consegue chegar antes de noite. Talvez seja melhor ficar por lá e regressar de manhã.

- Há algum hotel de jeito? Justifica-se?

- Até nem me apetece muito, mas ...

- Pensamos nisso para outra altura. Há mais marés que marinheiros ...

- Pois!

A última frase é elucidativa e vinculativa. Um dia destes pensa-se de novo. Pondera-se. Analisa-se. Discute-se. Conclui-se.

Será diferente? 

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Regresso

O mar voltou ao lugar certo ou fui eu que tornei a ser oestino. É verdade que nunca deixo de o ser mas, por vezes, há necessidade de fazer umas pausas breves para fugir à nortada, à frialdade e à humidade.

Está tudo na mesma: o jardim e as plantas que o habitam não sentiram a ausência, porque S. Pedro foi amigo e deu-lhes de beber; a rolinha ainda conhecia o dono e o abastecimento deixado foi mais do que suficiente para os dias decorridos; as obras permanecem e, ao contrário do que seria previsível, não serão inauguradas antes das eleições, que se realizarão no próximo Domingo.

E por falar em eleições, amanhã é dia de reflexão, não se pode falar em nada que diga respeito ao acto eleitoral, entenda-se. Os meus desejos são que os eleitores pensem, reflictam e mudem. É bom mudar, mesmo que, daqui a quatro anos, se venha a dizer que pouco se alterou.

Por muito má, e nada indica que o seja, a mudança só pode trazer melhorias no marasmo instalado há décadas.