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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Feiras

Estaremos todos preparados para o salsifré que está a acontecer na comunicação social?

Saberemos distinguir o que vale a pena ler, ver e ouvir, do que é lixo puro?

Apesar das grandes tiradas analíticas que enxameiam todos os canais, não estaremos a recuar aos tempos do "para cúmulo da chatice, tanto falou e nada disse"?

A informação parece uma feira onde uma grande parte dos responsáveis políticos e dos profissionais da dita vende cobertores e banha da cobra!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Vivências

Apesar de o céu estar azul e não haver sinais de chuva, o frio amargura a sociedade, obriga a abafos e cuidados e parece agoirar o futuro, embora este tenha dono vitalício.

Os mortos da Turquia já são só nota de rodapé e a destruição causada pelo sismo há-de voltar à ribalta quando a economia for chamada à reconstrução e os interesses de alguns falarem mais alto do que as necessidades dos que ficaram sem nada.

A guerra na Ucrânia parece encaminhar-se para um túnel sem luz e sem fundo, com as partes envolvidas a tentarem justificar o que o (bom) senso sabe que não tem nexo nem razão, quanto mais justificação. A sobrevivência é o objectivo dos que conseguiram fugir e daqueles infelizes que por lá se arrastam, na esperança de que a descida às caves não seja, ainda, o caminho dos infernos para pagar os pecados de outrem.

Por cá, as greves nos comboios e a luta dos professores, mais a gafe do ministro Cravinho a convidar Lula para uma casa que não lhe pertence e os comentários, sempre oportunos (?) de Marcelo, determinam a ordem do dia e as aberturas noticiosas. A cada situação se confirma quão difícil é descrever o que quer que seja, valendo mais apontar o microfone ao primeiro disponível e pedir-lhe para clarificar o que acha ele sobre o tema. 

O preço do altar-palco ou do palco-altar já se evaporou, como irão desaparecer, milagrosamente, os abusos clericais.

Isto é o que acho, sim, porque também sou "achista" empedernido e já não tenho cura. Tenho, sim, algumas dúvidas sobre se este texto não incluirá algumas das palavras agora interditas. Já está, já está e não é por isto que o futuro vai ser negro, ou preto, ou afrodescendente ou de uma qualquer outra cor que seja bem dita e bendita.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Qual lado?

Agora que a "guerra" se instalou no Brasil, com muita gente a ocupar as estradas e a bradar pela intervenção do exército, o conflito da Ucrânia passou, não para segundo plano, mas para um degrauzito abaixo.

O cepticismo, característica própria e comum dos velhos, garante que as coisas só podem piorar e que os dias que se aproximam vão ser de inverno rigoroso, mesmo que a Protecção Civil não emita alerta de nenhuma cor. 

Para agravar a situação e esclarecer bem quem não saiba, as televisões apresentam-se diariamente nos mercados, fazendo reportagens sempre muito interessantes e esclarecedoras.

- Bom dia. Em directo para a TV X, diga-me: já está a comprar menos peixe, não é verdade?

- Claro. Tem aumentado tanto ... 

- E também diminuiu a compra da carne, não é verdade?

- Pois ... está tudo pela hora da morte.

A câmara faz um grande plano e seguem-se as despedidas.

- Foi a reportagem possível, com toda a gente - compradores e vendedores - a queixar-se dos aumentos de todos os bens. É opinião unânime que, a continuar assim, não vamos a lado nenhum. Devolve-se a emissão aos estúdios. Boa tarde.

Fico intrigado. Pelos vistos, alguém teria programado uma viagem para mim e, agora, sem qualquer aviso, a mesma é anulada. Não vamos a lado nenhum,  de acordo com as palavras, singelas, do repórter de serviço e eu, submisso, sento-me no meu canto, aguardando que a guerra acabe, a inflação diminua, o vencimento aumente, o tempo melhore e os juros façam a quadratura do círculo, aumentando para quem recebe e diminuindo para quem paga, e o repórter determine, com o seu saber da experiência feito, quando me poderei deslocar a qualquer lado.

O meu sexto sentido alertou-me agora que o burro sou eu. Não entendi que o não vamos a lado nenhum era apenas uma figura de estilo. Estou mesmo velho!

sábado, 26 de março de 2022

Noite curta

Não era suficiente a pandemia, veio a guerra. Agora, temos a actividade sísmica na Ilha de S. Jorge, onde parece que Velas é o sítio mais preocupante. Contraditório. Velas são sempre um elemento de ligação com o Altíssimo, ainda que as de cera tenham diminuído de forma drástica.

Se o cepticismo imperasse, diria que o fim do mundo caminha imparável, ainda a tempo de eu o ver. Não vale a pena ir por aí. Encare-se a desdita e tentemos arranjar soluções para que o amanhã seja melhor, mesmo sabendo que tudo é cada vez mais efémero. Passa à velocidade da luz ou talvez até mais rápido. Muita coisa acontece e nem sequer se dá por isso.

Nas parangonas, a pandemia já se eclipsou. Quando muito, tem direito a uma pequena nota, quase despercebida na página par de um qualquer jornal ou na notícia, breve, que antecede o intervalo para publicidade, nas televisões. A guerra também já está a perder foco, tornando-se repetitiva para quem está longe e para quem com ela sofre. Para estes, a repetição deve doer e muito. Nos Açores, a esperança é que, rapidamente, desapareça das primeiras páginas pelo que está a prever-se e volte a ser notícia pela sua beleza, que é muita, digo eu, por experiência própria naquelas ilhas tão lindas.

A próxima noite tem menos uma hora. Desaparecerá sem deixar rasto e amanhã, os relógios actuais nem precisarão que se pegue na rodinha para acertar. Quando os olhos se abrirem, tudo estará conforme, e a vida continuará como até aqui, sem ninguém se preocupar para onde foi a hora suprimida.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Informação

Estou deliciado!

Vi, em directo, a chegada de Jorge Jesus a casa, após a sua saída de treinador de futebol do Benfica. E com pormenores:

1. A câmara filmou o carro e a casa, colocando em destaque uma porta existente no final da rampa de acesso à garagem, pormenor decisivo para que a notícia seja entendida;

2. O repórter referiu que JJ deveria ter estado em contacto com alguém da sua residência, uma vez que os portões se abriram antes mesmo de o carro estar a eles encostado.

3. Não foi possível confirmar se o contacto teria sido efectuado através do telefone "mãos livres", se o carro está dotado de algum "anão" que abre o portão à distância ou se, tão simples, o homem tem um comando para abrir. 

4.  Para grande tristeza de todos, Jorge Jesus não prestou qualquer declaração e era muito importante que o tivesse feito. Esclareceria a abertura do portão e também a utilidade daquela porta, existente lá no fundo da rampa de acesso à garagem. Também seria fundamental saber a razão pela qual a porta da garagem está escondida e não pode ser avistada pelo ângulo da câmara.

Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe. Jesus já não é treinador do Benfica e o mundo vai mudar sem que ninguém dê por isso.

As equipas de investigação irão agora tentar descobrir o mais importante do imbróglio, porque é fundamental para a história. Quem terá tomado a iniciativa da separação: Jorge Jesus ou o SLB?

Não perca os próximos episódios ...

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Irritações

Não fico "grudado" à televisão o dia todo, mas vejo regularmente o que vai surgindo no pequeno ecrã, nomeadamente notícias que, normalmente, não perco pelo menos uma vez por dia. Algumas vezes a televisão é o ruído de fundo que suporta outra qualquer actividade: conversa, leitura, até a sesta.

Mas não é sobre isso que me apetece escrever hoje. Interessa-me a essência e o rigor que cada vez estão mais arredios: são as notícias de acontecimentos desfasados, lendo-se que hoje aconteceu quando o que se noticia já foi ontem; os rodapés pecam pelo mesmo, ao qual se juntam os erros ortográficos, por vezes gritantes e repetidos, obrigando a pensar que não há ninguém que olhe, e corrija ou mande corrigir. Saramago dizia "se olhares, vê. Se vês, repara"

A inovação, relativamente recente, da divisão do ecrã também me causa "comichão". Qual é o interesse, para a notícia, de se estar a ler a previsão do tempo para amanhã e surgirem imagens de chuva torrencial antigas? Ou a notícia ser sobre a vacina que ainda não está descoberta e o ecrã mostrar a agulha da seringa a picar o braço de um "desgraçado", se calhar filmado sem autorização?

A liberdade de expressão é uma conquista sem preço e cabe aos jornalistas assegurarem que ela não se converte na liberdade da asneira, sob pena de os profissionais se converterem em escrevinhadores de redes sociais ou de blogues. 

Percebo, também, que o palco televisivo é apelativo para muita gente e que cinco minutos de fama não estão ao alcance de qualquer um. Mas esses devem ter lugar nos programas próprios e não nos noticiários, acho eu, com a minha alta capacidade de "achista".

Ontem vi surgir no ecrã, num telejornal, um senhor todo bem posto (como diria a minha mãe), de gravata e casaco abotoado, identificado como Presidente da Associação dos Administradores Hospitalares. Pessoa importante e capaz de ter ideias alinhavadas que vale a pena escutar, pensei. Perorava sobre o Plano Outono-Inverno para a saúde, num vídeo que parecia ter sido gravado e enviado às televisões, dado que, mais tarde, o voltei a ver noutro canal. E o senhor todo bem posto lá tecia as suas considerações, com palavras mais ou menos rebuscadas e assertivas até que, surpresa, saiu "é preciso que tênhamos condições". Tive um choque, mas admiti que o problema fosse o meu ouvido. Para me esclarecer devidamente, o senhor todo bem posto repetiu a alarvidade daí a momentos. Vá lá que não apareceram os quaisqueres nem os hádes, mas mesmo assim ... Tenhamos paciência!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Informação

Não há "pachorra" para tanta "intoxicação" visual ...
Uma imagem vale mais que mil palavras, mas pode marcar para toda a vida.
Qual a necessidade de continuar a repetir as imagens dos tiros e da fuga da refém do assalto à Agência do Banco Espírito Santo, até para ilustrar a notícia da prisão preventiva do assaltante sobrevivente?
Haja decoro, senhores editores ...