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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Teatro

Há mais de dois anos que não acontecia. 

Ontem foi noite de teatro no CCC e aconteceu uma daquelas que dificilmente se esquecerá. A peça, COCHINCHINA, uma adaptação do livro Princípio de Karenina, de Afonso Cruz, feita por Sandra Barata Belo, encheu a noite.

Victor d'Andrade foi o protagonista, num regresso à sua terra natal, muito bem acompanhado por Margarida Vila-Nova e Patrícia André. Excelentes interpretações, uma encenação linda e fora do esperado, e uma sala, cheia, que aplaudiu de pé os três actores, enormes no seu desempenho.

Hoje, logo pela manhã, a notícia que ensombra o Teatro: morreu Eunice Munoz, a "Mãe Coragem" que, felizmente, tive oportunidade de ver várias vezes em cima do palco, onde os actores se dão na plenitude e mostram todo o seu valor.

Eunice era enorme e assim permanecerá na memória.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Quotidiano

No princípio da noite de sexta-feira aconteceu o "abraço ao hospital".
Não consegui participar.
O regresso da capital foi tardio e havia bilhetes para o CCC, onde Eunice Munoz e Maria José Paschoal iriam representar O cerco a Leningrado, de José Sanchis Sinisterra.
Por estranho que possa parecer, há alguma similitude entre os dois acontecimentos: na peça, Natália e Teresa são duas mulheres que vivem num velho teatro, lutando contra a sua anunciada demolição; no "abraço ao hospital", cerca de 3.000 pessoas (segundo me contaram), tentam fazer-se ouvir, protestando contra o anunciado propósito de transferir valências hospitalares importantes, das Caldas da Rainha para Torres Vedras.
A pouco e pouco, a cidade percorre o caminho, trágico, da "demolição", como o velho teatro de Leningrado.
Quando olharmos com atenção, a cerâmica já terá desaparecido, o comércio seguiu-lhe as pisadas, o comboio deixou de vir, o hospital perdeu as valências, o CCC manterá o ar condicionado avariado (ou desligado?), as ruas continuarão sujas, pouco iluminadas e esburacadas, as obras da lagoa terão chegado ao fim sem resolver o problema, não aparecerá a criança que grite "o rei vai nu"...
Valha-me o meu neto mais velho, que já lê correctamente!