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domingo, 19 de outubro de 2025

Rescaldos e sonhos

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu, dizia-me, muitas vezes, a minha mãe, ilustrando os que, mal sobem a escada, partem todos os degraus para que mais ninguém os possa apanhar.

Vivemos tempos de hipocrisia, de arrogância, de "vale tudo", de não se olhar a meios para atingir os fins, de julgar que a carteira, mesmo lisa, há-de um dia ser cheia e comprar tudo.

Surgem debaixo dos pés os oportunistas, os mentecaptos, os que acham que, sem eles, o mundo não existiria. E fazem escola! E têm apoiantes e sobem, sobem, qual balão que, um dia, vai esvaziar. E essa é a sua grande luta: se e quando o balão esvaziar, ao menos ninguém dê por isso.

O poder, o poder, o poder, não para ajudar a resolver mas para (me) engrandecer! E, sentado na cadeira, reclamar a reverência a que (me) julgo com direito, adquirido à custa de muita habilidade e cretinice.

Não têm culpa! A fuga dos que tinham condições e há muito decidiram afastar-se, trouxe para a ribalta gente de fraca estirpe e má índole, e colocou na gaveta do esquecimento aqueles para quem Abril sonhou abrir as portas. 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Gabriela

Exibida em Portugal em 1977, a telenovela Gabriela, com Sónia Braga a interpretar a protagonista criada pela imaginação, grande, de Jorge Amado, foi um sucesso estonteante e a novidade fez parar o país várias vezes.

A telenovela da TAP não tem qualquer semelhança (menos ainda física) com a ficção exibida há 46 anos, embora crie a sensação de estarmos, de novo, a assistir a (mais) uma história ficcionada, ainda que de pouca qualidade e com vários autores.

No início, como é normal em qualquer ficção, nada se percebia do enredo e ninguém tinha conhecimento do que se teria passado naquelas salas escuras e esconsas que deverão ser os gabinetes da TAP. Nos episódios seguintes, foram aparecendo alguns protagonistas novos, que trouxeram mais suspense e aumentaram o picante.

A obra continua a desenrolar-se e, a cada episódio, surgem novas cenas que prendem o espectador e o deixam boquiaberto. Nesta altura, a protagonista foi despedida das suas funções em directo, embora continue a tratar das tarefas inerentes, subindo ao telhado da casa, reunindo com os adjuntos do Prefeito, garantindo sempre que é apenas Gabriela e que tudo aconteceu por obra e graça de outros, talvez do Nacib, que é danado para a brincadeira.

Tudo parece encaminhar-se para que, no último episódio, Gabriela abandone o palco, não sem antes pôr a boca no trombone e a mão na choruda maquia que lhe cabe pela excelente interpretação.

Nunca mais andará descalça e deixará por aí muita gente sem sapatos e sem vergonha!

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Memória

Seu nome era Gal ... 

Gal Costa partiu hoje, aos 77 anos. Uma das melhores vozes da música popular brasileira, que me habituei a ouvir e faz parte do "arquivo" histórico.

Ficam as músicas, da Índia ao Folhetim, a voz, doce, e a recordação.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

LP's, CD's e MP3

Na noite passada estive a converter alguns CD's para MP3 para, com uma simples "pen", fazer chegar algumas dezenas de canções a quem, sobre elas, manifestou interesse.

De entre os CD's convertidos contavam-se alguns de Gal Costa que, lembrei-me hoje, não coincidiam com alguns discos de vinil que fazem parte do "antiquário". A memória, por vezes, já vai traindo, mas a lembrança de um velho LP (era assim que se designavam os albuns de vinil) com uma capa muito sugestiva, estava bem fresca.

Fui à procura do "India" (gravado em 1973) e não o consegui encontrar nas "catacumbas".

Andará por aí ...

Fica a música que dá título ao álbum, sacada do Youtube, com a sugestiva capa a servir de suporte.