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domingo, 9 de outubro de 2022

Constatação

A visita de hoje ao Fólio, festival literário que se realiza na linda vila de Óbidos, confirmou a minha insignificância e permitiu verificar que qualquer semelhança entre a minha capacidade de pensar e de me exprimir com a de quem sabe nem sequer é mera coincidência: não existe mesmo.

A conversa do escritor Mia Couto com o psiquiatra José Gameiro, conduzida pela jornalista Sara Figueiredo Costa marcou bem a distância (era o tema) entre quem pensa bem, exterioriza melhor e sintetiza de forma magnífica, e os outros. 

Depois disto, ainda houve tempo para ouvir uma parte de um outro colóquio com a cantora Rita Redshoes, o actor Pedro Lamares e o escritor Afonso Cruz, com a pergunta "Os criadores têm super poderes?" a servir de tema. A parte ouvida foi, também, muito interessante.

Há ainda muito para ver e ouvir no Festival, mas a tarde de hoje será difícil de superar.

sábado, 23 de outubro de 2021

Calhamaços

Terminei ontem as 511 páginas de "Águas passadas", mais um thriller de João Tordo, do qual não gostei tanto como havia acontecido com "A noite em que o Verão acabou", que tinha mais cerca de 150, concretamente 667, e que li há quase dois anos. Como o tempo passa num instante!

Neste momento, o livro "oficial" é o último de Germano Almeida - A confissão e a culpa -, que tem "apenas" 245 páginas e terá de ser lido, por compromissos que agora não importam, até ao próximo dia 3 de Novembro. Assim acontecerá, nem que, para isso, lhe tenha de dar exclusividade absoluta.

Num qualquer canto da casa, sempre acessíveis, estacionam as 999 páginas das "Memórias", de Francisco Pinto Balsemão e as 623 de "As Crónicas", de António Lobo Antunes. São dois livros que permitem a leitura de momentos, o primeiro por não ser difícil apanhar o ritmo em qualquer altura, o segundo por as crónicas já terem sido lidas em tempos idos e a leitura recordatória ser mais fácil, apesar de escritos por quem escreve de forma única, mesmo cronicando.

E, num salto de despedida do F(o)lio - termina amanhã - lá vieram mais uns quantos, que já se perfilaram na ordem e aguardam, calmamente, a sua vez.

Há gente muito tonta, que não tem mais nada para fazer nem outros sítios onde gastar o dinheirinho ...

sábado, 16 de outubro de 2021

F(o)lio 2021

Um salto a Óbidos, para espreitar o F(o)lio 2021, que abriu na passada quinta-feira, apenas para ter uma ideia de como é este ano.

Muita gente, muitos carros, muita ginja, muitas personalidades, livros, autores, exposições, muita coisa que a "balbúrdia" instalada aconselha a deixar para outra ocasião.

Belas fotografias nas paredes, do "ABC" ao "Visto com os pés, escrito com o olhar", a passagem por Lisboa de Jean Moulin, em 1941, um gelado na Rua Direita, põe a máscara, tira a máscara, conversas a esmo,

- Eu não vou lá acima. Já não tenho idade ... São muitas escadas para chegar à muralha.

- Está quase na hora. Temos de ir para o autocarro.

a banda desfila, com as autoridades locais e visitantes a abrir o cortejo. Os transeuntes encolhem-se que "outros valores mais altos se alevantam" e as ruas são estreitas.

É sempre um prazer ir a Óbidos. Ainda voltarei ao F(o)lio, durante a semana, com calma e sem apertos. O programa tem muita coisa interessante para ver e ouvir e vale sempre a pena.

sábado, 6 de outubro de 2018

Quotidiano

Está a chegar a noite num sábado de Outubro que mais parece de Julho, que teve uma manhã de praia e uma tarde de F(Ó)LIO - que também está a acabar - ouvindo João Pinto Coelho e Joel Neto falarem sobre o medo do desconhecido, moderados por Patrícia Portela. 
Ouvir falar de literatura por quem sabe o que diz causa-me sempre arrepios, agravados, desta vez, por virem à baila crimes do holocausto e as tremuras das ilhas, lindas, dos Açores. 
De regresso a casa, o melhor é ouvir música (boa) e com excelentes palavras, como esta: