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domingo, 31 de julho de 2011

Venda do BPN

O Governo anunciou há pouco, em comunicado formal, a venda do BPN ao banco angolano BIC, que já opera no mercado português e é presidido por uma figura muito conhecida na nossa praça - Luís Mira Amaral. 
Foi assim cumprida, em cima do limite de prazo, uma das imposições da "troika".
Como os nossos credores não fixaram o preço de venda nem o comprador, aguarda-se, agora, que o Ministro das Finanças divulgue as razões que o levaram a preferir a proposta do BIC em detrimento das dos outros 3 concorrentes - Montepio Geral, um grupo de empresários denominado NEI e um outro que se manteve no anonimato - e bem assim como todas as condições da adjudicação.
A bem da transparência ...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ironia do destino

De acordo com as notícias de hoje, o Governo vai:

  • capitalizar o BPN, injectando-lhe mais 500 milhões de euros do erário público;

  • adiar a venda, por não haver interessados;

  • substituir a actual administração, oriunda da CGD, por outra que, nos próximos anos, crie condições para o Banco ser, de novo, posto à venda.

Os problemas que afectam, nesta altura e por todo o mundo, a actividade bancária, não são de molde a encontrar muita gente disponível para um fardo destes, ainda por cima com a missão de "engordar o porco", para que possa ser vendido quando o negócio se tornar interessante e o mercado apresentar interessados.

Por isso, talvez fosse melhor o Governo não se cansar a procurar muito e voltar a chamar Oliveira e Costa e Dias Loureiro para retomarem as rédeas do Banco. 

As vantagens desta solução seriam inúmeras, mas merecem destaque as seguintes:

  • Os aqui propostos conhecem o Banco e os seus problemas melhor do que ninguém;

  • Têm uma excelente carteira de contactos, em Portugal e no estrangeiro, que lhes permitiriam recuperar rapidamente os clientes interessantes, que abandonaram o Banco aquando da intervenção do Estado;

  • Estão de licença sabática há muito e, por isso, terão tido tempo bastante para estudar as regras prudenciais de gestão que a actividade envolve e necessita.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Análise


Se fosse convidado para um dos muitos debates que, sobre o caso BPN, se têm realizado nos vários canais televisos, o Zé diria:

- Ao "puxar a brasa à sua sardinha", Oliveira e Costa mostrou que "quem mente nunca acerta".
No Tribunal da opinião pública, Dias Loureiro não consegue demonstrar que "quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado vem" e confirma a Cavaco que "amigos, amigos, negócios à parte".
Cadilhe, entretanto, evita "rir do mal do vizinho, que o seu pode já vir a caminho", embora o seu PPR esteja, em princípio, a bom recato e protegido pela legislação criada por ele próprio, quando era Ministro das Finanças.
Apesar de todas as modernices, parecem não restar dúvidas que, como sempre, "quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão".

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Adágio da semana

" O BOM FILHO À CASA TORNA "
Dos jornais:
Dias Loureiro vai voltar a ser ouvido na Comissão de Inquérito parlamentar ao BPN

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Prestígio e poder

Com a segurança devida e um convite oficial, o antigo presidente do Banco Português de Negócios, Oliveira e Costa, saiu hoje da cadeia onde (por enquanto) se encontra detido, para efectuar uma visita à Assembleia da República.
Chegou, mirou, cumprimentou, ouviu e calou, saindo pouco tempo depois, no mesmo transporte público que havia utilizado na ida.
Terá escolhido a hora da visita, como há alguns anos fez Belmiro de Azevedo, ou essa foi determinada pelo protocolo da Assembleia, ouvido algum Conselheiro de Estado e o ilustre visitante?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Crise (4)

O que se aguardava há muito, aconteceu ...
Depois de alguns anos fora da legalidade, do mercado, do razoável, da realidade, do decoro, da concorrência fazendo dos outros lorpas, comprando a dez para vender por cinco, caiu sem estrondo nem ferimentos.
A queda estava anunciada e a "Protecção Civil" tinha desencadeado os mecanismos de "alerta vermelho", preparando o colchão com a "espuma" de todos nós!
Só nos resta aguardar que a CGD faça a digestão do BPN tão bem como fez do BNU e que os "sais de frutos" não nos saiam muito caros ...
Espera-se, ainda, que o Decreto que há-de aprovar a nacionalização anunciada contemple a quantidade de maços de cigarros que os futuros detidos terão direito a receber ...