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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Feira do Livro

Abriu hoje a Feira do Livro de Lisboa

Há muitos anos que não falho uma e lá me desloco pelo menos uma vez. Poucos ou muitos, trago livros recentes, mais antigos que me passaram na saída, outros que nem sequer conheço. Coscuvilhar os stands dá-me um prazer muito grande, mesmo que o sol não poupe as costas e obrigue a um gelado ou uma imperial para dar força à caminhada. O Parque Eduardo VII é um local fantástico para este evento, tal como já o era a Avenida da Liberdade, antigamente.

Embora não me seja fácil vencer a timidez endémica, muitas vezes contactei autores ao vivo, assisti a conversas, pedi autógrafos, que toda a gente gosta mas uma boa parte diz que não dá um passo para isso.

O Conselho de Ministros cá de casa ainda não tomou a decisão definitiva, mas todos os estudos apontam para, neste ano, se fazer "gazeta".

Fica-me a consolação que o malfadado vírus não me impede de ler e a net e os correios me garantem o abastecimento. Ainda ontem recebi dois livros, entre eles o novo de Teresa Veiga - Cidade infecta - que, por gentileza da Tinta da China, me chegou às mãos antes da data prevista para o seu lançamento (e com desconto).

Passe a imodéstia, não será por mim que as editoras, as livrarias e os autores perderão receitas mas, se as vendas já eram poucas, este ano deverão estar "pelas ruas da amargura".


sábado, 28 de maio de 2016

Feira do Livro

Logo pela manhã e depois de uma passagem breve pelo Mercado da Ribeira, a visita ao Atelier Museu de Júlio Pomar, para ver os trabalhos (e muitos estudos) realizados pelo Mestre, com destaque para os que ilustram a sua passagem pela "nossa" Secla e pela Cerâmica Bombarralense.

Após o almoço, o ritual de todos os anos, percorrendo a Feira do Livro instalada no Parque Eduardo VII, num dia de sol que realçava ainda mais a sua beleza. 
Umas horas e uns quilómetros depois, uma cerveja bem fresquinha numa esplanada agradável, com o Tejo lá ao fundo e o Marquês a admirá-lo.

Algumas dezenas de euros a menos, mais alguns exemplares para a "biblioteca" e, de entre eles, "O Verão de 2012", de Paulo Varela Gomes, que me faltava e era dado como esgotado. Devo um agradecimento especial à senhora da Tinta da China que, à minha pergunta, retorquiu:
     - Já não restam meia dúzia ...
E lá me vendeu um exemplar da 1ª. edição e sem ser "de bolso".
Para mim e por este ano, a Feira encerrou, apesar de os descontos serem convidativos e de, das 22 às 23H, haver 50% em todos os livros.






sábado, 25 de maio de 2013

Quotidiano

Ontem, perdi o metro por pouco.
Começava a descer a escada quando o silvo anunciou o fecho das portas e ... foi-se!
Vou no próximo. O aviso informa que faltam apenas quatro minutos.
Do saquinho retiro o último livro de Manuel Alegre - Tudo é e Não é - e continuo a leitura, suspensa desde a manhã, bem cedinho, na viagem inversa.
Chega a "cobra subterrânea".
Sai gente, muita, e no gesto há muito automatizado, entro,  quando o turbilhão de apressados me permite. Consigo encostar-me à porta do lado oposto, que é o sítio onde mais gosto de viajar e que, normalmente, me permite ler sem problemas. 
Não ouço nada do barulho ensurdecedor que existe à minha volta. Tão pouco vejo ou reparo em quem quer que seja. Concentração absoluta, que o fim do capítulo está mesmo a chegar.
Acabou.
Levanto os olhos e ouço duas jovens (trinta, trinta e cinco anos):
- Ainda não me habituei bem, mas já consigo ler no ipad.
- Eu não sou capaz. Preciso de folhear o livro, sentir o papel...
- Mas é muito prático e muito mais barato. Estou a ler um, bem sei que é inglês, mas custou 3 Euros. Se fosse em papel, não custaria menos de 15.
Pois é! E o cheiro do livro? E o ritmo das folhas? E a capa? E o ritual da compra? 
Na próxima semana vou à Feira do Livro. Só ainda não sei o dia!