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segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Algodão

A escola que mais marcou a minha juventude foi inaugurada no dia de hoje, há precisamente sessenta anos; quarenta e cinco anos depois de mim, a minha filha foi operada ao menisco (felizmente sem ligamento cruzado avariado); há um ano (re)começava a guerra no Médio Oriente, que já deixou marcas impressionantes mesmo para os mais distraídos e promete não parar de bater tristes recordes; a guerra na Ucrânia já quase não é notícia.

Hoje é o Dia Mundial do Algodão e o algodão não engana: muda muita coisa mas as repetições são imensas!

terça-feira, 9 de maio de 2023

Recordar é viver

No passado sábado realizou-se o habitual almoço de confraternização dos antigos alunos da Escola Rafael Bordalo Pinheiro. Como sempre, aconteceu um excelente convívio e um desfilar de recordações que nunca mais tem fim, mesmo que as estórias já tenham barbas e todos saibam o seu final.

- Lembras-te disto?

E, com maior ou menor esforço, mais pormenor ou apenas pela rama, o acontecimento surge tão nítido quanto o nevoeiro da memória ainda permite. E lembram-se os que já partiram, os que não aparecem, os mais ousados, os tímidos, os habilidosos do desporto, os "chefes" que não permitiam que os "putos" pusessem pé em ramo verde.

- Já não vejo F. há tanto tempo ...

- Está muito em baixo. Acho que já pouco sai de casa.

Uns coxeiam, outros já aparecem amparados, os bailarinos, ainda que sempre animados, são cada vez menos e muitos acabam a dança sem a música terminar. O número dos que nunca mais estarão presentes vai subindo e tem colegas de turma, dos jogos, das brincadeiras. A vida!

A festa dura até ao final do dia. São já poucos os que se mantêm até ao apito do árbitro. A comida sobra, a bebida também, a conversa esgota-se.

- Vou andando. Estou cansado e quero ir ver o Benfica ...

- Tenho um compromisso. Para o ano há mais ...

E haverá. Infelizmente, já não irá ser para todos, mas continuará a valer a pena estar presente, mesmo que seja apenas para um caldinho ...

terça-feira, 11 de abril de 2023

Contabilidades

Aprendi com ele as "partidas dobradas", o "deve e o haver", o "diário e o razão", o "inventário e o balanço", os lançamentos simples e os compostos, a folha de caixa, o balancete e a demonstração de resultados. E muitas outras coisas, claro, que me abriram portas, despertaram curiosidades e me "obrigaram" a andar a vida toda à volta com os números.

Pouco depois do Exame de Aptidão concluído, numa cavaqueira para adultos com 15 anos, disse-me:

- Se quiseres, arranjo-te emprego no BPA.

- Muito obrigado, sôtor, mas já trabalho num escritório e vou lá continuar, talvez até à tropa.

Mal sabia ele que o meu futuro iria passar pela banca, embora nunca no BPA. Estas palavras foram recordadas em algumas conversas ao longo da vida. Já não serão mais ...

A sua maneira de andar pela sala, o seu tom de voz, claro e assertivo, a dedicação com que ensinava, mantiveram-no sempre na minha lembrança. O livro, da sua autoria, que conservei até o ter oferecido para uma exposição comemorativa do cinquentenário da Escola, era o suporte da aprendizagem. Estava lá tudo! Mesmo aqueles que tinham algumas dificuldades, aprendiam cedo que a um débito correspondem sempre um ou vários créditos e que a diferença entre os custos e os proveitos é o resultado líquido do exercício, positivo ou negativo.

Partiu hoje o Professor Jorge Gonçalves Amaro. Apesar de ser do conhecimento de todos que os anos, mais tarde ou mais cedo, determinam este desfecho, é com emoção que recordo um homem que conheci há sessenta anos e me marcou profundamente.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Pescador

Aquele professor era famoso pelas estórias que contava nas aulas. Antes da matéria havia sempre alguma nova, que prendia a atenção de toda a plateia e fazia o tempo passar mais depressa. Muitas aulas houve que só foram reais nos últimos cinco minutos ou, se a campainha tocava, apenas por uns instantes, para lembrar os temas que deviam ter sido tratados. 

Dizia ser um caçador exímio, um pescador ainda melhor, jogador de xadrez e damas imbatível, imparável com uma raqueta de ténis de mesa nas mãos, tudo isto numa verborreia impecável, clara e sem hipóteses de contestação ou contraditório, palavras que não constavam do vocabulário acessível por aquela época. Falava de música, a sério e não essa coisa eléctrica que vocês ouvem. Desliga-se a ficha, acabou. Na única vez que se disponibilizou para as damas, com o I., perdeu. Nunca mais se sentou frente a um aluno, com o tabuleiro pelo meio. De vez em quando dava umas bolas no ténis de mesa, mas jogar, nem pensar.

- Imaginem que ontem fui à Foz. O dia estava lindo e o mar com a cor maravilhosa do costume. Saí do carro e olhei lá bem para o fundo. O cardume ia a passar. Voltei de imediato a casa, peguei na cana de pesca, fui a S. Martinho e ainda os apanhei quase todos. 

Sorrisos escondidos, olhares cúmplices, tudo excitado e alertado pelo toque da campainha.

- Há dúvidas? O ponto (agora diz-se teste) é na próxima aula e não vai ser fácil!

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Aulas

As minhas aulas sempre começaram no dia 7 de Outubro, após três meses de férias grandes, acessíveis apenas a alguns, anote-se. Outros aproveitavam-nas para irem treinando o trabalho que não tardaria a reclamar a sua presença em definitivo.

Esta invenção de diminuir as merecidas férias e dar início à estopada das aulas ainda Setembro não vai a meio, é muito recente e não se afigura de grande efeito. Basta ver e ouvir as notícias para perceber que há muitos alunos sem professor e muitos professores sem alunos, em resultado das doenças que os afectaram nos últimos dias.

Tudo isto acarreta dificuldades que não aconteciam no meu tempo, época em que os alunos eram "meia dúzia de gatos pingados", que gozavam bem as grandes férias ou conseguiam, mesmo não as gozando, atravessar os atalhos sinuosos que davam acesso à nesgazinha da porta de acesso à escada.

sábado, 7 de maio de 2022

Confraternização

Três anos passados, regresso do almoço da Escola, com a presença de mais de cento e cinquenta antigos alunos. A pandemia impediu que este grande evento fosse realizado nos últimos dois anos e condicionou o deste, ainda que todos fizessem os possíveis para tudo parecer normal.

O optimista dizia:

- Até que enfim, bolas. Tanto tempo a aguardar isto. Vamos divertir-nos. Comer, beber, dançar, conversar, recordar. Hoje é festa!

O pessimista respondia:

- Esperamos que tudo corra bem e que a próxima semana não nos traga notícias azedas. Aquele malfadado que nos tem acompanhado não deve ter vindo, julgamos nós, mas ...

O optimista interrompe:

- Não chames a desgraça. O "gajo" não pagou a inscrição, por isso, não entra!

sexta-feira, 5 de março de 2021

Janelas

Nos últimos dias e muito por influência do jornalista (ainda) director da Gazeta, JLAS,  têm circulado pelas redes ditas sociais muitos recortes de notícias sobre professores da "minha" Escola, publicadas aquando das suas vindas para as Caldas, das nomeações e tomadas de posse ou de realizações que conceberam ou ajudaram a levar a cabo.

Os comentários que surgem são, como é normal, extremamente abonatórios para as pessoas "noticiadas", o que se compreende bem e segue a regra. Até hoje, sempre me tem sido difícil, para não dizer impossível, encontrar alguém desaparecido que, em vida, tenha sido uma peste.

"Lá no fundo, no fundo, até nem era mau diabo."

Um dos professores "noticiados" recentemente era conhecido por gostar demasiado das alunas, de disso fazer publicidade com galanteios frequentes, alguns de mau gosto mesmo para a época, e também por, no seu trabalho didáctico, não ser dos de primeira água. Era vítima de muitas tropelias por parte dos alunos, quer em "bocas" lançadas à sua passagem quer nas aulas, que podiam ir das abelhas levadas numa caixa a serem soltadas em plena sala às garrafinhas de mau cheiro, tão populares no Carnaval.

Num dia de muito calor e sem ar condicionado a funcionar ou a existir, uma aluna pediu para abrir uma janela, porque o ar estava muito "pesado", fruto, talvez, de algum "vapor" escapado por distracção ou mesmo por vontade. O professor teve resposta pronta:

"Ó menina, descasque-se, ponha-se à vontade. Abrir as janelas é que não!"

terça-feira, 16 de junho de 2020

O jeito para línguas

Eram três jovens alunos da Escola, que todos os dias se deslocavam do Bombarral, onde residiam, para frequentarem as aulas nas Caldas. Eram cerca de dezoito quilómetros percorridos no ronceiro comboio do Oeste, apanhado bem cedo, depois de um périplo pelas ruas da vila até à estação da CP.
Naquele dia, a volta que precedia a chegada à estação foi mais longa e passou pelo Largo principal da urbe, onde se depararam com um casal de franceses, necessitado de ajuda para prosseguir o seu caminho, souberam depois, rumo à Nazaré.
Parado no meio da via, não causando, na época, qualquer estorvo ao diminuto trânsito, mas impressionando os olhos dos da terra, um carro vistoso, enorme e brilhante (seria talvez um "boca-de-sapo", mas nenhum deles conseguiu confirmar). 
Na mão do homem um mapa, onde era apontada a Nazaré e, por gestos, os dois cônjuges procuravam indagar o caminho da saída, perante a ausência de qualquer sinalética que fizesse luz. Os interlocutores eram dois ou três adultos, que não conseguiam entender patavina do que pretendiam aqueles seres vestidos de forma meio estranha e que, ainda por cima, falavam uma língua que nenhum deles entendia.
A aproximação dos três jovens foi a salvação ... c'os diabos, três jovens, ainda por cima estudantes nas Caldas (!), saberiam resolver o problema do entendimento e ajudar os franceses.
E assim aconteceu.
Os três já detinham alguns conhecimentos da língua francesa e, com facilidade, perceberam que o problema era o caminho de saída rumo à Nazaré. O L., mais afoito, conseguiu fazer-se entender e, de imediato e, para espanto dos adultos, os três entraram no belo automóvel, iniciando a viagem que, para eles, terminaria em Caldas de "La Reine", e, para os franceses, à custa das precisas indicações dos jovens, culminaria, por certo, num belo banho de mar na Nazaré ou na deslumbrante paisagem do Sítio.
Na viatura, de luxo, a conversa resumiu-se, diz quem participou, a monocórdicos "oui", "non", "à droite", "à gauche", até à Praça da República, em pleno centro das Caldas.
E aqui surgiu a grande dificuldade!
Era necessário transmitir aos franceses que chegara a hora de parar "la voiture", que a hora das aulas se aproximava e que nenhum dos três estava interessado em prosseguir até à Nazaré e qual o caminho que deveriam seguir.
Em vão, cada um buscava a frase necessária, o "abre-te Sésamo que parasse o carro", "o valor de xis desta difícil equação".
O nervosismo e a falta de conhecimentos entaramelavam a língua e a frase, quando parecia quase, quase a chegar, fugia num ápice.
Até que ... "nous ficarrons ici"!
Os franceses entenderam, pararam "la voiture", esmeraram-se em "merci, merci beaucoup" e "les élèves" encaminharam-se a passos rápidos para a escola, onde fizeram jus à sua capacidade de explanação, para espanto e gáudio dos privilegiados que a ouviram.
A aventura foi de tal maneira glosada e gozada que o pobre coitado, que tinha resolvido o problema, foi durante bastante tempo massacrado com o "ficarrons".

quarta-feira, 13 de maio de 2020

O velho e a nova

Quando procurava um livro na estante do meu escritório, daqueles que não estão catalogados em ficheiro mas que eu sei que se encontram algures, "tropecei" com "Eu faço parte desta história", livro editado pela Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, por ocasião dos 50 anos da inauguração do edifício, que aconteceu em Outubro de 1964 e na qual participei. Lembrei-me que tinha escrito um texto para esse livro e fui relê-lo. Resolvi respigá-lo para aqui porque, não sei bem porquê, me lembrei hoje dos meus tempos de escola.

O VELHO E A NOVA

Um velho edifício, tábuas dos degraus da escada já muito gastas, janelas a rangerem quando abriam, ou a deixarem gretas onde cabia pelo menos um lápis, quando fechavam.
No barracão que servia de ginásio, chovia tal como acontecia na sala 4 do primeiro andar, onde duas turmas tinham aulas de Desenho, num espaço dividido por (vários) biombos. Das janelas do meu lado - o esquerdo - tinha-se uma panorâmica excelente do parque de jogos e, não raro, o afiar do lápis permitia apreciar os "grandes" a jogarem voleibol e andebol, únicos desportos que as aulas de Ginástica contemplavam. Os campos eram marcados com um sarrafo de madeira, de cerca de meio metro, que abria um sulco no saibro. Em dia de jogos importantes - Comércio versus Indústria, por exemplo - o sulco era avivado com cal branca, permitindo que as marcações fossem visíveis para atletas e espectadores.
De Outubro de 1962 a Julho de 1964, a velha Escola do Chafariz das Cinco Bicas marcou o miúdo pouco vivido que ali entrou aos 10 anos, após três anos de Primária e um exame de admissão, que aferiu e atestou a "qualidade" e a "competência" para prosseguir os estudos.

O ano lectivo de 1964/1965 trouxe as alterações que se ansiavam, da mudança de voz ao início do Curso que daria a "ferramenta" para a vida, dos primeiros amores à admissão nas conversas e nos jogos com os "maiores" e, sublime, uma Escola nova!
Os exíguos campos de saibro deram lugar a amplos recintos alcatroados, com equipamentos fixos e marcações a tinta. O ginásio, esse, era um luxo: cordas, muitas, que saíam das paredes laterais ("cobertas" de espaldares) e permitiam subir "até lá acima"; plintos, trampolins, rede de voleibol, "chão" de madeira envernizada e, luxo dos luxos, chuveiros individuais para o banho retemperador e higiénico. 
"Dez minutos para despir, tomar banho e vestir", gritava o Professor, "coscuvilhando" cada espaço para verificar se o sabão, azul e branco ou clarim, era devidamente aplicado.
Laboratórios, Salas com moderno mobiliário, Bar, Papelaria, uma Cantina espaçosa, com mesas para quatro alunos, onde, por vezes, se sentavam alguns professores e ... espaço, espaço, espaço, muito espaço.
O corredor enorme, coberto, junto às casas de banho (também elas extraordinariamente espaçosas quando comparadas com o que tínhamos antes), e que ligava a "casa da mocidade" à porta da entrada masculina, tinha (tem) uns bancos de pedra que serviam de balizas para grandes futeboladas, muitas vezes com uma pedrinha redonda a servir de bola!
Ainda se jogará assim?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Acidente

À medida que os anos se vão sequenciando, as recordações que vêm à tona são as lá do fundo, dos primórdios, das primeiras gavetas da memória que, não sendo RAM, mantém frescos os ramos velhos e seca com rapidez os recentes.
No primeiro ano da Escola Nova (1964), o entusiasmo pela descoberta e a irreverência da idade faziam com que os intervalos entre as aulas fossem aproveitados para as traquinices que a velhinha escola das 5 bicas não permitia. Os campos de jogos eram fascinantes ... À sua volta foram colocados uns blocos de cimento que tinham um tubo em ferro galvanizado de cerca de um metro de altura. Quando havia jogos, os campos eram delimitados com esses blocos e era passada uma corda em nylon, pelos buracos dos tubos, criando assim uma vedação que impedia aos assistentes mais entusiastas a participação nas pelejas. 
Quando não havia jogos, os blocos eram tombados e ... um coloca-se na parte do cimento enquanto o outro, com o pé, levanta o tubo. O objectivo era saltar o tubo enquanto ele subia; numa das vezes, por distracção ou por maior rapidez do parceiro, o objectivo não foi alcançado, o salto ficou a meio e o tubo chegou ... às partes mais íntimas, que encimam as pernas. O corte aconteceu e o sangue brotou de imediato, criando algum alarme e empapando as calças. 
Ao tempo, os primeiros socorros estavam no ginásio e foi para lá que me dirigi, ajudado pelo companheiro da brincadeira. O senhor Policarpo ajudou-me a tirar as calças e examinou a ferida, confirmando, se necessário fosse, aquilo que as dores bem indiciavam e o sangue confirmava. Com uma paciência de santo, limpou, desinfectou, pôs tintura e uma gase bem segura por um desagradável adesivo que causava um desconforto tão grande como a ferida. Pelo meio, acalmou-me, contrapondo, a cada grito meu, que estava quase ...
Sempre que encontrava o senhor Policarpo, a "estória" vinha à baila, trazida ora por mim ora por ele.
Já não volto a falar com o contínuo da "minha" Escola nem com o clarinetista da Banda de A-dos-Francos, personagens reunidas numa pessoa que me marcou e de quem gostava, sentimento que, tenho a certeza, era recíproco. Partiu a semana passada, a 23 de Janeiro. Tinha mais 20 anos do que eu e faria 85 a 5 de Julho, se lá tivesse chegado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Escola Rafael Bordalo Pinheiro

Hoje, nas notícias sobre o "caso BES" foi mostrada, uma vez mais, a fachada da sede do Banco em Lisboa, na Avenida da Liberdade.
Hoje passam 50 anos da abertura da "minha" Escola Rafael Bordalo Pinheiro e a associação de ideias que os "velhos" tanto gostam de ter trouxe-me à memória que, em 1965 ou 1966 (já não consigo precisar) estive naquele edifício, sede do então Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, integrado numa visita de estudo organizada pela Escola e que nos levou também ao Instituto Nacional de Estatística e à Casa da Moeda. Um dos professores era Jorge Amaro, que nos extasiou com as "modernices" do BESCL e nos explicou como funcionavam os cartões perfurados do computador do INE, que ocupava toda a cave e onde trabalhava um antigo aluno da Escola - o Queirós. Na Casa da Moeda, apenas vimos como eram cunhados os dez tostões, os vinte cinco tostões e os cinco paus.
Mal sabia eu, naquela altura, que um dia haveria de ser bancário (que nunca mais se reforma) e que o BES dava o "estoiro" que deu.