Mostrar mensagens com a etiqueta Religião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Religião. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Mea culpa

"Os peixes ouvem mas não falam; os homens ouvem pouco e falam muito."
Padre António Vieira - Sermão de Santo António aos peixes

Marcelo Rebelo de Sousa, como bom leitor que sempre foi, deve ter lido este livro há muitos, muitos anos, ainda que, com a pressa que lhe é característica, passou pelo acima formulado como cão por vinha vindimada e não fixou a recomendação implícita.

Foi pena e agora já não é fácil mudar. Cumpriu-se o ditado de que "quem muito fala pouco acerta" e teve de fazer mea culpa na forma como comentou essa grande chatice que está na ordem do dia e que a Igreja não consegue digerir e muito menos explicar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Espanto

Merecerá um esgar de espanto ou apenas deve ser apelidado de parvoíce, meio estranha quando já está cumprido quase um quarto do século XXI? Talvez seja devido ao desenvolvimento das viagens espaciais, já acessíveis aos mortais bem endinheirados, ou à facilidade de contactos trazida pelos telemóveis e afins. Apesar de tudo, o espanto é generalizado, mesmo até para os incréus.

De acordo com as afirmações do chefe da igreja russa, Putin foi colocado no poder por determinação divina; do lado de lá do Atlântico, Bolsonaro reivindica para si a benção celeste e aqui, neste cantinho à beira mar plantado, Ventura afirma ser inspirado e abençoado por Deus.

Levanta-se a dúvida: chegarão estas notícias lá acima, ao lugar divino, ou de tanto ser invocado o seu nome em vão, Deus já não liga nenhuma e espera que o tempo faça o seu trabalho e liberte a sociedade de tais personagens, confiando no saber resultante da experiência de quem assistiu a tudo.

A mistura da religião com a política deu sempre mau resultado e originou muitas desgraças que ficaram e ficarão na história para todo o sempre, por mais véus que se tentem colocar. Estão a surgir "iluminados" que conseguem ser ouvidos, soletrando falinhas mansas e olhos doces, e tentando, a pouco e pouco mas de forma convincente, fabricar um futuro que não se afigura nada bom.

E tudo em nome de Deus, que não lhes passou qualquer procuração para o efeito.