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sábado, 24 de janeiro de 2026

24 Janeiro

Apenas mais um. Divulgar quantos não se justifica, porque cada um tem "apenas" os que aparenta.

Contado ninguém acredita!

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Obrar

O Verão está a chegar e, ao que indicam as imagens obtidas no dia em que a cidade se celebra a si própria, as obras também estão a surgir vindas lá bem do fundo da sabedoria e na altura indicada para não prejudicar ninguém e dar uma imagem de progresso e atenção ao espaço que é de todos.



O que será?

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Prémio Camões

Chico Buarque recebe hoje o Prémio Camões, que lhe foi atribuído em 2019 e cujo diploma não obteve a assinatura do "boneco" que estava Presidente do Brasil. Chico era um estorvo para o regabofe que o tal e os que o acompanhavam pretendiam levar a cabo.

São do romance "Estorvo" as palavras que se seguem e que aprovam Chico Buarque também como um grande escritor, a par do músico excepcional que é.

"(...) Fazia tempo que não vinha aqui de noite, e quando vi à distância a nova iluminação do condomínio, pensei que fosse uma filmagem. Um aparato de holofotes azula os paralelepípedos, devassa as árvores por baixo das copas e ofusca a vista de quem chega. Não localizo o vigia que pede para eu me identificar. É mais um vigia, são várias vozes que repetem o meu nome como um eco na guarita. A resposta também chega em série, e tenho que ouvir "não consta da lista", "não consta da lista", "não consta da lista". Depois ouço uma risada que vai e volta, e uma cigarra emaranha-se nos meus cabelos. Não sei de que lista estão falando, só quero deixar uma mala na casa 16, e devo ter algum problema porque as vozes vão-se alterando. Perguntam o que trago naquela mala, e antes que eu possa responder, uma silhueta arranca a alça da minha mão. Apesar do tranco, fico agradecido; a mala encontrou seu destino e estou afinal solto dela. Penso que estou solto de tudo, que a cidade me espera, mas quando ensaio a retirada, umas garras penetram meu braço e arrastam-me de volta ao foco de luz. Um camarada de jaquetão bege vem-me abraçar, depois desce as mãos pelas minhas costas, apalpa as minhas nádegas, virilhas, coxas, atrás do joelho, e está revistando meu tornozelo quando chega um carro grande e preto com vidros fumés. Abre-se um centímetro na janela da frente, e o homem que está na direcção fala um nome comprido de mulher. A guarita acha que está bom e acciona o portão electrónico, mas o carro não dá a partida. Uma voz de mulher pergunta se não quero subir. Procuro a mulher no clarão da guarita, mas a voz vem da treva do fundo do carro preto. Todos os vigias baixam da guarita para atender à voz, falam "positivo madame", em seguida o chauffeur sai do carro e abre a porta de trás para eu entrar.(...)"  

Estorvo
Chico Buarque
Publicações Dom Quixote (1991)

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Poupar

No Dia Mundial da Poupança, até as palavras devem ser limitadas ao estritamente essencial, para que a inflação não dê cabo delas.

Luiz Inácio Lula da Silva derrotou ontem o "caramelo" da boca cheia de favas e será o próximo Presidente do Brasil, se tudo correr dentro da normalidade democrática, como se deseja.

"Amanhã, ninguém sabe"

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Construção

Passam hoje 199 anos da independência do Brasil e o grande país (ainda) está longe de se ter construído.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Covil ?

São estranhos, confusos, os tempos que estamos a viver. A pandemia mantém-se com números a aumentar diariamente, preocupando todos os que, mesmo não dominando quaisquer variáveis, têm a consciência de que os recursos não são ilimitados e que, a continuar assim, chegará a hora da ruptura.

Nos USA assiste-se a uma caricata demora na contagem dos votos, que há-de determinar quem se sentará na Casa Branca no início de 2021. O (ainda) presidente fala em fraudes de uma forma tão descarada e despudorada que as televisões lhe "cortam o pio", por não estarem disponíveis para difundir mentiras.

Nos Açores também se aguarda que as eleições regionais produzam um novo governo, parecendo não estar a ser fácil um acordo quer à direita quer à esquerda que permita a condução de uma terra tão bonita.

domingo, 22 de março de 2020

Egoísmo e ingratidão

Quando o "Zepelim Corona" partir, como iremos ser com os/as "Genis" que agora seguram as pontas, para o bem de todos?

domingo, 22 de setembro de 2019

Música

Hoje apeteceu-me colocar aqui esta maravilha, feita por um ENORME que, já septuagenário, mantém viva a chama que me acompanha desde que "a banda passou", em 1966.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril

FLOR DA LIBERDADE

Sombra dos mortos, maldição dos vivos.
Também nós ... Também nós ... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.
Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos 
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera.

Orfeu Rebelde
Miguel Torga
Gráfica de Coimbra (1992)


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Geni e o Zepelim

Hoje, bem cedo, num apontamento de António Macedo intitulado "as canções da vida" de pessoas que convida para essa escolha, a Antena 1 recordou a Geni, de Chico Buarque.

Composição gravada há cerca de 30 anos no album Ópera do Malandro, faz parte de um espectáculo musical com o mesmo nome, com inúmeras representações no Brasil e que tive a felicidade de ver, há alguns anos, no Coliseu dos Recreios.

Recentemente, no CCC, revisitei a genialidade de Chico Buarque, assistindo ao musical Gota d'Água que, sendo um bom espectáculo, não atinge o esplendor e a beleza da Ópera.

Abreviando e voltando ao início: a Geni é fabulosa e mantém, apesar dos seus mais de 30 anos, toda a actualidade. Estão lá os preconceitos, a ingratidão, os fins a justificarem os meios, "qualidades" que, por cá, se vão mantendo em abundância.