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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Educação ou a falta dela

Por vezes parece que estamos mais rudes, menos educados, mais porcos. 

O novo MacDonald's da cidade tem sempre clientes, de manhã à noite, até ontem em regime de take-away e, a partir de hoje, em funcionamento normal, com restrições de número, como qualquer outro restaurante. Os clientes são muitos, sinal de que gostam da comida e são bem atendidos. Não posso fazer outra coisa que não seja conjecturar, por ainda lá não ter entrado e, aqui para nós, dificilmente isso irá acontecer. Mas não tenho nenhum preconceito. Não gosto, pronto.

A caminhada da manhã mostrou como há quem permaneça insensível ao espaço que o rodeia e faça lixo para outrem limpar. Em todo o estacionamento eram visíveis os restos de domingo e, num espaço em particular, havia restos de comida, embalagens e até fraldas de bebé.

Na volta, lá andava a empregada do restaurante, vassoura numa mão, pá na outra e saco às costas, a limpar a porcaria que um ou mais energúmenos, clientes da sua entidade patronal, tinham feito.

Nunca mais lá chegamos ...


domingo, 17 de outubro de 2010

Foz do Arelho

Sendo certo que olhos que gostam vêem diferente, a rotina de ir olhar a Foz é sempre quebrada por surpresas do mar, do tempo, da paisagem, resultantes de variadíssimos factores, quiçá, até, da disposição que se leva.
Hoje o nevoeiro apresentava-se de norte para sul, ou melhor, para quem conhece bem, do mar para a lagoa, ao contrário do que normalmente acontece, quando se tem um sol radioso na lagoa e o mar envolto naquele enorme “capacete” que nem o deixa ver.
O Sol já convidava ao passeio e havia no areal uma exposição de arte contemporânea a não perder. Uma série de instalações, em diversos materiais, onde predominavam as canas mas onde se podiam distinguir outros tão diferentes e banais como chinelos, sapatilhas, garrafas (de plástico e de vidro), bóias, troncos de árvores, embalagens de iogurte, latas de sumos, num conjunto de obras que, embora não tendo autor identificado nem título, se presumia serem da autoria conjunta do mar e da lagoa e se chamarem Desleixo.
Ainda bem que, certamente por causa da crise, não existirá capacidade financeira (ou de decisão?) na Junta de Freguesia nem na Câmara Municipal para mandar retirar aquilo.
Perder-se-ia a oportunidade de ver obras de grande qualidade estética e ficava-se, de novo, com possibilidades de passear descalço pela praia …