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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Dúvida

Um pequeno sinal de humidade, apenas umas pintas acastanhadas ao cimo da parede, junto ao tecto. Há qualquer coisa lá fora, no telhado, que está a provocar isto e só pode ser o jacarandá. Está enorme, bem acima da casa e, nesta altura, solta umas folhinhas pequeninas que tudo tapam, da calçada aos canteiros de flores, e que devem encher o algeroz onde os olhos não vêem e a vassoura não chega.

É bem provável que a água da chuva, não de hoje que está um dia de sol lindo, por lá estabeleça uma pasta, que entope e impede que cumpra a função que lhe foi dada com a instalação que, apesar dos anos, tem todo o aspecto de estar ali para as curvas.

Noutros tempos subiria ao telhado, iria verificar e desentupir, se fosse necessário. Agora, já não dou oportunidade às alturas de me causarem vertigens nem aos pés de escorregarem nas telhas. Era o que faltava. São tarefas demasiado fáceis para a minha condição de veterano e que poderiam macular a minha veia de alpinista, se porventura algo acontecesse ou o trabalho não resultasse em pleno.

Daqui a pouco, alguém que bem sabe e sobe, galgará o telhado, analisará o conteúdo, limpará o algeroz e resolverá o problema, espero. Não à borla, claro. Mas que importância têm meia dúzia de euros ou algumas dezenas, quando comparadas com o alívio do trabalho realizado e do problema resolvido.

E se mandasse cortar o jacarandá?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Dificuldades

O jacarandá habita o jardim há muito tempo e todos os anos se estica e alarga mais um bocado. Na época da floração dá uns cachos lindos, de um azul arroxeado ou de um roxo azulado, numa copa verde, frondosa e muito bonita.

No Inverno causa problemas. A ramagem torna-se castanha, ou será cinzenta, talvez preta (a minha dificuldade com as cores é cada vez maior) e as pequenas folhas caem pelo telhado, no quintal e, pior que tudo, no algeroz. Com a chuva, as pequenas folhas formam  uma massa pastosa, pegajosa, bem agarrada ao fundo, dificílima de retirar, mesmo utilizando a mangueira com grande pressão.

A solução era caminhar por cima do telhado, com uma qualquer ferramenta que ajudasse a retirar aquela massa pastosa e permitisse à água circular livremente até ao final. Foi isso que pensei fazer, procurando arranjar uma qualquer vassoura ou um pequeno piaçaba para me facilitar a vida.

Com tudo já planeado na mente, lembrei-me que a apólice de seguro de acidentes de trabalho (que não tenho) tem uma cláusula de exclusão que impede o beneficiário de voar sobre os ninhos de cucos e também caminhar sobre os telhados. 

Pensei melhor e resolvi não me aventurar, para não invadir o território dos meus amigos gatinhos e, fundamentalmente, para não arranjar problemas com a seguradora.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A natureza é quem manda ...

Com dificuldade e pouca exuberância, o jacarandá floriu, bonito como sempre.
Que pena, neste ano, serem tão poucas as flores que nos oferece.


quinta-feira, 8 de junho de 2006

Jacarandá

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Já era habitante do jardim há uma boa meia dúzia de anos.

Crescia, engrossava, estendia os ramos, produzia folhas, mas de flores, nada!

Tinha sido plantado para trazer o seu colorido, a sua beleza tão simples e tão vistosa. Ano após ano, a ausência das flores persistia.

"Talvez não seja um jacarandá", murmuravam os cépticos. "É alguma espécie que não dá flor", sugeriam outros, conhecedores de Botânica de ouvido.

De um dia para o outro, o jacarandá floriu! Engalanou-se!

Quis marcar a sua presença, no ano do regresso de um dos frutos e nas vésperas da chegada de novo morador.

Que lindas flores tem o jacarandá!