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sexta-feira, 2 de junho de 2023

Mercados

No mercado do peixe, os fiscais (2) e os vendedores (6), excediam largamente os clientes, confirmando que, a cada dia que passa, os habitantes preferem os hipermercados àquele estabelecimento, adaptado de propósito para melhorar as condições que, ao ar livre, se tinham tornado insuportáveis para todos. Os vendedores vão sendo cada vez menos e os clientes ... imitam-nos.

- O robalo é óptimo e fresquinho. As lulas são sensacionais, da nossa costa, a sardinha ainda está um bocadinho magra, mas tem cá um sabor ... e os jaquinzinhos, até me está a crescer água na boca só de os imaginar fritos, com um arrozinho ...

A peixeira, conhecida de há muito, não se cansa de elogiar o seu produto. Ninguém vende caro e sem qualidade, sabemos todos.

A praça da fruta, durante a semana, permite a circulação sem atropelos, o que se torna muito difícil ao sábado. Os vendedores são muitos mais e os clientes, incluindo os mirones, tornam uma aventura a circulação do carrinho das compras. Ainda bem que as férias, permanentes, permitem a ida a outro dia ...

- Só por curiosidade, diga-me quanto custa cada enfiada de pinhões?

- Um euro e meio. Eu sei que é caríssimo, mas olhe que dá muito trabalho. É preciso muito cuidado a partir o pinhão, muita habilidade para enfiar a agulha e a linha sem dar cabo dele ...

- E vende-se bem?

- Vai-se vendendo ...

O segredo é a alma do negócio e não querem lá ver o "caramelo" a querer saber tanto como eu, pensou ele, com um sorriso nos lábios.

Comprados os tremoços e deixados os pinhões, seguem-se os alperces, as cerejas, os brócolos, as maçãs, uma couve coração de boi (a vaca deve sentir-se discriminada), as flores para quem as merece e já não as pede, meia dúzia de cumprimentos a conhecidos, três queijinhos frescos ... e o carrinho começa a sentir dificuldade em deslocar-se. Ou serei eu?

Sabe sempre bem esta rotina, tanto mais que a chuva e o vendaval anunciados não fizeram a visita. Quando isso acontece, a maior parte diz cobras e lagartos da falta que faz um mercado fechado, mas há sempre quem riposte:

- Pois, mas é o único mercado diário aberto em toda a Europa!

sábado, 1 de maio de 2010

Sábado

Como qualquer outro utilizador regular da Net, recebo todos os dias dezenas de mail's, a maior parte dos quais sem qualquer interesse e cujo caminho é, sem grandes delongas, o do caixote do lixo virtual. Porém, outros há que visualizo, mantenho e aos quais volto com mais algum tempo e atenção.
De entre os muitos de ontem, houve três (do Gonçalo P.) que cumpriram os requisitos e ficaram no "arquivo", para observação futura, mais cuidada.
A manhã de hoje foi dedicada ao ritual do sábado: levantar da cama mais tarde, pequeno almoço com calma, café, visita à Niza para a compra do Expresso e praça, designação que, nas Caldas, é dada ao mercado.
Entre as laranjas, as favas, os morangos, as maçãs, o coelho, vivo, a fugir do saco da vendedeira, os grelos, as flores, o bom dia a este e o empurrão daquele, veio à memória o vídeo da ópera no mercado, que tinha observado, meio à pressa, na noite de ontem.
Ei-lo! Foi gravado no Mercado Central de Valencia, no dia 13 de Novembro de 2009.
Apreciem e digam lá se não é possível fazer tudo em todo o lado, desde que haja bom gosto.

domingo, 21 de setembro de 2008

ESTILHAÇOS

  • Se o Governo Bush não interviesse na AIG, as reformas de uma grande parte da população americana desapareceriam;
  • A crise foi suavizada com a socialização dos prejuízos. Daqui a algum tempo, de novo se privatizarão os lucros, em busca da sempre eficiente gestão privada.

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Com a devida vénia, um pequeno extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares, no Expresso desta semana:

(...) No antigo faroeste americano, os que eram apanhados a fazer batota ao jogo eram despidos de tudo, pintados com alcatrão, cobertos de penas e expulsos da cidade. Hoje recebem milhões de indemnização para se irem embora e reformas vitalícias que são um escândalo público. Porque, quando a honra deixa de ser uma valor na vida em sociedade, a vergonha não pesa nada. (...).

terça-feira, 16 de setembro de 2008

MERCADO




A falência do Banco Lehman Brothers e as enormes dificuldades da Seguradora AGI mostram que, afinal, a argamassa do mercado é "areia e areia".
Quase oitenta anos depois, repetir-se-á 1929?
Aguarda-se, com ansiedade, a opinião das mentes iluminadas … e o resultado do dominó!


Nota: O cartoon foi desenhado por António, em 1989, e tem o título de Erecção Imobiliária.