domingo, 28 de fevereiro de 2010

O homem e o mar (III)

Soprava forte, mas bem longe da violência de ontem. Agreste, gelava as bochechas e as orelhas. Era "vento-terra", como se diz na Nazaré. Na pequena caminhada pelo percurso da Lagoa, notou-se na ida, soube bem na vinda.

Apesar de não gostar de caminhar calçado na praia, acompanhei alguns dos "habituées" que deambulavam, tristonhos, à beira-mar. O "espectáculo" que se nos depara, deprime. As pedras, as máquinas, os sacos e ... tudo na mesma.

A "manif" estava marcada para as 16 horas e o S.Pedro resolveu nela participar, exercendo o contraditório e enviando "chuva a cântaros". Dispensava-se perfeitamente ... qual a necessidade de chover no mar?!
Havia muitos carros, que entupiram todos os acessos. O direito do S. Pedro impedia a ida a pé. Vim para casa.














P.S. - Não seria possível, ao menos, limpar a areia que "inunda" a Avenida do Mar? Enchiam-se mais uns sacos e ficava a ideia de que ainda resta alguma sensibilidade para a limpeza.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sinais de Fogo

Miguel Sousa Tavares iniciou hoje, na SIC, um novo programa de informação.
Vi ... e gostei, dos temas, dos números, da acutilância, da entrevista, da música do genérico e do constante apelo ao verso de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andresen: "vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar."

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Palavras bonitas ... e a Foz, hoje


A VAGA

Como toiro arremete
mas sacode a crina
como cavalgada

Seu próprio cavalo
como cavaleiro
força e chicoteia
Porém é mulher
deitada na areia
ou é bailarina
que sem pés passeia.

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Talvez

Gosto disto!
Quase todos os dias comentava, no Facebook, Twitter, Hi5, (como já antes o fizera nas tertúlias, nos cafés, no trabalho) os mais variados temas, frases, filmes, músicas. opiniões, jogos, grupos, fotografias, com o "gosto disto".
Um dia, interrogou-se:
- E gosto?
- Talvez!
Talvez sempre foi a palavra mágica, a que não compromete, não fecha portas, não confronta, não magoa, não afirma nem confirma, mantém a frincha, a esperança, a possibilidade, a hipótese.
Mas não presta!
É volúvel, "dobrada", cobarde, "cagarola", atípica, e soa mal.
Será?
Talvez sim ... talvez não!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O homem e o mar (II)

Uma semana depois, com a Aberta já um pouco mais a Sul e dois esporões de pedra a tentarem "remar contra a maré" ...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O homem e o mar

















Na semana em que a ETA abandonou Óbidos sem fazer estragos (felizmente e longe vá o agoiro), o mar resolveu concretizar o que, desde há muito, vinha prometendo.
Paradoxalmente, foi a sua Avenida que ficou em perigo e desencadeou o abrir dos estudos que se encontravam bem guardados e à espera de não serem, nunca, necessários.
Agora vão acontecer eruditas análises, reuniões intermináveis com os responsáveis dos diversos Departamentos, para decidir a quem cabe decidir, mais quem deve aparecer na televisão se correr bem ... e quem deve dar a cara, se correr mal.
Lá mais para o Verão dos anos 30 ficar-se-á a saber!
Entretanto, aquilo que talvez pudesse ter sido solucionado com pequenas intervenções pontuais e atempadas, se feitas com tempo, estudo e cuidado, deu lugar a uma luta de afogadilho, com máquinas, pedras, areia, mirones (muitos) e "doutas" opiniões (como esta), à procura da solução que, a ver vamos, há-de surgir por "obra e graça do Divino Espírito Santo".
Com a mão, grande, do homem a mandar, com aquelas toneladas de areia em sacos e de pedras a granel, que pensará o mar?

Teremos Foz neste Verão?!