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segunda-feira, 10 de julho de 2023

Memória

Os ventos que continuam a soprar com intensidade por este Oeste revoltado com a localização do novo hospital, a penar pela reabertura das termas e a aguardar que as obras dos pavilhões do Parque D. Carlos I se iniciem, não eliminam nem limpam o que aconteceu há exactamente sete anos, na França chauvinista e antecipadamente convencida de que eram "favas contadas".

Não foram! Éder marcou e as páginas da história desportiva do nosso País registaram que a Selecção Nacional de Futebol foi, pela primeira e, até agora, única vez, Campeã Europeia. Os obreiros dessa vitória tiveram, têm e terão o seu nome ligado a esse enorme feito, com que conseguiram levar ao êxtase (quase) todos os portugueses.

sábado, 10 de julho de 2021

Memória

Havia tanta coisa para servir de tema hoje.

Não quero escrever sobre nada, nem mesmo sobre o vento que se fazia sentir na Foz.

Há cinco anos, exactamente neste dia, Portugal sagrou-se Campeão Europeu de Futebol e esse feito ninguém apagará da história. 

Para mim foi um dia inesquecível, com o coração no limite e as emoções à flor da pele.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Campeões Europeus

                 
Há quatro anos, exactamente neste dia, Portugal foi Campeão Europeu de Futebol, derrotando na final a França, por 1-0, com o golo inesquecível de Éder. 
Nessa altura, o banco onde trabalhava produzia uma revista trimestral, destinada a todos os colaboradores do departamento, e nela publiquei o texto, emotivo, que agora aqui replico, já mais calmo mas ainda com as emoções bem frescas e à flor ... dos olhos.

CRÓNICA DA ANGÚSTIA E DA ALEGRIA
(...) Ouve o silêncio - a voz universal
Só ele é o verdadeiro confidente
Do coração de tudo (...)            

Câmara Ardente
Miguel Torga
Gráfica de Coimbra (1995)

Para quem gosta de futebol - e eu gosto muito e há muitos anos - ver um bom jogo transmite uma alegria, uma disposição, um prazer, difíceis de explicar mas facílimos de sentir: o passe longo para o extremo, com que ninguém conta e que, surpreendentemente, o deixa isolado; o voo do guarda-redes que defende para canto quando toda a gente já salta gritando golo; a finta que "parte" o defesa e permite "perguntar" ao guardião para que lado quer; o remate do "meio da rua" que coloca a "bola na gaveta", são apenas alguns exemplos dos momentos de maravilha que o espectáculo nos oferece.
Porém ... situações há em que o jogo de que tanto gosto traz consigo angústia, nervosismo, palpitação, desespero. Eu explico: tenho com o seleccionador nacional Fernando Santos uma amizade que já leva mais de 50 anos e, por isso, segui sempre atentamente a sua carreira, desde os juniores do Benfica até à actualidade. Quando nos juntávamos, o futebol fazia parte da conversa e o "treinador de bancada" igual a milhões de outros que eu também sou, dava as opiniões sobre estratégias, jogadores, escolhas, resultados. A sua voz, pausada e calma, punha, ao fim de algum tempo, fim ao tema:

"Quando conseguires ver futebol sem olhar para a bola, começas a perceber alguma coisa disto!"

Há cerca de 10 anos, assistir a (alguns) jogos de futebol passou a ser um suplício. 
Concluída a formação na área e após um ano a dar aulas, o meu filho passou a integrar a equipa técnica do Fernando, primeiro na Grécia (AEK) e depois acompanhando todo o seu percurso (Benfica, PAOK, Selecção da Grécia e, presentemente, Selecção de todos nós).
Na Grécia, o drama começava com a busca de um site (quase sempre "manhoso") onde ver o jogo, mesmo com paragens, cortes e, muitas vezes, um écran negro, um som de inglês arrevesado ou de grego incompreensível (para mim). Nessa época, as notícias sobre os problemas gregos eram diárias e muitas vezes amplificadas. Ao final do dia, o Skype ajudava a esbater a preocupação sentida ao saber das manifestações, das cargas policiais, da crise, da falta de dinheiro, da hipótese de haver venda de ilhas, da fome nas ruas, um sem número de acontecimentos que, para quem está longe e de coração apertado, se transformam na desgraça iminente e são difíceis de aguentar e de mascarar para fora.
Depois, a alegria do regresso a Portugal - ainda por cima para o (meu) Benfica - toldada pelas dificuldades em ir ao café, pela necessidade de não ter ouvidos, de fazer de conta, de ter de ler notícias falsas e escutar mentiras absurdas afirmadas como verdades indiscutíveis, a angústia do resultado a sobrepor-se ao prazer de ver o jogo. E a culpa é sempre do treinador ...
De novo a Grécia. Primeiro o PAOK, de Salónica, cidade que vive o futebol com uma paixão intensa, incontrolada e incontrolável. As imagens televisivas mostravam-na e, ao vivo, tudo se confirmava. 
A Selecção grega trouxe alguma folga: não havia jogos todas as semanas, as notícias não martelavam tanto, e o Europeu da Croácia e o Mundial do Brasil deram muitas alegrias.
Fui grego nesse tempo ...
Eis que, como na parábola, o bom filho à casa torna e pela porta grande!
Nunca me passou pela cabeça ver o meu filho na equipa técnica da nossa Selecção. Mas está!
E foi Campeão Europeu ... e chorei convulsivamente!
Hoje ainda continuo com dificuldade em controlar a emoção quando falo ou escrevo sobre aquela epopeia. E é melhor parar para que o papel não fique manchado ...
O futuro trará o costume: a bola baterá na trave, o guarda-redes dará um "frango", o defesa será fintado infantilmente, o médio errará o passe, o avançado falhará o golo certo e milhões de "treinadores de bancada", como eu, fariam bem melhor do que aqueles "nabos" que estão no "banco".
Cá por mim, continuarei a gostar muito de futebol e a sofrer ainda mais, caladinho no canto do meu sofá ou na cadeirinha da bancada, indiferente ao que se diz à minha volta.
Prezo muito a amizade e até os filhos da coruja são os mais bonitos do mundo!
Porém, nunca aprenderei a ver futebol sem olhar para a bola!
Outubro de 2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Emoções

Hoje não foi a ansiedade de Paris nem o nervoso "graúdinho" de ver o tempo a passar e a bola a não entrar; não foi o "terror" de olhar para o relógio e não entender como ele demorava uma "eternidade" para chegar aos 120 minutos; não foi o pulo nem o grito, o grito ou o pulo, não no singular mas num plural sem conta, majestático porque comemorava um feito de majestades.
Hoje foi a emoção: o meu País, pelas mãos de um Presidente da República eleito por sufrágio universal, entregou medalhas aos que fizeram de Portugal Campeão Europeu de Futebol, numa jornada memorável em terras de França, que a todos nos encheu de satisfação, alegria e orgulho.
Entre os medalhados estavam o Fernando Santos, a quem me une uma amizade que dispensa quaisquer adjectivos e tem mais de 50 anos, e o meu filho, que amanhã completa 35 anos.
Ouvir o Chefe do Protocolo do Estado chamar Ricardo Miguel Cândido de Sousa Santos encheu-me (encheu-nos) tanto de orgulho que as lágrimas saltaram do saco e derramaram num "rio" selvagem e sem controlo.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Euro 2016

Portugal, 1 - França, 0

Campeões, campeões, (nós) eles (somos) são campeões!!!

A emoção ainda tira a capacidade de discernir se devo pronunciar-me sobre o que ontem aconteceu ou se, pelo contrário, é preferível não exteriorizar para que não pareça querer ser "juiz em causa própria".
Portugal é Campeão Europeu de Futebol, pela primeira vez na sua história e, a essa história, ficarão ligadas duas pessoas que me dizem muito: a primeira, o grande timoneiro da nau que chegou a bom porto - Fernando Santos - a quem me liga uma amizade de mais de 50 anos; a segunda - Ricardo Sousa Santos - que é "apenas" meu filho.
Um orgulho imenso, que as lágrimas que vão surgindo a cada passo nos meus olhos, confirmam e acentuam.
Já lá vão quase dois anos e, ainda que eu não saiba da "missa metade", muito trabalho deu àquela gente toda o sucesso que ontem o País, cá dentro e lá fora, festejou efusivamente.
De parabéns estão os 23 jogadores que foram a França, os técnicos, o apoio e aqueles que, por uma razão ou por outra, não estiveram presentes neste Campeonato que foi o primeiro mas não será o último.
Ontem confirmou-se, se ainda era necessário, que a sorte dá MUITO TRABALHO!
Parabéns a todos os que planearam, executaram, compareceram, apoiaram e vibraram com esta esplendorosa VITÓRIA.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Euro 2016

Portugal, 2 - País de Gales, 0

E agora, PARIS!!!
Se por cá a alegria extravasa e atinge o país inteiro, o que sentirão os milhares de emigrantes ao verem o principal emblema de Paris com as cores do seu (nosso) País!


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Euro 2016

Portugal, 1 - Polónia, 1 (5-3, nas grandes penalidades)

Ontem foi (mais) uma noite de nervosismo mas, no fim, foi óptimo ver Ronaldo, Sanches, Moutinho, Nani e Quaresma marcarem, e Patrício defender a quarta grande penalidade da Polónia.
Agora, calmamente e sem ouvir os "teóricos", aguardar até quarta-feira para ver a meia-final com a Bélgica ou o País de Gales, que jogarão hoje, no final da tarde.
Está quase!

sábado, 25 de junho de 2016

Euro 2016

Portugal, 1 - Croácia, 0

Ainda a quente e com o coração à procura do ritmo certo ... quando já se aguardava a lotaria das grandes penalidades, Quaresma determinou a passagem aos quartos de final.
Venha a Polónia! 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Euro 2016

Portugal, 3 - Hungria, 3

Ontem foi um festival de golos, alguns de encher o olho como o do calcanhar de Cristiano Ronaldo.  Duas horas de aperto, a testar o coração e capacidade de sofrimento. Por três vezes a eliminação esteve consumada e, por três vezes, a equipa lutou, deu a volta e conseguiu chegar lá.

Já depois do jogo acabado, o antigo guarda-redes do Sporting disse, numas das televisões, que dois dos golos dos húngaros tinham sido "chouriços". E foi verdade ... mas a carne era nossa!

No próximo sábado, às 20H00, e com o meu neto Duarte já um homem de 4 anos, a selecção iniciará  o jogo para eliminar a Croácia.

domingo, 19 de junho de 2016

Euro 2016

Portugal, 0 - Áustria, 0

Ontem foi doloroso e mexeu com aos batimentos do coração do "idoso".
Mesmo que o jogo durasse três horas, nenhuma bola quereria entrar. Até o pénalti do Ronaldo foi ao poste!!!
Não é sorte nem azar, é ... futebol.

Quarta-feira, às 17H00, pode ser que a cidade de Lyon seja talismã e nos ajude a ganhar aos húngaros.
Até ao lavar dos cestos é vindima!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Euro 2016

Portugal, 1 - Islândia, 1

A "terra do gelo" demonstrou ontem, para quem ainda tinha dúvidas, que não há vitórias antecipadas, que todos os jogos começam empatados e terminam quando o árbitro apita e que o futebol não é tão exacto como a matemática. Mesmo esta, às vezes, tende para infinito.
Os arautos, teóricos, que afirmavam serem "favas contadas", dão agora as explicações longamente teorizadas sobre o que aconteceu e o que teria acontecido se ... 
Sábado há mais e a valsa vienense não nos vai embalar: a orquestra, sob a batuta do maestro Cristiano, desafinará a harmonia austríaca e mostrará que, misturando fado, fandango, vira, bailinho e muito trabalho, a música será outra!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Euro 2016


Há momentos na vida em que é impossível disfarçar o orgulho que nos vai na alma.
Ao ver esta imagem (e muitas outras que por aí circulam), surgem no écran da memória o início, a ausência (apesar do Skype), as noites mal dormidas, a ansiedade, o "terá dito tudo", "estará bem", os jogos "vistos" no computador, as notícias em grego (?!), as manifestações, a violência, a desordem social, os problemas nos estádios, a "tragédia grega" quando tudo começou há quase uma dúzia de anos.
Vai ser mais um mês de ansiedade, colado à televisão, solitário, controlando as emoções, sempre com a esperança que o grande salto final aconteça, por ti, pelo Fernando e pelo meu País que é tão grande e tão maltratado.
Amanhã partes para terras gaulesas e, por muito que me custe, tenho esperança que só regresses em Julho!
Boa viagem, meu filho!