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segunda-feira, 8 de agosto de 2022

"Lusíadas"

Não faço a mais pequena ideia de quem é José Gabriel, nome indicado como autor dos versos populares, verrinosos, sarcásticos e tão assertivos que as novas tecnologias me fizeram chegar, através de uma familiar residente a uns bons quilómetros daqui, há já dois ou três dias.

Resisti a transcrevê-los pelo desconhecimento referido e pela hesitação própria de quem não gosta de pessoalizar demasiado os textos que por aqui vão ficando. Mas ... há sempre um mas de desculpa, pensando bem, a ida do primeiro português ao espaço é tema tão importante e transcendente que justifica o espaço ocupado e o gozo que dá.

Arquivemos, por isso, a nota do facto, contado em verso rimado, como convém a tão épica aventura.

I
"Eu canto Mário Ferreira, o falonauta
Que em pila voadora ao céu subiu.
Cuidando ser do espaço um astronauta,
à patranha do Bezos sucumbiu.
Dez minutos voou - façanha lauta -
E logo prestes do alto céu caiu.
Pagou milhões só para ir ao ar,
Mais lhe valera ter ido à Feira Popular.

II
Agora, compara-se aos maiores,
Supera-os até, é bestial.
Recebam com loas, bandas, flores,
este novo herói de Portugal.
Nem os reis lhe foram superiores,
qual Gama, qual Álvares Cabral!
Ao céu foi, em nave maneirinha
Inspirada nas Caldas da Rainha."

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Turismo

Há já vários anos que Portugal se tornou num dos destinos mais atractivos do mundo, para quem pode passear. As nossas belíssimas praias, as soberbas paisagens, o clima ameno, a comida deliciosa, a segurança, são motivos para que os turistas venham visitar-nos, e voltem.

Dos cruzeiros do Douro aos golfinhos do Sado e agora também da Nazaré, da fina areia de toda a costa, das paisagens dos Açores e da Madeira aos recantos do Gerês, tudo contribui para que a indústria do turismo se desenvolva e seja uma das principais a contribuir para o PIB nacional. Em resultado disso, a Baixa de Lisboa substitui bancos por hotéis e, por todo o país, já são muito raros os lugarejos onde não há, pelo menos, um alojamento local.

Hoje foi dado mais um passo para o alargamento da actividade e, como consequência natural, do país. Um empreendedor turístico ligado, entre muitas outras actividades, aos cruzeiros no Douro, tornou-se o primeiro português a excursionar o espaço e, presume-se, nos dez minutos que por lá permaneceu, o seu cérebro deve ter elencado uma panóplia de hipóteses, todas fenomenais, para o turismo espacial. A viagem foi apenas e só uma prospeção de oportunidades e não, nunca, um acto de promoção pessoal e social, aproveitando o preço, que é sempre barato ou caro consoante a dimensão da carteira.

A ousadia e a coragem mereceram o devido destaque nas notícias de hoje e farão primeiras páginas nos jornais de amanhã. Ficamos todos ansiosos pelos projectos extraordinários que irão surgir e, entretanto, já deverá ter começado a concorrência entre as entidades bancárias nacionais que os quererão financiar, sabendo-se que os grandes bancos internacionais não deixarão de entrar na corrida.

Como sempre, quem vê à frente, chega primeiro ou, como diz o ditado "candeia que vai à frente, alumia duas vezes".