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domingo, 5 de outubro de 2025

República

Dia do aniversário da República, que comemora hoje 115 anos. Talvez o número, que já foi da emergência nacional, tenha determinado a quase ausência de referências à data.

Nos jornais de hoje, nem uma linha; nas televisões quase a mesma coisa; das entidades oficiais, a presença, discreta, no hastear da bandeira na varanda da Câmara de Lisboa, sem direito a discursos ou conversas, que a campanha autárquica poderia torpedear e sair lengalenga falsa ou enganadora.

Lembro-me, em jovem, de dois grandes republicanos caldenses, atravessarem a Rua Almirante Cândido dos Reis com uma bandeira nacional às costas, bem desfraldada e na posição correcta. Tinham sempre chatices, mas lá iam mantendo a tradição de que o regime não gostava nada.

Estaremos a voltar a esses tempos?

Viva a República!!!

sábado, 5 de outubro de 2024

República

E se, de repente, a República desaparecesse e desse lugar a um trono de reizinhos que por aí pululam, espreitando às janelas, acenando as cabeças e aguardando, ansiosos, a abertura de uma nesga de porta para se instalarem na cadeira?

Tenho esperança que não aconteça, por vezes surgem-me dúvidas e já tive muito mais certezas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

República

 

Comemoram-se hoje 112 anos da implantação da República, embora durante este tempo houvesse uma parte, de quase meio século, em que o comando esteve nas mãos de um "monarca" sem pergaminhos nem sangue azul, e com tormentos que bem marcaram todos e todas, como agora se deve dizer.

Marcelo Rebelo de Sousa entendeu que era um bom momento para dar uma aula de História, assumindo a sua qualidade de conselheiro e de porteiro de portas que se irão abrir daqui a algum tempo, em função da alternância que a democracia encerra. Tem esperança que isso ainda aconteça no seu mandato, o que, decerto, lhe daria grande prazer.

Hoje, ao contrário do que aconteceu há alguns anos, o Presidente da República içou a bandeira nacional na posição correcta, talvez por ter presente o erro do seu antecessor e este não ter por lá aparecido, seguramente por estar preocupado com os bitaites que sente dever mandar, em vez de se deleitar com uns bons banhos na Praia da Coelha, com os cuidados devidos que a idade já aconselha.

VIVA A REPÚBLICA!

terça-feira, 5 de outubro de 2021

República

É fundamental, imperioso, obrigatório que, todos, façamos de Portugal uma República viva e que ela viva sem reisinhos, príncipes ou morgados, rainhas e princesas, fidalgos ou cortesãs.

Que sejamos corteses sem viver da e na corte, que as ruas e as avenidas possam ser sulcadas por todos, que o nome e a proveniência sejam os últimos identificadores das capacidades de cada um, que o mérito a todos distinga, sem cuidar da averiguação prévia da cor do sangue. 

Que respeitemos o outro e as suas opções, que não julguemos cada um em função daquilo que pensamos, que tenhamos sempre um país livre, aberto e plural, onde todos caibam e não haja atropelos, mesmo que alguns queiram condicionar o que a grande maioria pretende preservar. 

VIVA A REPÚBLICA!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Crise

Casaram-se há pouco mais de um ano, após um noivado sufragado pela maioria e com o apoio de muita gente que entendia ter o casal todas as condições para gerir a habitação.

Os noivos, por seu lado, apregoaram aos sete ventos que há muito vinham estudando as matérias da vida em comum, e que se encontravam preparadíssimos para dar os passos necessários à abertura das portas, conhecendo todos os cantos da casa e todos os segredos da boa governação da mesma.

Com portas bem abertas e passos na direcção certa, haveria coelho para todos, sem necessidade de pedir mais ingredientes aos comensais.

Com o espanto de muitos e a confirmação do pensamento de alguns, afinal o namoro não tinha proporcionado um suficiente conhecimento mútuo, a vivenda era demasiado grande e a experiência que ditava certezas não passava de balão cheio de nada, numa mão de coisa nenhuma.

O divórcio está em marcha!

Já não dormem na mesma cama, conversam apenas através dos representantes, sentam-se à mesma mesa mas cada um escolhe a sua própria ementa ...

O país já fala abertamente no caso e os amigos mais próximos já o dão como irreversível.

O juiz paira no seu gabinete, aguardando que o casal chegue a acordo e evite o litigioso, mais caro e mais trabalhoso.

P.S. 1 - A semelhança entre o relato e as relações PSD/CDS não é pura coincidência.

P.S. 2 - A bandeira nacional foi içada ao contrário nas cerimónias do 5 de Outubro e houve dois "incidentes" bem reveladores do "estado" da Nação, numa cerimónia à porta fechada, com mais polícias a guardar que entidades a participar.