quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Uma vida ...

Cinquenta anos de carreira, setenta de uma vida cheia ...

Uma disposição de fazer inveja, uma classe de senhora, uma senhora de classe ...

Uma Desfolhada, com versos de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes, que deu brado, em 1969, num país de censores e moralistas!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

E o futuro?

A crise é apenas uma invenção dos arautos da desgraça:
- o défice reduziu, o desemprego regrediu, o produto interno bruto cresceu ...

A política de saúde está correcta:
- as pessoas não entendem a profundidade das medidas ...

Os professores não estão adaptados aos tempos de hoje:
- não querem ser avaliados, não aceitam leccionar por objectivos e não percebem o alcance, profundo, de medidas que vão combater o insucesso escolar e fomentar o sucesso da estatística ...

A formiga no carreiro, vinha em sentido contrário (Zeca Afonso - 1973)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Pimpões

Passam hoje 70 anos sobre a data em que seis jovens, na época, deram vida à Sociedade de Instrução e Recreio "Os Pimpões", nascimento do que viria a ser (e é) uma Associação de referência no panorama do associativismo citadino, regional e, até, por que não dizê-lo, nacional.
Fundada entre as duas grandes guerras, num período dos mais duros da ditadura e em plena guerra civil espanhola, a tudo resistiu, mantendo uma actividade ininterrupta até aos nossos dias, em prol da cultura, do desporto e do lazer, instalada num bairro de classes trabalhadoras que a ela dedicaram muito do seu tempo livre e das suas capacidades.
Hoje, com o advento dos novos tempos em que o tempo cada vez se torna mais ínfimo, a vivência dos Pimpões é outra e o seu futuro, como o passado, ter-se-á que adaptar às novas exigências, aos novos paradigmas, à nova forma de cada um e de todos, sempre com a preocupação, sábia de antanho, de que, juntos, conseguimos sempre mais e melhor do que sozinhos.
Os laços, fortes, que me ligam a esta grande casa obrigam-me a registar a efeméride e a desejar que o futuro lhe seja risonho, próspero e, sobretudo, tão digno como o foram os setenta anos já vividos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sem título

Hoje ouvi falar de pessoas e da sua importância nas organizações.
Apesar de o dia ter sido longo e de já ter alguma relutância em "correr a foguetes", vinha satisfeito.
Nas notícias dos da Casa (com quem já não falei devido ao adiantado da hora do regresso), vieram notas de satisfação grega pela vitória e lisboeta pela adaptação, paulatina, do neto à nova escola.
Mas ... não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe: por indicação filial, uma espreitadela a um blog, no qual é narrada uma "pérola" produzida por um "indígena" encarregue de seleccionar candidatos, com base em currículos recebidos:
"1975? Esta está em idade reprodutora. E não trabalha desde Junho do ano passado? É de certeza casada e deve estar em casa com a prole".
Lapidar !!!
Como é que este "indígena" teria "comprado" o poder?
Ainda nos falta tanto ...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Despachos e matemática

Do jornal Público de hoje:

"Telmo Correia assinou 300 Despachos na madrugada da tomada de posse de Sócrates"

Considerando que o dia - 24 horas - tem 1.440 minutos, resultam, em média, 4,66 minutos para cada "Despacho", tempo naturalmente mais que suficiente para ler, meditar, decidir e assinar, quando estamos perante um ser humano sobredotado, que até foi Ministro da República.
O jornal assinala, ainda, que as 300 decisões foram tomadas na "madrugada do dia", o que diminui consideravelmente o tempo gasto e prova, à saciedade e à sociedade, ser possível aumentar, quando se quer, a produtividade no trabalho, a bem de todos nós e dos vindouros.
Saliente-se ainda o espírito de sacrifício do homem, que esteve tão concentrado a ler, entender e assinar que não deve ter comido nem . . . . . . !
Valha-nos isso, que assim só ficou a . . . . . dos Despachos.