sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril

Há 40 anos que a liberdade e eu comemoramos, em conjunto, o nosso aniversário.
Fiz 22 anos no dia em que ela nasceu (como o tempo passa) e só no início da noite desse dia consegui descansar os meus mais próximos com a informação de que estava "bem e recomendava-me". A minha mãe, que se tinha deslocado a Leiria para um exame médico (que não realizou), deve ter sofrido muito ao saber que havia problemas em Lisboa e o seu filho estava lá.
Espero que a festa continue por muitos anos para mim (nunca sejas pobre a pedir) mas desejo que para a minha "companheira" de aniversário não haja fim, a bem de todos. A "escuridão" que por aqui passou foi de sobra ...
Paradoxalmente, ontem surgiram notícias de que uns arautos disciplinadores pretendiam controlar, aprovar ou ver antes o que a comunicação social pretendia produzir por ocasião das eleições. Felizmente parece terem metido "a viola no saco".

domingo, 19 de abril de 2015

José Mariano Gago

Não tive o privilégio da jornalista Teresa de Sousa, que o conheceu de perto e em situações que já fazem parte da história, embora alguns pretendam que não passem do seu rodapé.
Mas sei, por experiência vivida aqui por casa, o que representou o trabalho de Mariano Gago em prol da Ciência e da Educação, com letra grande, claro, em homenagem a quem abriu um caminho que, depois de "asfaltado", se quer trazer de novo à "terra batida".
Mariano Gago era, ele sim, a Excelência, e seguramente dispensaria os elogios hipócritas e bacocos que por aí proliferaram.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Recusar parar

No J L de hoje, o Professor Galopim de Carvalho, que completará 84 anos no próximo dia 11 de Agosto, publica quatro "páginas" de um Diário, com o título que lhe "roubo", e que começa em 26 de Abril de 1974 e termina em 22 de Março de 2015, com o seguinte texto:

22 de Março de 2015
Por mais negras e cerradas que sejam as nuvens, há sempre sol e céu azul por cima delas. 
Esta afirmação é tão imediata e evidente que já vários a disseram ou escreveram, nesta ou noutra forma com idêntico sentido. Vem ela a propósito de um pensamento que, nos últimos tempos, me assola constantemente, quer em casa, ao abrir os jornais ou durante os noticiários da rádio ou da TV, quer na rua, face aos comentários de muitos com quem todos os dias me cruzo. E esse pensamento envolve este Portugal a viver tempos de indecoroso aviltamento, mercê de uma certa elite, entre políticos e grandes nomes do Direito e das Finanças que, de há décadas, numa promiscuidade interesseira, descarada e impune, nos está a conduzir, decidida e conscientemente, no caminho do empobrecimento económico e também, estupidamente, no do definhamento científico e cultural.
Tudo isto perante a passividade de um povo "imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio", como escreveu o grande Guerra Junqueiro, há mais de um século, e sob a magistratura conivente de um Presidente da República que de há muito deixou de ser o representante de todos os portugueses. Mantidos incultos, muitos deles analfabetos funcionais, alienados pelo futebol e pelos programas televisivos de entretenimento que nos impõem e nos entram pela casa dentro a toda a hora e, ainda, marcados por receios antigos, são muitos os portugueses que não ousam questionar um poder que os despreza e maltrata e muitos também os que, sem saberem porquê, lhe fazem respeitosa e submissa vénia.
Como nos aviões que, ao ganharem altitude, atravessam a cobertura de nuvens e atingem o esplendor do pleno azul, temos de encontrar forma, dentro da democracia, de romper com esta triste escuridão em que, com excepção de uns tantos privilegiados, fomos levados a viver.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Computadores

E não se pode exterminá-los?
Sim, aos sistemas informáticos do Estado?
Primeiro foi o "Citius", nome pomposo pelo qual é conhecido o sistema informático do Ministério da Justiça, que colapsou, deixou todos os Tribunais "à nora" e a Ministra "aos papéis";
depois, surgiu a "Lista VIP", que introduzia alarmes avisadores nas consultas de "contribuintes importantes", entre os quais o Núncio Secretário (de Estado). O objectivo era a salvaguarda de os dados desses "importantes", Cavaco incluído, caírem, na praça pública. Afinal, a Comissão da Protecção de Dados concluiu que, para além dos "servos da gleba" que as Finanças contratam temporariamente, há empresas que manuseiam livremente todos os nossos dados fiscais; 
finalmente, um "erro informático" calculou mal a distribuição dos deputados eleitos nas Regionais da Madeira e deu a maioria absoluta ao PSD, retirou-lha e voltou a dar-lha.
E o que haverá mais por aí?
José Tribolet salientou, em Agosto de 2013, o "risco de caos" na informática do Estado ...