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sábado, 20 de dezembro de 2025

Aeroporto

Gente e mais gente. Está sempre mais gente, seja Verão ou Natal, Páscoa ou um dia qualquer.

- Com licença, com licença ...

- I'm sorry ...

Empurram-se as malas, os sacos, os carrinhos a transbordar, as mãos a prevenirem eventuais quedas, difíceis de controlar e terríveis de remediar.

Encaminho-me para o placard das chegadas. Os olhos espreitam, auxiliados pelos óculos, que a distância é grande e há gente, muita gente.

- Já aterrou, ouve-se ao lado. Saem da frente e encaminham-se para o sítio ideal, de onde descortinar quem sai.

Aguardo mais um pouco. A mensagem que me descansa surge. Aterraram. Sigo o exemplo dos outros e cravo o olhar onde irão aparecer. Apesar de não ser propriamente um baixote, tenho dificuldade em ter a visão total da porta. Gente e mais gente. Muitos jovens, com mais um palmo ou perto disso. Vale que a maior parte tem a cabeça inclinada para essa máquina informativa que, de quando em vez, também é utilizada para fazer e receber chamadas telefónicas. 

Consigo a colocação ideal e aguardo, sem pressas. Tenho o livro na mão, fechado. Ainda li duas ou três páginas, encostado a uma coluna. Senti que estorvava a deslocação dos outros. Recolhi-o.

Quase não há cadeiras, as pessoas são cada vez mais, gente e mais gente. Os meus devem estar mesmo, mesmo a chegar. Quero vê-los primeiro. E consigo! Corro com a velocidade de hoje, em busca dos abraços, fortes, como sempre. E comentados ... cheios de saudades e de meiguices.

O aeroporto de Lisboa tem poucas, ou nenhumas, condições para quem espera, é um facto que conhecemos bem. O contratempo desaparece quando surgem as caras alegres dos que, ansiosamente, estávamos à espera.

Os netos estão cada vez maiores! Ou serei eu a minguar?

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Aeroporto

Por mais que o vento fustigue e trame as boas manhãs de praia, há sempre algo que acontece e anima o dia.

Foi ontem anunciado, pelo Ministro Pedro Nuno Santos, com pompa e circunstância, que, afinal, quase meio século depois, havia sido decidido que não íamos ter apenas um novo aeroporto mas sim dois, um no Montijo e outro em Alcochete, ambos com vista para o estuário do Tejo, que é lindo em qualquer época do ano e, por si só, atrai muitos milhares de turistas. 

Hoje, o Ministro teve de voltar à ribalta para se penitenciar, por ordem de António Costa, que um erro de comunicação o fez divulgar a decisão, sem a comunicar previamente ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República e, pasme-se, sem ter obtido o beneplácito do líder do principal partido da oposição, que ainda não o é mas vai ser no próximo fim de semana, acrescente-se com o rigor que estes assuntos requerem.

São "malhas que o império tece" mas o sapo não deve ter sido nada fácil de engolir e muito menos de digerir, lá isso não.

Acalmada a ventania, surgirá a decisão e será aplaudida por vir muito atrasada, tal como muitos aviões, e ser indispensável para o progresso do país.

E, c'os diabos, mais uma semana, um mês, ou anos, não tem relevância nem importância. Quem esperou 50 anos ...