sábado, 24 de setembro de 2011

Fim de semana

O Expresso faz-me companhia desde o primeiro número publicado, ainda naquele papel e tinta que deixavam as mãos num estado impróprio para mostrar a quem quer que fosse, no já longínquo ano de 1973. 
Com altos e baixos, o seu caminho é, lugar comum, uma demonstração cabal de que a qualidade, a diversidade e o debate das ideias são condição para se ser cada vez melhor.
Os colunistas são, para mim, pessoas do "tu cá, tu lá", sem que, na grande maioria, alguma vez me tivesse com eles cruzado nem sequer no passeio do outro lado da rua. Mas, o Henrique Monteiro, o Miguel Sousa Tavares (mais uma extraordinária crónica esta semana), o Nicolau Santos, o Fernando Madrinha, o Ricardo Costa, a Clara Ferreira Alves, etc. etc., são convidados de casa e passam comigo todos os fins de semana.
No número de hoje, uma chamada de atenção na crónica do Nicolau Santos levou-me a esta "pérola" de Pedro Osório, que aqui fica. Obrigado, Nicolau, e, já agora, os agradecimentos também pelas incursões da poesia nos interstícios da economia. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vontade

Não me apetece, pronto!
Com tanto assunto na ordem do dia, do aumento da energia eléctrica com anúncio deixado cair pela entidade reguladora (?), até às "gavetas" do Alberto João que guardam tantos "tesourinhos deprimentes", passando pela crise, pelo fim do euro, pelo discurso "redondinho" do PR, pela nova liderança e presidência do PS, por isto e mais aquilo, não faltavam assuntos para discorrer, mesmo que a imaginação não abunde e a capacidade seja pouca, mas, que querem, não me apetece!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Palavras bonitas ...

... para o meu filho, que faz hoje 30 anos.
LUGAR DO SOL

Há um lugar na mesa onde a luz
abdicou do seu ofício.
Já foi do sol
e do trigo esse lugar - agora
por mais que escutes, não voltarás
a ouvir a voz de quem,
há muitos anos, era a delicadeza
da terra: "Não sujes
 a toalha", "Não comes a maçã?"
Também já não há quem se debruce
na janela para sentir
o corpo atravessado pela manhã.
Talvez só um ou outro verso
consiga juntar no seu ritmo
luz, voz, maçã.
Eugénio de Andrade