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sábado, 8 de julho de 2023

Ubiquidade

Parece que, finalmente e com algumas costumeiras interrupções, o Verão chegou ao Oeste. Trouxe sol, algum calor, o mar calmo (apenas ontem, para o povo não se habituar mal) e água bastante agradável para quem está acostumado à "geleira". Hoje deve ter atingido os dezoito graus (ou não).

E assim, pode dar-se uma voltinha à noite, sempre com um casaquinho "porque vai arrefecer". A concorrer com o Cistermúsica, que está a decorrer em mais um ano de excelente programação, temos as Bandas no Parque, em todos os sábados de Julho, como irá acontecer hoje. Não é comparável ao que se passa na cidade do Pedro e da Inês, mas também acontecem excelentes serões musicais.

Não se consegue (ainda?) estar em dois sítios ao mesmo tempo e, ao contrário do que se faz nas televisões, nisto não se consegue andar para trás. Por isso, há que fazer opções, para aproveitar um pouco de tudo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Despedidas

Depois de umas enormes chuvadas acompanhadas de estrondos bem audíveis vindos lá do céu, a intempérie acalmou e já não justifica o aviso amarelo em vigor para o dia de hoje. Isto no que ao Oeste se refere, bem entendido, porque do resto do país a minha ignorância é grande. Não foi dia de saída, o aconchego da casinha ditou a sua lei e as notícias não contemplaram o tempo. Outros valores mais altos se alevantaram.

A varanda mostra agora um sol radioso na Foz e a imaginação diz que o mar deverá estar tão bom como esteve ontem. Não vale a pena ir confirmar. Os próximos dias hão-de dar de presente de despedida desta época balnear e de introdução ao ingresso outonal mais um ou dois dias de água morna e mar calmo.

De despedida definitiva foi o dia lá pelo Reino Unido, com o funeral da Rainha Isabel II a ser, finalmente, concretizado, com todo o acompanhamento real e importante presente e ido de todas as partes do mundo. Marcelo representou todo o Portugal, junto do país com quem mantemos a mais antiga aliança e que nos safou nas invasões francesas. As televisões encarregaram-se de transmitir o espectáculo lacrimejante, que há-de ficar na história dos directos televisivos ... enquanto houver televisão.

A rotina vai regressar em breve, com a guerra, a inflacção, o tempo, as reformas e as taxas de juro na ordem do dia, ou da noite, uma vez que já falta pouco para que os principais jornais televisivos sejam transmitidos com o sol desaparecido há muito. Até Janeiro, os dias serão cada vez mais curtos, mas isso pouco importa a quem trabalha. Já ninguém moureja de sol a sol ... felizmente. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Verão

O ano ainda ontem começou e já estamos no segundo mês. Dantes dava-se corda aos relógios e o tempo corria, sim, mas muito mais devagar. Toda a gente se lembra o quão difícil era chegar aos dezoito anos, para se ser emancipado, que a maioridade, essa, só se atingia aos vinte e um. 

Agora, ainda nem o Inverno, real, não o do calendário, chegou e o Carnaval já se perfila a grande velocidade. Sem folias, está bem de ver. O "bicho" nem precisa de corda, tem pilhas mais do que suficientes para aguentar tudo, manter-se à tona e a distribuir infecções por todo o lado. Nem o Primeiro-Ministro escapou. É mesmo mauzinho, o raio do vírus. Nem deixou o homem celebrar a vitória, tal como impediu a Inês, líder do PAN, de saborear a derrota. Não vai ser este ano que voltam os gigantones, as matrafonas e os corsos famosos, perdendo-se, uma vez mais, a alegria e a diversão dos folgazões e as críticas que, melhor ou pior, são características nestes festejos.

Esta vertigem da vida, que nos encaminha para a meta a uma velocidade estonteante, aliada ao sol radioso que se mostra sem qualquer pudor numa época em que devia estar bem recolhido, dando lugar às nuvens negras e à chuva que bem necessária é, tem um lado positivo compensador, que não é de somenos e deve ser valorizado: o Verão está aí à beirinha e o mar abandonará a violência com que, nesta altura, bate na desgraçada da rocha, violência à qual nem o mexilhão escapa, coitado. E, quando ele chegar, o mexilhão vai deliciar-se com a sua meiguice, o caminho para a Foz passa a actividade diária e o mergulho nas ondas refresca a cabeça, mantendo-a fresquinha, como convém.

Estamos quase lá. Falta só um bocadinho de nada!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Verão

Com atraso, mas chegou!

Finalmente, o Verão arribou à Foz e ofereceu uma manhã de sonho. Sem vento, céu azul e um mar, verde, lindíssimo. A água estava igual a sempre, naturalmente fria, como convém para refrescar as ideias e (re)lembrar que estamos no Oeste e não no Algarve ou nas Caraíbas.

Notava-se o efeito da nova máquina que garante a limpeza do areal e que os trabalhos para a dragagem da Lagoa prosseguem em bom ritmo. Vamos ver o que trará de novo e se resolverá, de forma clara, o problema que, há tantos anos, assola a Lagoa. Não convém esquecer que o mar trabalha sem descanso, sem projectos nem adjudicações e altera completamente a orla de um dia para o outro.

Soube bem! Venham mais dias assim, mas poucos, para não enjoar. Pelas previsões, amanhã volta o "capacete".

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Verão

Se consultarem o calendário, verão que chegou o Verão; se ouvirem as rádios, virem as televisões e lerem os jornais, verão que chegou o Verão. Verão ainda que hoje, por força do solstício, é o maior dia do ano. 

Se forem à Foz do Arelho verão que o Verão não veio. Terá perdido o comboio? É possível. Se forem à estação, verão que, mesmo no Verão, os comboios são cada vez mais raros e demorados. E, se olharem bem, verão que, mesmo conseguindo um comboio que chegasse às Caldas, o Verão ainda tinha de apanhar um autocarro o que, verão, não é tarefa fácil nesta cidade nem tem nada a ver com o que se passa noutras. Verão, ainda, que o autocarro suportado pela Autarquia para transportar os admiradores do Verão, apenas funciona diariamente no mês de Agosto. Se consultarem o horário, verão que inicia os seus trajectos apenas às 11 horas, porque antes, como verão, nem vale a pena descer ao mar.

Mas voltando à Foz, se lá forem verão que o vento se mantém e verão, também, as bandeiras vermelhas desfraldadas (são 3), numa clara manifestação de gozo pelo que o Benfica (não) fez esta época. Verão ainda que a praia está mais limpa graças à nova máquina adquirida pela Autarquia, que irá trabalhar, a máquina, claro, durante todo o Verão, mesmo que ele não chegue, por estar assim determinado numa lei já bastante antiga, aceite por todos, sempre com a esperança de que o calendário se cumpra.

E verão meia dúzia de pescadores desportivos, a lançarem o isco para o mar revolto. E verão ainda um casal de velhos que, teimosamente, foram à procura do Verão e, talvez por dificuldades naturais da visão, não o encontraram.

Sejam resilientes, como agora se diz a propósito de tudo e de nada. De Verão ou de Inverno, vão sempre à Foz. Verão que vale sempre a pena e, algumas vezes, verão o Sol aparecer por entre o nevoeiro e verão, se levarem um termómetro, que a água, por vezes, quase atinge os 16 graus.

Não haja qualquer dúvida que a Foz vale sempre a pena. Não retenham do que ficou dito qualquer desistência. Nem pensar!

Se lá forem amanhã, verão que é Verão também na Foz.

Hoje era segunda-feira ...

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Verão

Há coisas na natureza que não coabitam em paz com o comum dos mortais e fazem pensar que, naturalmente, têm prazer em nos contrariar, exercendo o seu poder de forma discricionária e sem nos ouvir.
No Verão está estabelecido, não sei se por decreto celestial ou qualquer outra via, que o céu deve ser azul, o vento deve estar recolhido, a temperatura da água do mar deve ser agradável e não "cortar" os tornozelos, isto tudo de manhã até à noite, para permitir, democraticamente, que os que se levantam cedo e os que meditam nos lençóis até à hora do almoço, possam gozar dos mesmos direitos e usufruir da praia  que gostam sem preferências discriminatórias.
Não há respeito por quem gosta das manhãs abertas e coloridas de azul. 
Levanta-se uma pessoa toda lampeira e, entre duas espreguiçadelas, diz para consigo:
          - Hoje vai estar bom, cheira-me!
Aberta a janela, não cheira a nada. Vamos até lá, para confirmar.
As nuvens são muitas, a morrinha molha os cabelos e, mesmo espreitando com afinco, o mar nem sequer se vê.
Regresso ao cantinho. 
          - Já não vamos ter outro dia.
Mentira!
Após o almoço, as nuvens emigraram, o sol apareceu, o céu pintou-se de azul, celeste, e a imaginação informa que deve estar uma bela tarde de praia.
Não vou! Sou teimoso e, para castigo da natureza brincalhona e autoritária, fico-me com o azul do Danúbio e a musicalidade da água do rio.
Amanhã vou voltar, como o Verão exige.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O costume

O Verão está a chegar, trazendo à lembrança os chinelos, as t-shirts, os pés descalços, as "cabeçadas" nas ondas da Foz, (se o mar estiver pelos ajustes), as gravatas abolidas, os casacos "esquecidos" nos cabides mais recônditos do armário, os livros lidos na praia, com umas sonecas pelo meio, o nevoeiro matinal (ainda vai abrir, vais ver), uma panóplia (que palavrão - será que tem algum significado?) de coisas que se sucederão até chegar o 31 de Julho. Neste dia, aparece sempre alguém, pessimista, a dizer:
- O Verão acabou!
- 'Tás maluco?!
- Claro, primeiro de Agosto, primeiro de Inverno, vais ver!
Vem tudo isto a propósito, ou a despropósito, da entrevista de ontem do nosso Primeiro-Ministro: a memória recordou (longe vá o agoiro) algumas conversas de antanho, das quais se dizia ... e, para cúmulo da chatice, tanto falou e nada disse.
Ontem, José Sócrates falou muito e convenceu-nos a todos, pela força que transmitiu a todas as ideias, repetindo-as bastantes vezes, para que não passassem despercebidas.
A mim, ficou-me a sua última descoberta: o mundo mudou muito nas últimas três semanas.
Será que, apesar da mudança, vai haver Verão?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Verão

Agosto está quase no fim!
Os dias são mais curtos, as manhãs surgem mais frescas, o vento aparece a reivindicar o seu espaço, as nuvens acastelam-se e enegrecem: o Verão está de partida!
Até para o ano!!!