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sábado, 28 de março de 2026

Teatro a sério

A Primavera chegou, fez florir as ginjeiras, limpou o céu, deu luz aos olhos, algum vento para arejar as humidades e, pasme-se, uma constipaçãozinha para limpar o nariz das mucosidades invernais.

Mesmo combalido, era obrigatório ir ao teatro ver, em último dia, "A árvore que sangra", pelo Teatro da Rainha. Das três vezes anteriores que a ida esteve agendada, gorou-se sempre. Os afazeres com os netos em visita são, foram e serão sempre mais importantes (é a verdade, verdadinha) do que o Teatro. 

Quando tudo parecia indicar que a disponibilidade de calendário era um facto, a constipação também queria fazer das suas. Enganou-se! Era um "crime" perder a peça. 

Perto da hora, carrinho no parque de estacionamento, subida no elevador e regresso da mesma forma, mal acabaram os aplausos, bem justos, diga-se. O "nosso" conterrâneo que exerce as mais altas funções do Estado esteve lá, e pareceu-me que também gostou. Mas deve ser muito "chato" ter de andar com o segurança atrás até para ir ao teatro ...

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Actualidade

Ontem foi noite de teatro e, um pouco fora do habitual, até nem estava frio. O casaquinho do costume fez jeito e deu o conforto suficiente para a atenção que foi necessária.

A plateia estava completa, para assistir a mais uma excelente produção do Teatro da Rainha - a comemorar 40 anos e com uma exposição, linda, no céu de vidro -, desta vez em parceria com o Teatro das Beiras

"A noite dos visitantes", de Peter Weiss, com encenação de Fernando Mora Ramos, trouxe a parábola, velha, às tristes ruínas a que chegou a antiga Casa da Cultura. A peça mostra que a história vai repetindo episódios e o teatro continua a carregar o dever de nos lembrar isso mesmo. Aquilo que parece novidade é, afinal, mais um episódio copiado e a maior parte das vezes pior que o original.

Continuamos a ser egoístas, a assobiar para o lado e a aceitar normalizar comportamentos que nos deveriam envergonhar.

Viva o Teatro! 

Nota: A peça está em cena até ao próximo dia 21 de Julho e tem entrada livre.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Teatro

O Teatro da Rainha continua o seu trabalho, árduo, em prol do teatro, procurando manter o interesse da população para esta parte essencial da cultura de todos e de cada um, sempre com a qualidade a que nos habituou.

Na passada semana brindou-nos com (mais) uma produção própria, ao ar livre, em quatro noites que, ao contrário do costume, se apresentaram amenas em temperatura e sem vento. No Largo do Hospital Termal, os privilegiados que esgotaram todas as sessões, à borla, viram um excelente espectáculo - Mandrágora, de Maquiavel - com a encenação e o desempenho de todos a um nível altíssimo, como é, de resto, habitual, enriquecendo a qualidade e a actualidade de um texto escrito no século XVI.

Ontem, já na sua sala estúdio, foi a vez de se apreciarem cinco actores moçambicanos a interpretarem um texto de Mia Couto e José Eduardo Agualusa - Chovem amores na Rua do Matador. Uma grande noite a ver e ouvir a história de Baltazar Fortuna e das suas três mulheres, que só usufruíram do "azar" do nome, escapando-lhes a "fortuna" que o apelido poderia indiciar.

O que é bom é intemporal e o teatro confirma-o sempre.

domingo, 12 de dezembro de 2021

Teatro

Foi uma tarde (bem) passada, ontem, no Teatro da Rainha. Primeiro, a 5ª. Edição do Colóquio "Teatro, Espaço Vazio e Democracia", durante o qual se debateu a situação da projectada sala que há-de ser a deles, nossa, para que a Companhia dê largas às suas ideias, criando e desenvolvendo aquilo que sabe fazer: ARTE.

A situação da obra, nesta altura, é literalmente um buraco, detectado quando se iniciaram as escavações e que resulta de um antigo areeiro, entulhado, e, por isso, sem condições de segurança para as fundações. A situação foi omitida a quem fez o projecto e o caderno de encargos da empreitada não a previu. O imbróglio "esburacado" ainda está longe de ser resolvido, com a Câmara Municipal a procurar chegar a acordo com a empresa, a qual, entretanto, abandonou a obra. Os responsáveis da Câmara presentes no Colóquio estão moderamente optimistas e esperam que, dentro de três anos, o espaço esteja a funcionar em pleno. Tenho as minhas dúvidas mas sou, por natureza, pessimista.

Depois dos assuntos "sérios", nada melhor do que desfrutar de cerca de uma hora e meia de teatro, com uma encenação óptima de Fernando Mora Ramos para o "Discurso sobre o filho da puta", um texto de Alberto Pimenta, que já conhecia mas nunca tinha visto encenado. A interpretação dos quatro actores foi soberba e deu ainda mais vida à qualidade do texto. No regresso a casa, já noite cerrada, vinha reconfortado.

Nota final: O Teatro da Rainha já tinha programado o espectáculo há muito, pelo que é manifestamente exagerada a presunção de que a sua apresentação tem alguma coisa a ver com a prisão de João Rendeiro, na África do Sul, acontecida na manhã de ontem. E eu, que sou pessimista, fico preocupado com as actuais restrições aos voos da África do Sul, que poderão obrigar o senhor a vir de barco ou a nado.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Auto de São Martinho

O Teatro da Rainha disponibilizou a gravação do Auto de São Martinho, de Gil Vicente, que levou à cena em Maio de 2017 no Largo do Hospital Termal, num espectáculo a que tive a oportunidade e o gosto de assistir.
Numa altura em que os espectáculos são apenas miragens, é bom recordar, ainda que não haja nada que substitua o calor da vivência do momento.
Mas, em tempos de "fome", valha-nos "sopa requentada" de tão boa qualidade!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Teatro

O Teatro Municipal Joaquim Benite, de Almada, vai levar à cena a História do Cerco de Lisboa, adaptando o romance homónimo que José Saramago escreveu em 1989. Conto lá ir, não logo na estreia - irá acontecer em 12 do próximo mês - mas, de acordo com a disponibilidade da agenda, talvez na semana seguinte.

Entretanto e porque já não (re)lia Saramago há uns tempos, fui à estante e, como sempre "gente fina é outra coisa": a forma de escrever, as voltas que o texto dá, os adágios, as opiniões, o humor, o "diz que disse", a descrição minuciosa, tudo evidencia o grande trabalho e o prazer de escrever, sendo certo que este não deve ser tão grande como o prazer de reler passados tantos anos.

E já agora, por falar em Teatro, o Teatro da Rainha estreia um novo trabalho a 5 de Outubro - Play House, de Martin Crimp. Lá estarei como de costume.

terça-feira, 27 de março de 2012

Dia Mundial do Teatro

Apesar de o teatro da vida nos reservar surpresas onde menos se esperam, regista-se a comemoração do dia salientando o excelente trabalho que o Teatro da Rainha, remando muito, vai realizando nesta terra.

Na sua página pode-se espreitar o que vai acontecer ... com a possibilidade de, um dia, poder ver teatro na sala que (ainda) é projecto.

sábado, 27 de março de 2010

Dia Mundial do Teatro

Fui hoje ao Beco do Forno, mais conhecido pelo Beco do Antero, assistir à representação de O Soldado Vigilante, de Miguel de Cervantes Saavedra, apelido por vezes esquecido e, talvez por isso, bem acentuado, logo a abrir o espectáculo, pelo "soldado" Zé Carlos Faria.
O Teatro da Rainha escolheu uma forma original para assinalar o Dia Mundial do Teatro, trazendo-o ao Beco, à hora do almoço, com prévia prova de vinhos, associando Baco, os vizinhos, os incautos, os transeuntes e o S. Pedro às comemorações.
Com poucos meios cénicos e uma grande imaginação, um bom espectáculo e um sábado diferente.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Mês da música



Hoje, que acaba Outubro, apetece-me dizer que José Afonso foi um grande, grande músico.

O Teatro da Rainha, de quinta a sábado da semana passada, prestou-lhe um excelente tributo, com três espectáculos de alto nível.