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domingo, 19 de outubro de 2025

Rescaldos e sonhos

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu, dizia-me, muitas vezes, a minha mãe, ilustrando os que, mal sobem a escada, partem todos os degraus para que mais ninguém os possa apanhar.

Vivemos tempos de hipocrisia, de arrogância, de "vale tudo", de não se olhar a meios para atingir os fins, de julgar que a carteira, mesmo lisa, há-de um dia ser cheia e comprar tudo.

Surgem debaixo dos pés os oportunistas, os mentecaptos, os que acham que, sem eles, o mundo não existiria. E fazem escola! E têm apoiantes e sobem, sobem, qual balão que, um dia, vai esvaziar. E essa é a sua grande luta: se e quando o balão esvaziar, ao menos ninguém dê por isso.

O poder, o poder, o poder, não para ajudar a resolver mas para (me) engrandecer! E, sentado na cadeira, reclamar a reverência a que (me) julgo com direito, adquirido à custa de muita habilidade e cretinice.

Não têm culpa! A fuga dos que tinham condições e há muito decidiram afastar-se, trouxe para a ribalta gente de fraca estirpe e má índole, e colocou na gaveta do esquecimento aqueles para quem Abril sonhou abrir as portas. 

domingo, 9 de março de 2025

Velocidade

Notícias de última hora:

  1. A minha menina faz hoje anos e é uma respeitável senhora, mãe de dois "matulões" que não param de crescer;
  2. O tempo foi multado por excesso de velocidade e, de acordo com fontes bem informadas, vai ser colocado sob controlo apertado, talvez com pulseira electrónica, de forma a prevenir esse seu desaforo.

Veremos se o ponto 2. se concretiza, o que não é crível nestes tempos de fake news.

Entretanto, a Casa exulta com mais um aniversário da mais velha dos dois rebentos que por aqui cresceram e se fizeram grandes.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Memórias

Ter no carro música de escolha aleatória proporciona momentos em que desaparecem quaisquer preocupações ou receios e só a memória funciona.

E sabe tão bem!

domingo, 3 de julho de 2022

Partilha

Uma grande música, quase da minha idade, eternizada por Édith Piaf e aqui cantada pela grande Bethânia.

Não me arrependo de nada ... porque nada fiz que me leve ao arrependimento.

domingo, 10 de outubro de 2021

Multibanco

Parece estar provado que os sonhos fazem parte das noites de cada um e que, na maior parte das vezes, as pessoas têm uma vaga ideia de terem sonhado, faltam pormenores à descrição lembrada, não há jeito nem lógica no que se recorda.

Fico contente por não fugir à regra e de sonhar e também não me recordar, com um mínimo de consistência, da composição elaborada durante a noite bem dormida.

Desta vez não foi assim: estava junto a uma ATM e nem tinha sido preciso colocar o cartão, quanto mais digitar o código e aguardar vendo o boneco; a máquina despejava-me um montão de notas, todas de 10 Euros, e não havia mãos a medir nem velocidade para acompanhar aquele ritmo incessante. Desisti. As notas eram tantas, tantas, que os bolsos não chegavam para as guardar e havia pessoas a aguardar que me despachasse.

Um lampejo de inteligência, difuso, lembrou-me: estou a correr riscos sem necessidade. São notas de 10, muita parra e pouca uva, ainda aparece um polícia e, ou me deixo prender, ou fujo para o Belize, para acompanhar o Rendeiro. Não quero ... e abandonei o local, deixando lá as notas, sem verificar se o "anão" da máquina as tinha recolhido.

Já bem acordado, disse para mim: sonho mais estúpido, como são todos, afinal. Ainda para mais, eu já nem uso cartão multibanco para levantar a massa. O telemóvel trata disso e é muito mais simples.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Vento

Numa manhã de vento, como é costume e já não se estranha, havia poucos pescadores e menos veraneantes. Talvez durante a tarde, uns e outros aumentem, mas não pertenço à "fauna" da tarde. Na ida à aberta, quando o pescador se lamentou do assoreamento da Lagoa que afasta o peixe, por falta de alimento, lembrei-me de Manuel Alegre. Era presença assídua na pescaria e, muitas vezes, a nadar nas águas frias e revoltas que deliciam os que gostam da Foz. Já não aparece. Os anos não perdoam ...

Lembrei-me, também, que Maria Bethânia fez 75 anos em 18 de Junho e que gravou Senhora das Tempestades, belíssimo poema de um excelente livro com o mesmo nome, todo ele dedicado à Foz do Arelho.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Quotidiano

Palavras pertinentes e sempre actuais ... há um mês que não vou à Foz do Arelho, ver o mar!

terça-feira, 31 de março de 2020

Quotidiano

Amanheceu a chover, esteve frio, o sol surgiu agora, envergonhado ou medroso, trazendo o aviso de que se não vai demorar muito por aqui.
As alterações do clima parecem competir com a disposição que vamos sentindo ao longo do dia.
Tanta coisa para fazer! Ainda não fiz nada! 
O planeamento a fazer lembrar o "tableau de bord" dos tempos dos objectivos, dos números, dos relatórios, das justificações. Que digo eu? Estou a perder o tino ou a sonhar acordado?
Nada disso! Os dias, afinal, são muito grandes e as horas demoram uma eternidade a passar, apesar de amanhã já ser Abril.
Sentimentos e opiniões contraditórias: tão depressa acho que o tempo passa a correr como decido, logo a seguir, que demora muito a passar.
Quem me entende?

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Bethânia

50 anos de carreira, duas horas em palco apenas com um pequeno intervalo para trocar de roupa, canções, muitas, algumas "velhos" clássicos com nova roupagem, outras novas, cantadas de seguida, quase sem deixar espaço para os aplausos.
Mais um excelente concerto de Maria Bethânia a que tive o privilégio de assistir, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, ainda por cima com bilhetes oferecidos pelos meus filhos.
"Abraçar e Agradecer"

sexta-feira, 28 de março de 2014

Palavras bonitas

Uma consulta ao Youtube por força de um mail enviado e eis que surge Bethânia a dizer o Cântico Negro, de José Régio, sublime como sempre, na divulgação da poesia e dos poetas de língua portuguesa.


E já agora, o mesmo poema (aqui completo) com a força da voz de João Villaret.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Quotidiano ... em férias

Embora não seja (ainda) sexagenário, o computador parece já ser da "idade da pedra lascada" e lá me vai pregando partidas, não funcionando quando deve, muito menos quando eu quero, mas quando lhe apetece ou lhe dá na real gana.
Tinha alinhavado meia dúzia de linhas sobre o fim de semana que, entretanto, perderam oportunidade e actualidade.
Fica apenas a referência a (mais) um grande concerto de Bethânia no Coliseu e uma lição de história no CCC, com muitas "estórias" à mistura, as quais, tudo o indica, irão surgir em mais um livro do Juiz Carlos Querido.
Ontem cumpriu-se o ritual, assistindo-se ao concerto do 15 de Maio, fraquinho na qualidade e fortíssimo nos decibéis (será da idade?).
Uma ida à Foz, o corte das pernadas dos pessegueiros que não aguentaram o peso da idade e dos frutos e ... dois dias já lá vão!

domingo, 21 de novembro de 2010

Três em um

Uma grande canção de Chico César, um conjunto de imagens de muito bom gosto compiladas por Ruiva Misteriosa (?) e a voz, inconfundível, de Maria Bethânia, são o produto de uma "pescaria" no YouTube, no final da tarde de domingo.

domingo, 1 de março de 2009

Fim de semana

Está a acabar mais um, já com cheiro à Primavera, que Março trará consigo lá mais para o final.

Na sexta, após algumas dificuldades para parquear o meio de transporte, e uma descida tão rápida quanto permitia o risco de queda pela Calçada do Lavra ( o elevador está parado), mais um concerto de Bethânia, com o Coliseu "cheinho que nem um ovo". Elegante, mística, crente, preocupada, delicada, uma Senhora!

No sábado, na mesa de uma "tasca" na Maiorga, perto de Alcobaça, um galo guizado saboreado na companhia de bons amigos. Ao final da tarde, a chegada do neto, que por aqui (en)cantou até se saberem as (boas) notícias desportivas da Grécia.

Para não perder o treino, mais uma semana vai começar ... com o tempo ...


domingo, 6 de abril de 2008

Palavras bonitas

Artur G. foi meu companheiro na Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha na primeira metade da década de 60 do século passado. A vida levou-o, como a muitos, para longe da cidade e da região: vive em Faro e é Professor na Universidade do Algarve.

Há cerca de quarenta anos que não nos encontramos, ou que, pelo menos, disso nos tivéssemos dado conta.

O Blog dos Antigos Alunos fez o "milagre" de confirmar que ainda existimos e proporcionou a troca de correspondência electrónica, recordando o passado, desvendando a actualidade e criando expectativas para o futuro encontro pessoal.

Estive fora uns dias (fui ver o meu "menino" à Grécia) e o Blog ressentiu-se.

Nesta ausência, o Artur mandou-me um mail, com palavras bonitas cantadas e recitadas por Maria Bethânia, que fazem parte de um disco chamado Mar de Sophia, editado em 2006.

Tenho o CD e um outro - Pirata - da mesma altura, na minha "colecção Bethânia". Têm uma história curiosa, por serem ambos da edição brasileira e me terem sido trazidos directamente por um amigo que lá se deslocou e que foi obrigado a interromper a preguiça na praia para me satisfazer o capricho.

O Artur despertou-me a vontade para os ouvir, uma vez mais.

O Mar de Sophia tem três ingredientes que têm funcionado como lenitivo para mim: a poesia de Sophia, a voz de Bethânia e o mar ...

PS - Conto rever o Artur no almoço dos antigos alunos, que irá ter lugar no próximo dia 10 de Maio.

quarta-feira, 16 de maio de 2007