A rua é sempre uma caixinha de surpresas: a calçada à portuguesa, desconjuntada, que prejudica as pernas trôpegas pelo tempo; as pessoas que correm, apressadas, no caminho para o emprego ou no saltinho para um rápido café; os pescoços, dobrados sobre os telemóveis comandados pelo dedo indicador, numa "ginástica" que o tempo também há-de tornar trôpegos; as cuspidelas e as embalagens de sumo que "inundam" o chão que alguém limpará; os carros que aceleram, apressados pelos condutores para logo, logo, estacionarem em cima da passadeira ou do passeio.
Nada de anormal nem novidade. Um olhar mais atento, e calmo, - o tempo das pressas já lá vai - permite olhar, ver e reparar em tudo, que a coscuvilhice ajuda a perceber aquilo que vai acontecendo e que, muitas vezes, já passa ao lado de quem passa mais tempo em casa do que a vaguear por aí ...
O anúncio é elucidativo, apelativo e bem referenciado. Está no centro da cidade, publicitando a satisfação de uma necessidade sentida por muitos. Faltam só as referências do dito que se aluga. Será dos de "cama quente"?
