domingo, 6 de abril de 2025

Realidade ?!

Com o mundo "tarifado" pelo homem da popa, vamo-nos entretendo com os preâmbulos da campanha eleitoral que, a 18 de Maio, há-de determinar quem assumirá o poder nos próximos quatro anos, se ...

Há sondagens para todos os gostos e opções, opiniões muito bem fundamentadas com o enorme saber de todos e de cada um, comentários a esmo, certezas absolutas sem hipóteses de serem contrariadas. No tal dia, a noite trará a tradução da vontade dos que se derem ao trabalho de ir fazer a cruzinha. Apesar da manipulação a que está sujeita, será determinante e a única que vale ... por enquanto.

Nessa noite, alguns comentadores "sabões" meterão a "viola no saco", outros exultarão com a alegria de terem acertado na opinião espremida e exprimida antes, o que lhes garantirá a respeitabilidade futura e a continuação da "cátedra".

Desaparecerão o Bolhão e o betão, o abono de família e o IRS, as rendas de casa, os trabalhadores e o povo, até que a nova Assembleia se instale nas cadeiras de S. Bento e se regresse à rotina.

Qual o futuro Governo? Ver-se-á depois! Prognósticos, como dizia o outro, "só no fim do jogo" ...

sábado, 5 de abril de 2025

Palavras bonitas

ELDORADO

Galhardo e galante,
    Um cavaleiro andante,
Ora ao Sol, ora ensombrado,
    Há longo tempo seguia,
    Em alegre cantoria,
Procurando o Eldorado.

    Porém, velho se faz
    Cavaleiro tão audaz -
E o seu coração, pesado,
    Se tolda - pois não achou
    Terreno por onde andou
Que parecesse o Eldorado.

    E quando então, finalmente,
    Se depara, já descrente,
Com um peregrino vulto -
    Lhe pergunta: <<Ó sombra errante, 
    Diz-me tu, onde se oculta
O Eldorado distante?>>

    <<Sobre as Montanhas
    da Lua,
Descendo o Vale Ensombrado,
    Vai, galopa com bravura>>,
    Lhe responde a sombra escura,
<<Se procuras o Eldorado.>> 

Obra Poética Completa
Edgar Allan Poe
Tinta da China (MMXXV)

quinta-feira, 3 de abril de 2025

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Regresso

De regresso à base, tudo como dantes, até o quartel em Abrantes ... e a chuva, que parece ter ido de férias na mesma altura, voltou hoje. Invejosa!

Afinal, decorridos estes (poucos) dias de ausência, o problema de Montenegro mantém-se por esclarecer; Marcelo continua a comentar tudo e a pedir a paz entre a Federação de Futebol e o Comité Olímpico, cujos "comandantes" estão a dar lições de desportivismo sério e exemplar; o homem da popa amarela lá vai "tarifando" e "ordenando" o fim da guerra e dos livros de que não gosta.

Mas houve mudanças bem agradáveis: o jardim está mais florido, anunciando a chegada da Primavera; nas ginjeiras vão surgindo muitas folhinhas verdes; apareceram morangos bem vermelhinhos. Confirma-se, uma vez mais que, pelo menos em parte,  "o mundo é composto de mudança".

sábado, 29 de março de 2025

sexta-feira, 28 de março de 2025

Arte

O corvo visita todos os lugares e acompanha as visitas. À falta de melhor, até as mãos erguidas em prece pela mão, brilhante, do artista, servem para descansar um pouco e apreciar uma grande paisagem museológica.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Surpresa

Alguém imaginaria ser possível a capital do Algarve chegar à homónima do Azerbaijão antes de mim?

Mas chegou e por cá vai permanecer, sem visto nem passaporte.

quarta-feira, 26 de março de 2025

segunda-feira, 24 de março de 2025

Babosices

Vão ser mais de meia dúzia de milhares de quilómetros, cerca de uma dezena de horas no ar, quatro horas de diferença horária, uma civilização e um país completamente novos, com tudo o que isso tem de aventura.

Fácil não vai ser, mas vai valer a pena!

À espera, estarão filho e nora, e dois netos lindos, enormes, gentis, que serão abraçados sem "dó nem piedade", com as saudades que se foram acumulando desde o Natal.

A noite de hoje será, ainda, "portuga". A de amanhã trará sonhos em azeri.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Dia Mundial da Poesia

A FORMA JUSTA

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos - se ninguém atraiçoasse - proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
- Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é o meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

O nome da coisas
Sophia de Mello Breyner Andresen
Caminho (2004)