Como qualquer bom portuga, tenho as melhores soluções e as extraordinárias capacidades para tudo resolver num abrir e fechar de olhos e bem melhor do que tem sido feito até aqui. E não sou excepção!
Somos sempre muito críticos, muito solidários e prestáveis nos dois, três primeiros dias de qualquer catástrofe que aconteça. Vá lá, uma semana! Depois, bem, depois é só estar atento e os comportamentos egoístas voltam e rapidamente esquecemos o que aconteceu ... aos outros. "Vai ficar tudo bem!"
Não vai! Há gente que nunca mais esquecerá não o quilo de arroz ou de feijão que recebeu com direito a aparecer na TV mas as telhas que voaram, partiram-se e demorarão a evitar a chuva que o S. Pedro não cessa de despejar.
Entretanto, surge a confirmação da incapacidade de muita gente exercer o poder de decidir que lhe está atribuído. Espera-se sempre que da acção resulte algo de concreto e não ainda mais confusão e aflição do que a que já existe.
Um exemplo: com extraordinária boa vontade, estão a ser distribuídas telhas, no estádio de Leiria, a quem tem possibilidades de lá chegar, se perfila e aguarda serenamente a sua vez de pedir, e receber, as telhas que colocará na sua viatura e levará até à sua casa ... destelhada.
Não seria preferível concentrar os pedidos nas Juntas de Freguesia e estabelecer um circuito logístico que as fizesse chegar ao local? Seria muito difícil?
É apenas um exemplo ido de quem, no conforto do seu sofá, resolve tudo ...
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