terça-feira, 7 de julho de 2026

Futebol irónico

Para quem não tem filhos dependentes da brilhante correcção digital dos exames, que está a acontecer e não se imagina quando irá terminar, já é possível ir de férias descansado ou passar os dias na praia sem preocupações.

O Mundial de futebol acabou ontem, para os devidos e legais efeitos, muito embora ainda haja alguns jogos para realizar até ao apuramento do campeão, coisa completamente irrelevante, diga-se. O Primeiro-Ministro poderá voltar ao sossego da sua caminha e deixar a obrigação de dormitar nos aviões que, apressadamente, o carregam de um lado para o outro. Não existirá mais abertura de telejornal ou primeira página de jornais com as notícias que, desde ontem, perderam todo e qualquer interesse. O gosto pela modalidade claramente sentido por 10 milhões de portugueses (ou serão onze?) eclipsou-se e vamos agora estar focados no nome do próximo seleccionador, nos reforços de jogadores "enormes" que todos os dias pisam a Portela e em saber se Cristiano Ronaldo vai levar Roberto Martinez para a Arábia.

Entretanto, dever-se-á dar início a uma campanha de recolha de assinaturas para exigir que a presidência da FIFA passe a ser ocupada pelo "homem da melena". Reúne todas as condições e será o homem certo no lugar certo, depois do seu brilhante desempenho neste Mundial: não deixou entrar o árbitro somali que tinha sido designado por quem de direito; obrigou a comitiva do Irão a dormir no México, para que não se corresse o risco de os lençóis americanos ficarem conspurcados; anulou o castigo correspondente a um cartão vermelho directo, que foi mostrado (e bem) a um jogador dos Estados Unidos. Só não conseguiu evitar a derrota destes frente à Bélgica, decerto por desconhecer que, por enquanto, no futebol ainda ganha quem marca mais golos ... mas isso vai acabar, podem ter a certeza!   

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