Apesar do vento, da chuva, das depressões e das tempestades que nos têm assolado, da lama que por aí tem corrido, votar hoje é possível e SEGURO!
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Mau tempo
A Kristin, o Leonardo e a Marta vieram para criar ansiedade em todos nós e estragar sem dó nem piedade.
O "repórter", coscuvilheiro mas nada dotado para a arte da fotografia, foi à Foz ver a desgraça e guardar as provas para memória futura.
As tempestades não podem ficar impunes ...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Longe
Cumpre-se hoje a primeira dezena do meu neto caçula e, uma vez mais, lá tão longe que aquele abraço apertadinho só é possível com a ajuda da tecnologia que encurta distâncias.
A esta hora já por lá é noite cerrada e o aniversariante disputa um torneio de ténis de mesa para terminar as comemorações em grande e combater o frio que por lá se faz sentir.
Quem corre por gosto não cansa.
Força, Miguel!!!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Esperança
Com gente nova a fazer coisas destas, é obrigatório acreditar que há futuro, por muitos energúmenos que por aí surjam a gritar a linguagem da taberna (com respeito pelos taberneiros).
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
8 de Fevereiro
O meu amigo e companheiro de escola ASF fez o favor de me enviar o aviso, não por duvidar da minha capacidade de discernimento mas para que conste e não haja qualquer dúvida do sítio onde é SEGURO colocar a cruzinha.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Dificuldades e soluções
Como qualquer bom portuga, tenho as melhores soluções e as extraordinárias capacidades para tudo resolver num abrir e fechar de olhos e bem melhor do que tem sido feito até aqui. E não sou excepção!
Somos sempre muito críticos, muito solidários e prestáveis nos dois, três primeiros dias de qualquer catástrofe que aconteça. Vá lá, uma semana! Depois, bem, depois é só estar atento e os comportamentos egoístas voltam e rapidamente esquecemos o que aconteceu ... aos outros. "Vai ficar tudo bem!"
Não vai! Há gente que nunca mais esquecerá não o quilo de arroz ou de feijão que recebeu com direito a aparecer na TV mas as telhas que voaram, partiram-se e demorarão a evitar a chuva que o S. Pedro não cessa de despejar.
Entretanto, surge a confirmação da incapacidade de muita gente exercer o poder de decidir que lhe está atribuído. Espera-se sempre que da acção resulte algo de concreto e não ainda mais confusão e aflição do que a que já existe.
Um exemplo: com extraordinária boa vontade, estão a ser distribuídas telhas, no estádio de Leiria, a quem tem possibilidades de lá chegar, se perfila e aguarda serenamente a sua vez de pedir, e receber, as telhas que colocará na sua viatura e levará até à sua casa ... destelhada.
Não seria preferível concentrar os pedidos nas Juntas de Freguesia e estabelecer um circuito logístico que as fizesse chegar ao local? Seria muito difícil?
É apenas um exemplo ido de quem, no conforto do seu sofá, resolve tudo ...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Actualidade
Depressões, cheias por chuvas diluvianas, ventos ciclónicos derrubando tudo, casas sem electricidade nem água, empresas destruídas, mar revolto, a aberta a encurtar cada vez mais a praia, a gasolina a desaparecer com as "bichas" dos aflitos, o açambarcamento a encher os carrinhos dos supermercados que, felizmente, ainda estão abertos.
É um privilégio viver numa cidade do distrito de Leiria onde (quase) tudo funciona, ao contrário do que por aí vai nas outras. Caíram muitas árvores e até o portão da casa antiga mas ... "tá-se bem".
No meio de uma desgraça que a memória não avaliza ter semelhanças, só houve um benefício: as televisões deixaram de ter o "António Mourão" a todo o momento.
Nota: Para quem não é velho, o António Mourão verdadeiro cantava "Ó tempo volta para trás"!
domingo, 25 de janeiro de 2026
Livros (lidos ou em vias disso)
"(...) Por um momento, ele debruça-se do convés, sente o frio que vem do mar, do lado oposto à cidade que não quer ver ainda. Daqui a duas horas, dissera a vozinha de gaze do imediato aos microfones de bordo, o navio atracará na Gare Marítima de Alcântara. <<Tudo tão perto>>, pensa, <<tão na distância de um grito, e afinal para que serão precisas ainda duas longas horas de mar?>> Não conhece os ritos, as demoras que tornam extenuantes as navegações, nem as suas atracagens ao cais da chegada. Uma lentidão até certo ponto litúrgica, das que exasperam até a paciência dos santos. E, contudo, não experimenta nenhum anseio quanto ao momento que o papá, a mamã e Patrícia lhe acenarão de longe, descobrindo-o perdido entre as fardas mil dos batalhões e das companhias independentes. Não propriamente um número rigoroso de homens vestidos com suas muito velhas fardas, mas sim o espírito de quantos haviam somado anos, noites e dias nas suas três frentes de guerra. Em breve seriam talvez perto de um milhão, mas nunca ao certo o diria ninguém: estavam em todas as famílias e casas portuguesas, guardando álbuns de fotografias em cuja capa se lia <<ao serviço da pátria>> por baixo da gravura em relevo de uma sentinela alerta - a arma como que aperreada, os olhos fitos no seu ponto de mira; estavam vivos e mortos, mas todos calados, sem vontade de contar histórias e tragédias, e crimes que assustariam mulheres e crianças. Pior do que tudo, fingiam-se curados de uma dor que entrara neles para nunca mais deixar de doer, e à qual entregavam culpas, vergonhas, desgraças tais e tantas que não bastará ter duas vidas para expiar o castigo, cumprir toda a penitência e todo o remorso desse pecado.
<<O estranho pormenor da minha geração?>>, pensa João Alberto. O facto de ser única, perdida e solitária entre todas as demais - num país pequeno, com forma de urna e sem memória de nada. Onde nem mesmo as vicissitudes mais monstruosas têm qualquer importância. A Europa sabe de cor toda a música dos Beatles. Ouvira, em transe, o pânico provocado pelos bombardeiros B-52 sobre as lezírias do Vietname; vivera o sonho provisório dos hippies e o levantamento das novas comunas do Maio 68 - mas essa mesma Europa ignorava por completo a fatalidade de um destino estritamente português. Ri-se dos seus emigrantes avaros e suplicantes, tolera os exilados, os refratários, os desertores - mas mantém-se cega como a toupeira, sem suspeitar que o tempo dessa geração portuguesa é também o vinho mortal, a nuvem do seu próprio e inevitável crepúsculo. (...)"
sábado, 24 de janeiro de 2026
24 Janeiro
Apenas mais um. Divulgar quantos não se justifica, porque cada um tem "apenas" os que aparenta.
Contado ninguém acredita!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Inverno ou premonição?
O receio de um Verão sem praia da Foz já se perspectiva há algum tempo. A depressão Ingrid, em vez de irradiar simpatia e beleza como a sua homónima sueca, parece disposta a acabar com o resto ou, pelo menos, a deixar-nos ainda mais preocupados.
A ver vamos ...









