A "semana cultural" terminou! E valeu a pena, como sempre. Foram cumpridos os objectivos delineados à partida e excedidas todas as expectativas que haviam sido criadas.
Braga foi a primeira paragem a sério, não para "passear" como o libertino Luiz Pacheco nem para espreitar pelo canudo mas para voltar a usufruir da beleza da cidade, das suas flores e canteiros tão bem arranjados e cuidados, da sua monumentalidade maioritariamente religiosa e, objectivo supremo, visitar o MUZEU.
E foram quase três horas a admirar o interior reconstruído de um velho edifício e a sua transformação num museu extraordinário de mensagens e de arte. Da escadaria interior, que tende para infinito ao lema do Maio de 1968 "Sejamos realistas, exijamos o impossível", passando pelas muitas centenas de obras expostas, tudo cria um ambiente perfeito e faz imaginar o prazer que o seu mentor - José Teixeira, do Grupo DST - deve diariamente sentir por partilhar a sua riqueza com todos os que com ele trabalham e com os visitantes do MUZEU.
Subindo um pouco , depois de uma noite bem dormida num excelente hotel na Falperra, chega-se à Cerveira acolhedora, com a sensação de ser bem guardado pelo veado que vigia lá bem no alto do monte. A Bienal deste ano está à disposição, todos os dias, a partir das 10 da manhã e vai permanecer assim até ao final do ano.
Como sempre, as novidades e os trabalhos espantam, criam curiosidade, obrigam a pensar, transmitem mensagens subliminares ou clarinhas como água, numa organização sempre impecável na informação e na forma como tudo é mostrado. Nesta edição, os trabalhos em vídeo são prevalecentes e alguns deles bem marcantes no que mostram.
E há Paula Rego e Vhils, a primeira com o figo da Bordalo e o segundo com uma parede interminável ... de imaginação e arte!


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