Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens

sábado, 12 de setembro de 2026

Boa vida

A "semana cultural" terminou! E valeu a pena, como sempre. Foram cumpridos os objectivos delineados à partida e excedidas todas as expectativas que haviam sido criadas.

Braga foi a primeira paragem a sério, não para "passear" como o libertino Luiz Pacheco nem para espreitar pelo canudo mas para voltar a usufruir da beleza da cidade, das suas flores e canteiros tão bem arranjados e cuidados, da sua monumentalidade maioritariamente religiosa e, objectivo supremo, visitar o MUZEU

E foram quase três horas a admirar o interior reconstruído de um velho edifício e a sua transformação num museu extraordinário de mensagens e de arte. Da escadaria interior, que tende para infinito ao lema do Maio de 1968 "Sejamos realistas, exijamos o impossível", passando pelas muitas centenas de obras expostas, tudo cria um ambiente perfeito e faz imaginar o prazer que o seu mentor - José Teixeira, do Grupo DST - deve diariamente sentir por partilhar a sua riqueza com todos os que com ele trabalham e com os visitantes do MUZEU.

Do programa do MUZEU, de Abril e Outubro de 2026
" O MUZEU escolheu dedicar uma das suas galerias, de forma permanente, a Anselm Kiefer (Alemanha,1945), um dos artistas especialmente representados na coleção de José Teixeira e um dos nomes mais relevantes e unânimes da cena artística contemporânea. Se os artistas são os seres humanos que mais se aproximam da eternidade dos deuses, chegámos, então, ao Olimpo.(...)" (Foto de uma das obras)

"(...) É nesta procura da singularidade, multiplicada por quantos somos, que encontramos as virtudes das artes que, quando adotadas em massa por todos os que connosco trabalham e sonham, implicam resultados encantadores que, por serem produto de todos, se tornam propriedade de todos - para dividir com outros todos. (...) " (Mensagem de José Teixeira) 

Subindo um pouco , depois de uma noite bem dormida num excelente hotel na Falperra, chega-se à Cerveira acolhedora, com a sensação de ser bem guardado pelo veado que vigia lá bem no alto do monte. A Bienal deste ano está à disposição, todos os dias, a partir das 10 da manhã e vai permanecer assim até ao final do ano.

Como sempre, as novidades e os trabalhos espantam, criam curiosidade, obrigam a pensar, transmitem mensagens subliminares ou clarinhas como água, numa organização sempre impecável na informação e na forma como tudo é mostrado. Nesta edição, os trabalhos em vídeo são prevalecentes e alguns deles bem marcantes no que mostram. 

E há Paula Rego e Vhils, a primeira com o figo da Bordalo e o segundo com uma parede interminável ... de imaginação e arte!

Pena é que a qualidade do fotógrafo não seja adequada à beleza das coisas fotografadas.