Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Dia da Cidade

O TOMA vai ser inaugurado amanhã, com a pompa e a circunstância costumeiras dos Dias da Cidade.
Este ano, para além do TOMA, as distintas autoridades inaugurarão a nova sede da Associação de Municípios e, salvo qualquer imprevisto de última hora, não procederão à abertura de qualquer rotunda.
O TOMA vai ser o novo transporte colectivo da cidade, servido por pequenos e atraentes autocarros, de cor azul, os quais, em duas linhas - verde e laranja - cobrirão quase todo o núcleo urbano da cidade, incluindo a totalidade da Rua Heróis da Grande Guerra, recentemente fechada ao trânsito.
Ora TOMA!
quinta-feira, 10 de maio de 2007
O António a dar corda à esperança
António Lobo Antunes, hoje, em mais uma belíssima crónica da Visão:
"(... )Abandonei o livro em que trabalhava há sete meses
(sete meses de doze horas por dia para o galheiro)
porque não posso, por um lado, escrever antes de voltar a ser eterno
(quando não estamos doentes somos eternos)
e por outro o meu mundo interior alterou-se de tal jeito que sou um homem diferente, e o homem que sou não pode continuar a prosa de um estranho. Fará prosa sua, necessariamente diversa. Uma parte minha segue às voltas com o imenso sofrimento pelo qual passei e me atormenta ainda, me dói ainda, me impede ainda a disponibilidade completa que um
(ia a dizer romance mas não são romances o que faço)
exige e consolo-me pensando nos dezanove livros que até hoje escrevi e chegam bem para me justificar a existência. Acrescentar-lhes-ei alguns mais? Sempre estive certo que sim, hoje não sei.
(...)"
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Opinião
Se fosse eleitor em Lisboa, subscrevia a candidatura e votava na Arq. Helena Roseta para Presidente da Câmara da capital do meu País.
Guardo na memória uma mulher de botins, a comandar as operações nas cheias de Cascais, já lá vão uns bons anos, e admiro a coerência e a frontalidade.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Palavras bonitas
Uma mulher a cantar
de cabelo despenteado.(Era o tempo das gaivotasmas o mar tinha secado.)Pelos seus braços caíamfrutos maduros de outono,pelas pernas escorriamáguas mortas de abandono.(Uma criança juntavao cabelo destrançado.)Gaivotas não as haviae o mar tinha secado.
Poesia
Eugénio de Andrade
Fund. Eugénio de Andrade (2005)
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Medo
O ciclo das estações do ano não deveria estar dependente do calendário da natureza e sim das necessidades dos seres humanos, em função das variações do seu estado de espírito.
Nesta altura, em que a Primavera já poderia estar bem instalada e a anunciar o Verão, aparecem uns sinais invernosos, que acabam por acentuar a depressão, o mau humor, a tristeza, e o pessimismo que, diariamente, vamos encontrando nas pessoas com quem se conversa um pouco.
Os comerciantes lamentam a diminuição das vendas e culpam as grandes superfícies, catedrais do consumo; os industriais queixam-se da concorrência desleal da China e do Leste e da falta de rumo do país; os empregados por conta de outrém vão pagando os impostos, o carro e a casa e constatam que o seu emprego é, cada vez mais, um estado de graça que pode terminar a qualquer momento. Verificam, ainda, que o aumento da taxa de juro se vai fazendo convidado regular nas suas refeições e se prepara para se tornar hóspede definitivo e comilão.
Entretanto, na Visão desta semana, o filósofo José Gil, termina o seu ensaio sobre o medo da seguinte forma:
"... O medo encolhe os cérebros, reduz o espírito, fecha os corpos. Está-se a formar um clima de medo. E o medo tem a particularidade de alastrar. Ao medo social de perder o emprego, de não subir na carreira, de perder as pensões, de não aguentar tanta pressão e constrangimento em tantos domínios, junta-se agora o medo de protestar, de falar, de se exprimir. O medo social está a tornar-se político: tem-se medo do Governo, e, talvez, um dia, do primeiro-ministro."
As encruzilhadas apresentam sempre vários caminhos alternativos, mas o retrocesso nunca será o futuro!
domingo, 29 de abril de 2007
Portugal no seu melhor
Como acontece com toda a gente, a minha caixa de correio electrónico recebe, diariamente, inúmeras mensagens, com um grande número sem qualquer interesse.
Porém, como não há regra sem excepção, surge, por vezes, correspondência que desperta a atenção e motiva interesse.
É o caso deste trabalho, brilhante, de um grupo de alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, datado de 2005, provavelmente já conhecido de muita gente, mas que só hoje entrou na Casa.
É um retrato extraordinário, a que só falta a "cuspidela", o empurrão "qu'eu já cá 'tava" e o "coçar onde é preciso".
Visitem, não esquecendo de explorar bem os pontos e as figurinhas, em:
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Capicuas
22 + 33 = 55
22 - Como era novo!
33 - Já decorreram. Parece que foi ontem!
55 - São os de hoje!
As próximas acontecerão em 2018.
Cá estarei ... para comentar!
Subscrever:
Comentários (Atom)


