Acabei de ler ... e confirmou as expectativas.
Termina assim:
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
Acabei de ler ... e confirmou as expectativas.
Termina assim:
EM TODOS OS JARDINS
Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.
Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.
Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.
A Irlanda já fez a vontade aos mercados e pediu ajuda à União Europeia e ao FMI, tudo indicando que, para compor o ramalhete, cairá o Governo e haverá eleições antecipadas.
Segundo os analistas que tudo sabem (agora), Portugal deverá seguir o exemplo dos irlandeses, porque os mercados não nos darão tréguas.
Como não percebo nada disto e me parece que os mercados são uma espécie de "meninos irrequietos" que ninguém consegue manter sossegados, não seria bom que o nosso Primeiro lhes levasse o vídeo da sua Ministra da Educação, para ver se eles se portavam melhor?
Porque hoje foi um dia cansativo, apeteceu-me colocar nove minutos de boa música, por três grandes intérpretes portugueses, junto e ao vivo no CCB.
Apesar de tudo, ainda se fazem coisas muito bonitas em Portugal ...
SONETO
Amor desta tarde que arrefeceu
as mãos e os olhos que te dei;
amor exacto, vivo, desenhado
a fogo, onde eu próprio me queimei;
amor que me destrói e destruiu
a fria arquitectura desta tarde
- só a ti canto, que nem eu já sei
outra forma de ser e de encontrar-me.
Só a ti canto que não há razão
para que o frio que me queima os olhos
me trespasse e me suba ao coração;
só a ti canto, que não há desastre
de onde não possa ainda erguer-me
para encontrar de novo a tua face.