PERDASFaltam sombrasà minha porta.Quando a noite desce,o Joaquim já não vemespreitar a maré.Um ataque deixou-ocom o lado direitoesquecido e morto.Ergue-se a manhãe a Natália, que o não larga da mão,não vem beber a malga do café à beirada.Um dia, também, não estarei maispara registar as perdas.
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Palavras bonitas
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Manifesto, revolta ou realismo
Já antes tinha "postado" sobre os Deolinda.
Aquando do primeiro trabalho apresentado e após um excelente concerto nas Caldas, disse o que me ia na alma aqui.
Dois anos depois, por alturas do lançamento do segundo CD, voltei a manifestar-me aqui.
Agora, enquanto se aguarda um novo trabalho discográfico, aparece outra surpresa deste grupo, que transporta ar fresco e qualidade musical, juntando a isso letras incisivas, que espelham criticamente o que vai por cá, numa demonstração de que, afinal, há jovens com espírito, irreverência e qualidade, que nos cabe escutar e que merecem ser ouvidos.
Dos recentes concertos ao vivo, mais um "hino" dos Deolinda:
Sou da geração casinha dos pais,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração vou queixar-me pra quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração eu já não posso mais
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Holocausto
domingo, 23 de janeiro de 2011
Decisão
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A crise e a realidade (com ironia)
sábado, 15 de janeiro de 2011
Fernão Capelo Gaivota
sábado, 8 de janeiro de 2011
Palavras bonitas
LETREIRO
Porque não sei mentir,
não vos engano;
Nasci subversivo.
A começar em mim - meu principal motivo
de insatisfação -,
Diante de qualquer adoração,
ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
de cada paraíso.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Palavras bonitas
OLHOS DE SERPENTE
Os teus olhos de serpente
são os únicos representantes
da tua formosura oh linda
o teu cabelo serve de cortina
para te cobrires para que
não te descubra, amor
mas eu vou abrir a tal cortina;
És muito bonita que até
as borboletas te conhecem
e dizem que roubaste a beleza
da rainha borboleta, amor
e então que encantas tanto, amor.
Esses olhos são para mim
luzes para zigue-zagues caminhos
dás-me a mão para que eu não caia
tragas a tua beleza toda para
os passos da minha vida, amor.
A "doença prolongada" levou mais um grande nome da cultura, ontem, no Porto.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Rotinas
Chegou o Ano Novo, que trouxe consigo as rotineiras formulações de votos para que haja muita saúde, paz, harmonia; que as guerras acabem, que a fome desapareça, que aconteça mais solidariedade, que as pessoas se entendam. As mensagens chegam pelas mais diversas vias: SMS, correio electrónico, de viva voz, nos discursos do poder e no poder das entrevistas, etc, etc..
Apesar da sinceridade destes votos não dever, na sua grande maioria, ser posta em dúvida, daqui a doze meses estaremos a fazer o balanço e, infelizmente, iremos encontrar um aumento do desemprego, do número de pessoas para quem a fome é visita de casa, dos que não têm casa nem sequer para essa visita, das convulsões sociais e, inevitavelmente, da criminalidade.
Cá estaremos para constatar a evolução e o comportamento de 2011 para, quando ele partir, lhe cobrarmos o que não nos deu e perspectivarmos, de novo, um 2012 cheio de paz, harmonia, solidariedade e progresso.
Valha-nos a rotina da Foz, que continua e continuará bonita e a convidar para um mergulho, que a falta de coragem não deixou, hoje, concretizar.



