Foi, há 52 anos, um dia que marcou um corte, tornando claro ser impensável e impossível o regresso ao antes, a volta à lei da rolha, a manutenção do Portugal do Minho a Timor, tantas vezes apregoado pelo "Botas" e seus apaniguados.
Para aqueles que, na época, se intitularam "maioria silenciosa", com um pseudo-silêncio dos "inocentes", foi a demonstração inequívoca de que os tempos estavam a mudar e que as vozes caladas tantas vezes à força podiam agora gritar pela justiça, pelo elevador e por um mundo novo.
Meio século passado, com tanta mudança conquistada e uma incomparável melhoria nas condições de vida, surge uma quase maioria expressa nas urnas, não silenciosa, antes ruidosa e malcriada que, através dos seus representantes, cria um ambiente de reles tasca na casa da Democracia. Preocupante!