Ter no carro música de escolha aleatória proporciona momentos em que desaparecem quaisquer preocupações ou receios e só a memória funciona.
E sabe tão bem!
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
Ter no carro música de escolha aleatória proporciona momentos em que desaparecem quaisquer preocupações ou receios e só a memória funciona.
E sabe tão bem!
De manhã, a chuva não permitiu ou, melhor, não aconselhou a caminhada domingueira para desentorpecer as pernas, necessidade imperiosa para quem tem tendência para a "doença do sofá".
À tarde, o Sol reapareceu, a areia estava convidativa e o passeio até à borda permitiu ver bem que o mar estava a mostrar a sua força, numa beleza que extasia sempre quem para ele gosta de olhar. O "fotógrafo da treta" registou os momentos de hoje. Amanhã será, como sempre, bem diferente.
O Dia dos Namorados parece ter sido motivador para o (re)entendimento entre Putin e Trump. Confirma-se o velho ditado (algo brejeiro) que "amor que pica, sempre fica".
Os dois vão alegremente partilhando interesses, recordando bons tempos por que passaram, analisando prendas possíveis e locais para a boda. Aguarda-se um casamento com elevada pompa e muita circunstância. Haverá um número restrito de convidados na mesa e muitos a ficarem à porta, em bicos de pés, esperando que algumas sobras caiam do céu ou, como antigamente era costume, apareçam algumas "línguas de gato" lançadas ao povaréu.
E, de novo, se cumpre mais um adágio: "quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão".
E se, de repente, o Trump se lembrasse de comprar a Foz do Arelho para lá fazer um resort no qual a "boneca" se bronzeasse?
Parece estúpido e francamente improvável mas, nestes tempos, até o absurdo pode acontecer ...
Neste mar imensoem que me vejode nada vale o que desejoe o que penso.Na vastidão do espaçonem sequer um bocejo,um débil ponto ou sumido traço.No corpo voado que sonâmbula viagensazul e mais azul trazendoas miragensde sonho já esquecidoe que me vão doendono corpo adormecido.Neste mar imensode sal e águalutando quase me convenço,num misto de revolta e mágoa,de que nada tem sentido.Poemas num mar inquietoLino Sebastiãocordel d' prata (2024)
Lá longe, onde o Sol se levanta quatro horas mais cedo e o frio da rua deve enregelar a pontinha do nariz, acordou hoje o meu neto Miguel preparado para festejar o seu nono aniversário, na companhia do mano e dos pais e com todos, por aqui, a desejarem muitos anos de vida, tão perto quanto as novas tecnologias permitem.
Teve direito a dia de folga na escola e deve ter passado um dia bem divertido. A esta hora, a festa do dia aproxima-se do fim, com a hora da caminha a chegar muito em breve. Amanhã já não haverá folga e a escola voltar-lhe-á a pedir atenção, na forma sempre excelente com que ele encara a tarefa de conhecer e adquirir mundo.
Aproveita bem, meu neto. Um dia destes vou aí dar-te aquele abraço bem apertado, sem distâncias nem tecnologias a perturbarem o nosso contentamento.
Muitos parabéns, neto querido e ... até já!
Partiu hoje uma das enormes, das quais já restam poucas.
A sua escrita há-de subsistir no tempo, lembrando outros tempos, negros, e buscando sempre um mundo novo, mais igual na diferença e, sobretudo, mais justo.
Maria Teresa Horta - 20.05.1937 / 04.02.2025
EXALTAÇÃOSou poeta, feiticeiraescrevo poesiaexaltadapelo excesso da paixãoprocuro a linguagemSou poetisaCassandraconto histórias devastadasinvento verbose versosludibrio e reconstruovou em busca da gramáticaPor entre temas e excessosdivido as oraçõesde freiras alumbradasSou poeta, pitonisamoro na poesiaaladanão ganhei medo às fogueirasapago-as com o regozijoe o tumulto das palavrasPoesisMaria Teresa HortaD. Quixote (2017)
Há 80 anos, as tropas soviéticas libertaram os poucos judeus que haviam resistido à barbárie hitleriana.
Vamos lembrando, pedindo para não ser esquecido, desejando que não se repita mas ...
Aquele partido zangado e pregador, que se senta à direita de "Deus Ventura", perdeu um elemento de peso e já não tem meio cento. Agora são apenas quarenta e nove e o país vai sentir imenso essa diminuição. Por enquanto, vamos ter de conviver com esse descalabro, que talvez não fique por aqui.
E tudo isto porque, alegadamente, um ser inspirado e distraído desviou umas quantas malas das passadeiras dos aeroportos de Ponta Delgada e de Lisboa, nas múltiplas viagens de e para os Açores de que usufrui à conta do orçamento.
O homem não se explica claramente e com toda a razão. O processo está em segredo de justiça e isso rouba-lhe a memória, como toda a gente sabe. Para além disso, a presunção da inocência e o decorrer do tempo hão-de dar-lhe todas as hipóteses de lavar a honra, dispensando-lhe a inusitada tarefa de assumir o que fez. Nota-se claramente, na forma como o dito cujo explica o acontecido, que ele nunca roubou malas ... apenas umas quantas lhe acharam tanta graça que não resistiram em partilhar o seu conforto e ir com ele para a sua casinha ou, talvez até, para a sua caminha.
E continua a ser deputado da Nação, sem o mínimo de vergonha e com maior rendimento porque:
"Tem a consciência muito tranquila"